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Refazendo

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Foto: Acervo de Isadora Zamarque
Por Isadora Zamarque

(depois de muito meditar o álbum Refazenda do Gil, comendo manga coité)

A REfazenda é a minha REforma, meu REssignificado e a minha REvolta às terras do ser tão eu. É o auto encontro misterioso, o olhar da pele enrugada de sol, a pele escura e o frescor do vento que levanta a saia.

REC.
Não é de retrocesso que eu narro, é a REvolta do REtorno ao lar, do caminho para o interior.

O lamento sertanejo lembra a mamãe, que embora hoje seja uma mulher urbanizada, ainda não sabe comer sem torresmo, ela é a eterna caipirinha das terras cafeeiras, da zona de ouro, Ourizona. A sede da canção sempre me leva a um chamado de perdão, contudo meu recuar é inerente, ele se apóia em mim como o dominó que quer dar o seu efeito.

Ser do mato como o pato e o leão é o ofício do amigo Silvinho, que nos asfaltos caruaruenses radia sua alma generosa, através daquele sorriso de menino.

Dentro de mim mesma, mesmo que lá fora é o status cotidiano que embala minh’alma. Há um estado de profunda admiração pelo que vejo na REconstrução da minha REtina, REfazendo tudo, REfazenda toda, guariroba!

Belchior deu a introdução, mas somente Gil foi a fundo no ofício de ser como nossos pais, porque quando se beija um homem vem do desejo de ser como o pai é. E que o amor do passado, do presente e do futuro vem do amor que eu amei primeiro, da minha mãe, da menininha das pernas de ema lá das terras cafeeiras.

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