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[INTEGRANDO SAÚDE] BOCA: Cuidado com o que entra, mais ainda com o que sai

Por Gabriela Sencades Migge* |

“O chacra da garganta é a ponte espiritual para o mundo superior. Na busca do desenvolvimento espiritual, é importante entender que o que vem da sua boca é mais importante do que o que entra. Isto está implícito em Marcos 7:15-22 e Efésios 4:29. Quando algo impuro entra na boca, ele suja o corpo. Mas, se algo sair da mente, então suja a sua alma. Assim, é importante concentrar-se mais na prática de ‘pensamentos puros’ e ‘discurso puro’, em vez de ingerir ‘coisas limpas’.” (Mestre Choa Kok Sui)

Energeticamente, podemos considerar nossa boca como sendo o fluir da nossa expressão. Tudo que sai dela foi elaborado por nossa mente/coração, criado em sua forma de expressão pela garganta, até que flui pela boca na forma de palavras como decorrência natural do que foi anteriormente criado na forma de pensamento pela sequência mente/coração-garganta.

Desse modo, aquilo que sai pela nossa boca é o reflexo exato daquilo que há de mais profundo em nosso coração. Aquilo que somos flui de nossa boca e nos apresentam àqueles que nos escutam. E por isso devemos ter todo cuidado e consciência com aquilo que elaboramos com as palavras, pois além de nos denunciar, mancha nossa essência como uma nódoa difícil de sair, além de contaminar nosso ouvinte.

Nesse mesmo raciocínio, se dissermos coisas positivas, se procurarmos transmutar o que há de negativo nas situações, se não perdermos tempo com mentiras, reclamações inócuas, manipulações ou revivificar situação “magoadoras”, estaremos sempre promovendo uma “auto limpeza” energética. Aquilo que emitimos se torna um bálsamo para os outros seres, pois passamos a inspirá-los, encorajá-los e assim aumentamos a vibração e a autoestima, tanto nossa como a do outro. Pois pensamentos e palavras são impulsos de energias que influenciam a nós mesmos e aos outros.

Já a mentira, a mágoa, falar mal dos outros, a manipulação, a ridicularização alheia, reclamações inócuas, lamentações sem fim etc. nos denigre tanto quanto ao outro ser afetado, pois além de enviarmos energias densas para nosso “alvo”, “sujamos” nossa própria energia com emoções densas e super adoecedoras como mágoa, ciúme, inveja, raiva etc. Passamos a contaminar os outros com uma espécie de vírus sutil da maledicência e da mentira.

O ouvinte contaminado passa a ver o mundo sob a perspectiva do ser que o contaminou com a tal doença. O “alvo” do maledicente também será afetado, pois passa a ser visto com desprezo, estranhamento e até horror, a depender do que se foi falado. Além disso, o evento da critica negativa (maledicências, ridicularização, calunia etc) só corroboram com as vibrações densas, que já estavam sendo enviadas para o “alvo” na forma ainda de pensamento.

Tais vibrações são instaladas no ser que as disseminaram e também no ser que as ouviram em um ciclo perturbador e com consequências tão sutis que nem atribuímos a tal evento, mas que teve sua raiz nele e foi tomando proporções desastrosas. É o caso, por exemplo, dos boatos, que podem macular a imagem de alguém a ponto de prejudicar seriamente a sua profissão, isso considerando o alvo, mas que pode ter reverberações para o ouvinte também!

Um grande mestre do Budismo Tibetano chamado Chogyal Namkhay Norbu, em seu livro Dzochen The Self-perfected State, logo no primeiro capítulo fala nos aspectos individuais dos seres: o corpo, fala e mente (body, voice, mind). Esse segundo aspecto que gostaria de observar aqui, seria o modo pelo qual podemos acessar nossa energia uma vez que a fala é nossa respiração e através de nossa respiração modulamos nossa energia vital. Por isso as práticas com mantras são tão transmutadoras de energia, pois a modulamos com sua verbalização junto com a intensão (aspecto da mente) em cada mantra.

Lembro de um exemplo da importância da fala como sendo moduladora de nossa energia, no caso em que meu tutor em meditação, o Henrique, falava, quando ele, ainda no tempo de faculdade, ouviu uma conversa entre dois colegas em que falavam mal de uma terceira pessoa, de repente essa terceira pessoa chega e ele, o Henrique, que não tinha nada a ver com a história, já estava com raiva daquele ser, sem nem mesmo o conhecer. Ele mesmo cita isso como exemplo de como podemos nos contaminar com as energias sutis dos outros e uma forma muito fácil disso acontecer é pela fala, que é, em geral, nosso principal meio de comunicação.

O chakra da boca é um chakra pequeno, não faz parte dos nossos principais centros de energia, mas para “limpá-lo” pode ser mais complicado do que parece. Lembra daquela ameaça da mamãe “vou lavar sua boca com sabão” para a criança parar de dizer besteira? Haaa… se fosse simples assim limpar toda a mentira, maledicência, intrigas, fofocas, acessos de raiva, ciúmes, manipulações que nossa boca profere seria mais tranquilo.

