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[INTEGRANDO SAÚDE] É possível dizer ‘não’, cultivando Auto-amor e Amor pelo próximo?

| Por Gabriela Sencades Migge* |

Às vezes parece que quando falamos “não” o mundo vai acabar. Temos sensações de incômodo, de que o outro não vai compreender, de que vamos ficar mal vistos, de que não seremos queridos, amados ou bem-vindos. Sentimos uma pontada no plexo solar que parece que comemos alguma coisa que não fez bem. Embora não seja a comida, sentimos incômodos no estômago quando vamos ter que dar limites a alguém. Mas por que isso acontece? Há cura para isso?

Isso acontece porque queremos ser bem vistos, reconhecidos e amados. Simples assim. Nossa dificuldade de dizer “não” está diretamente ligada às nossas carências. Pois pensamos que o outro não vai nos aceitar, que seremos uma espécie de vilão, indesejado e mal visto. Em contrapartida ao dizermos sim estaremos sendo incluídos, bem vistos e amados. Porém, isso não é necessariamente verdade.

Tal pensamento surge porque ligamos a palavra “não” a algo autoritário, rabugento, triste, infeliz, negativo (no sentido de ser mau, “dicotomizado” do que é bom). Assim, quando dizemos “não”, muitas vezes “vestimos” identidades raivosas a fim de corroborar o nosso “não”. Consequentemente acabamos só dizendo “não” aos mais íntimos, pois a estes não temos vergonha de mostrar nossas “sombras”. Porém dizer não a um colega, a um amigo de grupo social/religioso, a um parente que pouco se vê ou a um filho que sentimos que estamos em falta/culpa com ele, torna-se quase impossível. E buscamos sempre com inconsequentes “sims” contornarmos as situações.

Essa dificuldade de dizer “não” vem da incompreensão ampla do que é amar o outro e de se “auto-amar” também. Pois muitas vezes nos sentimos vilipendiados ao dizer sim, fazendo coisas com grande esforço e desrespeito por nós, desrespeitando nossos limites, sejam físicos, financeiros e até éticos. É o caso, por exemplo, do pai que dá tudo ao filho porque este tem depressão. Tal conduta não seria curativa nem ao pai, nem ao filho, pois talvez o filho tenha depressão pois não recebeu limites na infância e o pai, que precisa ter parcimônia nos gastos, acaba dilapidando seu patrimônio por não saber dar limites ao filho. Já ví alguns casos assim e temo que eles aumentem em meu consultório por conta da crescente forma superficial de se relacionar e de se elaborar as emoções. Mas como podemos nos liberar dessa prisão? Desse ciclo vicioso que se torna uma bola de neve a cada “sim” que se dá?

Antes de qualquer coisa, devemos tomar consciência da nossa dificuldade. Evitar situações em que nos sintamos encurralados a dizer sim, é um bom começo. Assim, temos tempo para investigar profundamente as causas de nossas dificuldades. Não conseguimos dizer não por quê? Qual nosso grande entrave? Onde sentimos que há um bloqueio quando dizemos não? O que eu ganho dizendo sim?

Sempre refletir nossas atitudes é um bom segundo passo. Por que dizemos sim, mesmo sabendo ser prejudicial para mim e para o outro? O que eu não quero que o outro veja em mim? O que eu espero do outro quando assumo atitudes extremamente indulgentes?
Exercitar seria o passo mais desafiador. Comece com pequenas coisas, como, por exemplo, não oferecendo guloseimas para as crianças com a finalidade de elas pararem de fazer birra. Enfrente a “birra” de maneira amorosa, dialogue com as crianças “queridas isso vai fazer mal a vocês”, “eu lhe amo e quero seu bem, por isso não vou permitir que você coma tantas coisas ruins para sua saúde”. Bem… elas vão insistir, espernear, mas um dia agradecerão, com certeza.

Dizer não com amorosidade e delicadeza exige sabedoria e reflexão. Dizer não com palavras certas, sem raiva ou autoridade, dizer simplesmente “não” deve ser um ato de amor e respeito, consigo mesmo e com o outro. Dizemos “não” agora, pois queremos cultivar uma relação madura, confiante e respeitosa. Quem recebe um “não” verá o outro como ser firme, digno, além de ter o desafio de lidar com as suas próprias frustrações. Desse modo superamos relações superficiais, banhadas a risos e manipulações. Queremos aprofundar nossa relação com sinceridade e respeito e por isso devemos ter firmeza para sustentar um não, mas sobremaneiramente devemos ter amor, compaixão e a motivação sincera de beneficiar aquele ser.

Confiem e experimentem, qualquer “não” dado com amor, respeito e a motivação certa será compreendido e agradecido. Mesmo que se passem anos para isso. Cultivar relações sinceras para nós mesmos, em que nos sentimos íntegros, sem máscaras, sem medo de nos mostrarmos aos outros, nos libera da ansiedade, depressão, pavor de não ser aceito e da necessidade de sermos reconhecidos e compreendidos.

Desbloqueamos a nossa energia no plexo solar, que é onde nosso “eu” tem as impressões do “nosso” mundo externo. Do tipo “eu quero que meu mundo seja assim e vou manipular as coisas para que isso aconteça”. Porém, se nosso relacionar não é sincero atravancaremos nosso fluxo energético nesse ponto, podendo inclusive desenvolver má digestão, gastrites, raivas, explosões de ânimo, dependência emocional, maquiavelismo etc. Podendo refletir tais bloqueios no coração e garganta também. No coração, especificamente, desenvolveremos a incapacidade de acolhimento e de enxergar/aceitar o outro como ele verdadeiramente é. Nos relacionaremos sempre com uma moeda de troca, será sempre “eu te dou “sim” para você me dar “sim” também”. Nunca daremos amor com o objetivo único de dar apenas, sem querer receber algo por isso. Estaremos sempre presos a um jogo de escambo emocional.

Caso seja impossível colocar em prática tudo que foi dito, peça ajuda! Reconhecer nossos limites é ato de humildade. E humildade é sempre necessária para cultivarmos sabedoria. Saber que não conseguimos sozinhos não é fraqueza. É fruto de uma auto investigação que só quem tem coragem para olhar as próprias sombras se dá conta. Há muita gente boa e capacitada por aí, próximo a você, que pode ajudar. Esteja atento e exatamente aquilo que você precisa aparecerá.

Bibliografia Sugerida
– Correia, Ana Karina de Sousa. Chakras, A Influência dos Chakras nos aspectos emocionais e fisiológicos do ser humano. Fortaleza: Fundação Edson Queiroz, 2007
– Gerber, Richard. Medicina Vibracional, uma Medicina para o futuro. São Paulo: Cultriz, 2007
– Samten, Padma. A Roda da Vida Como Caminho Para a Lucidez. São Paulo: Peirópolis, 2010
– Sui, Mestre Choa Kok Sui. Cura Prânica Avançada. São Paulo: Ebei, 2015

 

* Gabriela Sencades Migge é terapeuta holística, co-fundadora do Espaço Cuidar, mestra em reiki, frequenciadora de luz, aurículoterapeuta, terapeuta floral, terapeuta prânica, facilitadora em meditação. Acupunturista e Fitoterapeuta em formação. Atende no bairro das Graças em Recife-PE, Brasil.

Para marcar consultas:
Fone/ WhatsApp: (81) 9.9163.5351
Facebook: gabrielasencades
Atendimentos via Skype: Gabi Sencades
Espaço Cuidar: www.espacocuidarrecife.wixsite.com/terapiasintegrativas

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