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Antroposofia – Luz sobre aspectos alimentares

Turma do minicurso ‘Nutrição Antroposófica: Alimentação nas fases do desenvolvimento de 0 a 14 anos’, ministrado pela nutricionista de orientação antroposófica Cynthia Mahon

| Por Maria Júlia Sette |

O Reino Vegetal espicha-se à luz e aprofunda-se na terra. Guarda potências do sol, da terra e recebe influências planetárias. Legumes, hortaliças, cereais, folhosas, frutas e sementes escondem segredos cósmicos e terrestres para contar aos nossos corpos.

Neste último sábado (6/10/2018), durante o minicurso ‘Nutrição Antroposófica: Alimentação nas fases do desenvolvimento de 0 a 14 anos’, a nutricionista de orientação antroposófica Cynthia Mahon pôde elucidar e refletir sobre alguns dos princípios alimentares indicados por Rudolf Steiner.

Para começo de conversa, foi necessário dar um breve mergulho na composição quadrimembrada do homem.

“Temos um corpo físico, que corresponde ao reino mineral. Além disso, a nossa vitalidade e tudo que emana dela em crescimento e processos vitais é o que chamamos de corpo vital ou etérico, assim como temos o reino vegetal. O terceiro corpo é o astral ou anímico. Este é similar ao reino animal. Trata-se das nossas emoções, simpatias, antipatias, cobiças e desejos. E por último, o ser humano diferencia-se de toda natureza por ser portador de uma individualidade, chamada por Steiner como o corpo do EU“, detalha Cynthia.

A reflexão partiu da criança pequena que ainda não desenvolveu todos os corpos mencionados. Cada potencialidade do homem vai amadurecer ao longo da vida, em ciclos de sete em sete anos, os chamados setênios. As forças vivas nestes corpos, que estarão concluindo sua prontidão por volta dos 21 anos, atuam, de acordo com a nutricionista, no processo digestivo.

“A criança pequena não tem, portanto, condições de ser exposta à variedade de alimentos consumida por sua família e comunidade.”, reforça Cynthia.

Um exemplo importante é o caso do ovo. Muitas crianças começam a comê-lo a partir de 1 ano. No entanto, o ovo é uma célula germinativa, ele contêm energias para compor um animal inteiro. A criança pequenina ainda não desenvolveu seus corpos físico, etérico, astral e sua individualidade, portanto, não tem forças para se contrapor, digerir e assimilar uma célula com tanta potência.

Orgânicos

A origem e o manejo dos alimentos também foram apontados como cruciais pela nutricionista. “A comida só cumprirá sua função de nutrir e colaborar com o desenvolvimento da humanidade se ela estiver livre de venenos e pesticidas. Se não forem corrompidas em suas potências cósmicas e vitais. Nossas famílias devem comer principalmente o que encontramos nas feiras orgânicas.”, pontuou.

Ela defendeu a agricultura biodinâmica – uma forma de olhar a terra, animais e vegetais como um organismo vivo desenvolvida por Rudolf Steiner, oposta à monocultura e ao agronegócio, – e os alimentos orgânicos e integrais. Apontou caminhos para um consumo seletivo, longe dos grandes supermercados que vendem praticidade em embutidos e processados e comprometem, desta forma, a dimensão nutricional e espiritual dos alimentos.

“O que consumimos reflete na qualidade do que sentimos, pensamos e agimos no mundo. Quando os alimentos são envenenados e processados eles modificam sua composição original e toda relação viva e cósmica da qual ele se origina é comprometida”, argumenta.

De acordo com Cynthia, uma dieta rica em cereais, frutas, legumes, sementes, hortaliças, leite e alguns derivados é a base da orientação alimentar para as crianças de primeiro e segundo setênios. Neste sentido, há um destaque para os 7 cereais: arroz, cevada, painço, centeio, aveia, milho e trigo.

“A silícea presente nos cereais os impulsiona e lança suas hastes até a luz do sol. Esse elemento é muito benéfico para o sistema nervoso central e os órgãos dos sentidos. O cereal possui luz condensada”, explica.

O minicurso abordou ainda outros pontos, no entanto, trouxe a mensagem de uma busca pela simplicidade e pureza alimentar a fim de apoiar o desenvolvimento saudável das crianças.

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