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‘Marte entra em Sagitário’, por Haroldo Barros

(artigo publicado originalmente em http://haroldobarros.wordpress.com/)

Continuando o seu caminho pela roda zodiacal, o planeta Marte entra no signo de Sagitário, inaugurando um ciclo de refinamento da força e do potencial combativo.

Em torno do Século VI de nossa era, os povos da antiga Bretanha foram unificados politicamente por um chefe tribal que os liderou na guerra contra os invasores saxões, que vinham do norte em numerosos barcos e aportavam nas praias da ilha.

Já no século XIII, um escritor romântico, Sir Thomas Mallory, escreveu o clássico “A Morte de Arthur”, onde narra a épica história de um jovem rei, alçado ao trono de maneira inesperada e que, por seu carisma, coragem e justiça, consegue reunir ao seu redor um grupo de valorosos combatentes, que lutavam pelos ideais de justiça e honra.

Provavelmente você conhece a história do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda, a mesa sem cabeceira, onde todos são iguais. Já deve ter visto ou lido uma das muitas versões cinematográficas ou literárias dessa que é considerada a última mitologia do Ocidente.

Há uma hipótese histórica que liga o personagem mítico Arthur a esse chefe tribal da velha Bretanha.

Mas isso, francamente, não nos importa, neste momento.

Queremos chamar atenção para outros aspectos desse sensacional mito.

Há muita riqueza em seus magníficos personagens: o justo Arthur e sua espada Excalibur, forjada com metal vindo do céu; a bela rainha Guinewere; o impetuoso Gawaine; o invencível Lancelotte; a misteriosa Morgana; o poderoso Merlin, o Mago… E claro, o Santo Graal.

O Cálice de Cristo, dotado de miraculosos poderes de cura, que teria sido levado à Bretanha por José de Arimatéia, e que desaparece misteriosamente da corte de Arthur, em Camelot.

E então todos os cavaleiros da Távola Redonda se põem em busca do Santo Cálice. Essa busca ficou conhecida como a Demanda do Graal. E a maioria dos cavaleiros da Távola Redonda pereceu nessa busca ou retornou a Camelot ferido ou louco. Muitos eram os desafios e as armadilhas do caminho. Um, porém, um único cavaleiro, dentre tantos nobres guerreiros, é capaz de reencontrar e resgatar o Graal: Sir Percival, que se destaca não por sua coragem e força, capacidades inerentes a qualquer um dos cavaleiros da Távola Redonda, mas por sua capacidade de compreender o que há de mais além, de refinar a coragem e a força, transcendo-as a um discernimento místico-filosófico que o capacitou a, vencendo primeiro os inimigos interiores, ultrapassar os obstáculos à conquista do Grande Prêmio.

Esse era o segredo do Graal: somente quem vencesse seus piores medos e pudesse dominar as próprias fraquezas seria capaz e merecedor de resgatar o Cálice. E apenas um cavaleiro de muita fé seria capaz disso. Percival, o bondoso e religioso Percival, foi o escolhido.

Com a entrada de Marte em Sagitário, somos convidados pelo Cosmos a ativar o Percival dentro de nós. O nosso guerreiro interno, aquele que nos impulsiona, nos ativa, nos ajuda a decidir e a travar as batalhas pela vida, não deixa de ser corajoso, combativo e forte, mas compreende que a cada luta, há um sentido maior e mais elevado. Se não há um sentido na luta não há porquê em lutar.

Durante a estada de Marte em Sagitário, que deverá durar até meados de Novembro de 2012, fique atento aos combates para os quais você está sendo chamado. E perceba que cada um deles pode ser um motivo e uma oportunidade de crescimento. E não se furte a travar os bons combates, aqueles que merecem ser travados.

Vencer a bestialidade e a própria humanidade e buscar a transcendência, eis a maior das batalhas. E lembre-se do que ensinava o Gáutama: embora um homem vença mil vezes mil homens em combate o maior guerreiro é aquele que conquista a si mesmo.

Dicas:
Dada a amplitude e multiplicidade do tema deste artigo, vamos nos permitir oferecer várias dicas:

# Literárias:

– As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley. A história de Arthur e da Távola Redonda sob o ponto de vista das mulheres (Imperdível!)
– As Crônicas de Arthur, de Bernard Cornwell

# Cinematográficas:

– Excalibur, de John Boorman

– Indiana Jones e a Última Cruzada, de Steven Spielberg

E, se você preferir uma linguagem cinematográfica menos simbólica,

– Nascido Para Matar, de Martin Scorcese

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