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‘Roda de Conversa: do amor e outros demônios’, com Paula Lira, a partir de 31/3

Do amor e outros demonios com todos fontes definitivo

Curiosos em observar o amor sob diversas óticas estão convidados para primeira Roda de Conversa: do amor e outros demônios que acontecerá no dia 31 de março (quinta-feira), das 18 às 19h, no Horizonte Desenvolvimento Humano, no Poço da Panela. Os interessados devem confirmar presença, através dos telefones: 3268.6588 / 99504.2219 (Tim/Whatsapp).

“A proposta das rodas de conversa é simples: um encontro mensal com essas pessoas que desejem conversar sobre o amor ao longo deste ano de 2016, com entrada livre. Não será obrigatório que participe de todos os encontros, porém será uma alegria poder contar com a presença de quem sentiu o chamado do tema”, explica a psicóloga Paula Lira, facilitadora do encontro.

Paula Lira (CRP 02/9660) é psicóloga Clínica, especialista em Clínica Fenomenológica Existencial, mestra em Antropologial da Arte; supervisora e professora da pesquisa e atuação da clínica com foco em Gestalt-terapia e Abordagem Centrada na Pessoa; facilitadora e formadora do profissional de saúde em Meditação Mindfulness, segundo os moldes do Programa Atentamente; artista, autora do livro A Grande Serpente – poéticas da criação no mangueBit. Facilita grupos de estudos e supervisão sobre o fazer clínico e Mindfulness. Realiza atendimento psicoterápico individual com adultos, adolescentes, casais e famílias e grupo de prática de Meditação Mindfulness, segundo os moldes do Programa Atentamente.

SERVIÇO
Roda de Conversa: do amor e outros demônios
Data: 31 de março de 2016 (quinta-feira)
Hora: 18h
Local: Horizonte Desenvolvimento Humano – Rua Joaquim Xavier, 117, Poço da Panela, Recife/PE.
Telefones: 3268.6588 / 99504.2219 (Tim/Whatsapp).

Saiba mais sobre o encontro, no texto abaixo escrito por Paula Lira:

“Esta primeira roda, ‘Do amor e outros demônios’ é fruto de uma observação destes anos de psicóloga clínica: amor, medo, liberdade. Tenho a expectativa de que partilhar este tema e seus desdobramentos nos fará desenvolver imagens criativas salutares, questionamentos, novas perguntas que levaremos para nossas vidas. Porém este tema vem me acompanhando há algum tempo mais.

Cresci menina interessada sobre o amor. De certo modo o borbulhar do meu coração parecia viver direcionado para o encontro entre seres que queriam se unir. E por sorte, cedo, caiu em minhas mãos a história de Lilith, aquela que seria a Lua Negra. Tão lua, quanto negra, quanto bela e misteriosa. Esta também chamada serpente teria sido criada tal qual Adão, sem a história confusa de Eva, que dizem, nasceu da costela desse que teria sido o primeiro homem criado na face da terra. Lilith, antes de Eva, teria sido, então, a primeira mulher criada – assim como Adão foi o primeiro homem. Ouvi também a história de que Lilith não se deixava dominar e assim foi como que virando demônio com o passar do tempo.

A palavra demônio suscita um sentimento de medo e muitas vezes tamanha aversão que percebo que é um tabu pronunciá-la. Porém, em especial quando este demônio é Lilith, paradoxalmente, esta aversão parece acobertar uma atração por conhecer, saber mais, ultrapassar limites. Lilith personifica para mim esse sentimento. Um medo e um fascínio expressos em uma mulher nua que tem aos seus pés uma cobra que lhe circunda. Percebo como algo ambíguo entre inocente e perigoso, ousado, desprovido de limites. ‘Uma mulher que é como a própria lua, tão linda, que só espalha sofrimento, tão cheia de pudor que vive nua…’, como diria Vinícius de Morais.

Aqui chegamos para mim no que quis perguntar sobre o amor. Eu estou interessada pelo que é ambíguo no amor, percebo que isso provoca as emoções das pessoas. Penso que muitos sentimentos se unem em uma complexidade quando pronunciamos a palavra amor. E essa confusão também provoca muito sofrimento. Observei algumas mulheres sofrendo confundindo amor com medo, e por isso também pensei no simbolismo do demônio.

Do amor e outros demônios inspira amor e medo e lembra o romance de um autor muito querido na minha adolescência. Amo a maneira que Gabriel Garcia Marques conta histórias, e quis também o homenagear em sua presteza em fazer coisas bonitas.

Esta primeira roda de conversa sobre o amor quer muito começar. E inicia perguntando, conversando, ouvindo o que as pessoas têm para dizer sobre este tema. Vou apresentar imagens provocadoras e depois pretendo ficar bem atenta para o que juntos vamos tecer.”

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