Isso acontece porque para limpar nossa boca temos que limpar primeiro nossa mente-coração. Chamo de mente-coração aspectos racionais e intuitivos, seriam formas de pensamento construídas sob quais agimos. Assim, temos impressões (racional) e sensações (intuitivas) de mundo que são construídas sob a base das paisagens de gosto e não gosto, aquilo pode e aquilo não, “eu aceito este e este ser, porém aqueles não”, “eu aceito esse Deus, mas Aquele não”. E assim vamos construindo pensamentos sob o pano de fundo dessas impressões e sensações.

Para resumir vamos formando pensamentos sob princípios éticos-morais-religiosos-culturais que fazem com que desejemos excluir e/ou dominar os outros. A consequência disso é irmos minando o funcionamento de nossos chakras desde a base até a garganta e aí quando chega à boca há tanta “sujeira” sendo proferida que acabamos prejudicando, primeiro, a nós mesmos, depois aquele de quem se fala e por fim o nosso ouvinte, pois há energia sendo encaminhada para esse ser também e, sob a forma de ataques e ganchos psíquicos, só dificultam e amarram em laços negativos os falantes, ouvintes e os “mal-falados” (se houver).

Para definitivamente podermos nos livrar de todo cinismo, sarcasmo, fofocas, lamentações, reclamações etc. primeiro devemos purificar nosso coração. Queremos passar a vida como? Acolhendo os seres com sinceridade ou destruindo e manipulando suas vidas? Primeiro podemos começar cultivando a compaixão e a vontade sincera de ajudar os seres e de dar um basta em condutas nocivas a nós mesmos e aos outros.

Sabe, eu disse que não seria um começo fácil, mas, podemos começar, sem sermos muito sinceros mesmo. Aqui estamos primeiro despertando, tomando consciência de que precisamos sanar todo mal disseminado, sem ação ainda, apenas conscientização. Porém, podemos ir exercitando outras coisas concomitantemente, como a gentileza.

O amado papa Francisco em um dos seus sermões também já falou sobre isso dizendo assim: “Todas as vezes que me vier à boca a vontade de semear discórdia e divisão e falar mal do outro… Morder a língua!”,  e antes disso ele comparou aquele que fofoca a um terrorista, pois só semeia a discórdia, não cultiva a paz.

Vale a pena conferir um trecho do seu sermão:

Eu não me atrevo a ser tão dura como o Papa, afinal ele pode né!? (rsrsrsr)

Eu, humildemente, sugiro começar primeiro trazendo à consciência a qualidade da sua própria fala. Como você considera aquilo que você fala? Tem muita raiva e mágoa naquilo que você profere? Tem o fim de machucar, ridicularizar ou denegrir alguém? Constrói algo ou é destrutivo? Há algum interesse por trás? Parece uma espada afiada, machucando indiscriminadamente? Há alguma demanda sua que não esta sendo atendida?

Sugiro começar com esse exercício noturno. A noite ao deitar, puxe em sua memória aquilo que você falou. Machucou alguém? Foi raivoso? Foi cruel? Duro demais? Sua motivação era construir, ajudar ou destruir, manipular e iludir?

Se detectar negatividades peça desculpas sinceras, primeiro à sua própria consciência, depois se mentalize pedindo desculpas, tente enviar positividades aquele que você ataca ou atacou psiquicamente. Isso já é um começo. Nesse caso, não conseguimos evitar o mal feito, mas podemos tentar anulá-lo no âmbito sutil. Porém, se surtiu efeitos materiais, tipo alguém perdeu o emprego por isso ou desmanchou o casamento, sugiro ir pessoalmente pedir desculpas sinceras, falar dos equívocos e tentar anular os danos materiais causados.

Seguimos fazendo esse exercício à noite, até que vamos tomando consciência mais rápido daquilo que é danoso e quando vier à mente e quiser ser proferido pela boca, vamos simplesmente engolir e transformar em construções mais positivas. Dessa forma usamos nosso ego de forma positiva, colhendo as impressões positivas dos seres e ambientes e transformando aquilo que foi criado de negativo em processos realmente úteis e positivos a nós e aos outros.

Por fim, um livro muito precioso na arte de se comunicar se chama Comunicação Não-Violenta, Técnicas Para Aprimorar Relacionamentos Pessoais E Profissionais, de Marshall B. Rosenberg. Ele dá exemplos e exercícios práticos de como se expressar com clareza e com o coração, sem intensão de manipular. Ele diz:  “O que quero em minha vida é compaixão, um fluxo entre mim mesmo e os outros com base numa entrega mútua, do fundo do coração”. Um livro muito tocante em que ele vai descrevendo na prática como faz para conseguir esse fluir entre as pessoas. Para mim valeu muito à pena de ser lido e tem sido desafiador praticá-lo.

Bem, o caminho é simples, mas não é nada fácil, porém, como dizem: devagar se vai ao longe, né!? Vamos caminhar?

* Gabriela Sencades Migge é terapeuta holística, co-fundadora do Espaço Cuidar, mestra em reiki, frequenciadora de luz, aurículoterapeuta, terapeuta floral, terapeuta prânica, thetahealer, facilitadora em meditação. Realiza atendimentos presenciais no bairro das Graças, no Recife-PE, Brasil.

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