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‘Nego submeter-me ao medo’, por Rudolf Steiner

Nego submeter-me ao medo,
Que tira a Alegria de minha Liberdade,
Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,
Que me amarra…
…Que não me deixa ser direto e franco,
Que me persegue,
Que ocupa negativamente a minha imaginação,
Que sempre pinta visões sombrias.
No entanto,
não quero levantar barricadas por medo do medo.
Eu quero viver, não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
Quero ser firme porque estou seguro.
E não porque encobri meu medo.
E quando me calo quero fazê-lo por amor.
E não por temer as conseqüências de minhas palavras.
Não quero acreditar em algo só por medo de acreditar.
Não quero filosofar
por medo de que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me
só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor aos outros,
pelo medo de que possam impor a mim.
Por medo de errar não quero tornar-me inativo.
Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável,
por medo de não me sentir seguro no novo…
Por convicção e amor,
quero fazer o que faço
e deixar de fazer
o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.
E quero muito crer no reino que existe em mim.

Rudolf Steiner

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