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Elementais – Seres da Natureza

Por Mallika Fittipaldi*
mallikafittipaldi@hotmail.com

Contos infantis? Folclore? Ou gente miúda? Viva a gente miúda!

O mito é uma narração que descreve a nível simbólico a origem do universo, dos elementos, do mundo, dos homens e animais, as raízes dos costumes culturais de um povo e suas atividades. As lendas são coleções de contos sobre seres fantásticos e mágicos. Algumas têm origem em fatos verídicos que com o tempo se enfeitaram com a magia e o desconhecido.

Entre os personagens lendários encontramos diversos seres místicos ou mágicos, fadas, duende, gnomos, espíritos, diabretes e outros. Alguns os consideram simples criações, contos de fadas, outros afirmam e reafirmam a existência desses seres. Tem quem os veja como forças da natureza, espíritos dos mortos e outros como povo encantado.

Os gnomos, duendes, fadas, elfos, espíritos de clãs e seres mágicos não são iguais. E segundo as tarefas ou atividades a que se propõem suas formas “físicas” se adaptarão as mesmas.

Muitos de nós pensamos que somos o ápice da criação divina e que estamos sozinhos no universo. Muitos detêm sua atenção no que pode ser visto, ouvido, sentido ou tateado. Mas por trás do que é material existem muitos e muitos mundos, habitados por seres dos quais poucos ouviram falar. E não me refiro aos reinos microscópicos, mas sim ao mundo da “gente pequena”, “seres mágicos” e “espíritos”, no qual acredito na existência com toda força.

Em todas as culturas contam-se histórias de seres fantásticos que vivem em estreita relação com a natureza. Homens brancos, negros, amarelos e vermelhos contam sobre estranhos seres que podem ser visto em local onde a natureza ainda se faz presente e exuberante. Nas matas, bosques, riachos, cachoeiras, ventos, furacões, fogo esses seres podem ser visto. E para nossa alegria, também em nossos jardins, parques e vasos de plantas bem cuidados.

Esses seres foram denominados de elementais e de acordo com os alquimistas não são realmente espíritos. Os silfos, ninfas, gnomos, duendes ou anões e as salamandras, são nomes dados na Idade Média aos elementais, ou seja, aos seres que supostamente animam os quatro elementos formadores do universo: terra, água, fogo e ar.
A crença nos espíritos elementais é antiga, vem do mundo pré-cristão e é impossível calcular a antiguidade da mesma.

Os elementais são criaturas que ao mesmo tempo em que se parecem com os homens, deles também se distanciam. Como os homens são mortais, como os homens têm uma vida com duração finita, distinguem-se pelos anos a mais (bem mais) que os da vida humana. Como os homens, após a morte física eles continuam a existir e evoluem na sua senda diferenciada da humana. Como os homens, são criaturas divinas. Mas não descendem do Adão mitológico (entendamos por Adão o ser humano primal). Organizam-se em grupos e se reproduzem como os humanos. Como os homens os elementais podem sofrer de praga, febres e outras doenças. De caráter diverso podem ser classificados, de acordo com nosso maniqueísmo, em maus e bons.

Esses seres habitam quatro tipos de “locais”: água, terra, fogo e o ar. São denominados de ondinas (aquáticos), duendes (terrestres), salamandra (ígneos) e silfos (aéreos).

Cada Elemental é adaptado ao seu elemento.

As ondinas vivem nas águas, nela respiram, se alimentam e procriam.

Já os gnomos vivem no interior do elemento terra e passam entre as rochas na sua locomoção, como nós passamos pelo ar que nos cercam.

As salamandras habitam o elemento fogo.

Os silfos povoam os ares.

O físico é variável: as ondinas de ambos os sexos têm aspecto meio humano. Saliento que existem seres elementais aquáticos que possuem um espantoso tamanho e formas magníficas ou aterradoras, depende de quem os ver. Os gnomos ou anões são pequenos como indica sua denominação. Os silfos são graciosos e belos quando denominados claros. Existem os silfos escuros na mitologia germânica. As salamandras finas e graciosas. Porém, podem assumir aspectos gigantescos como numa erupção vulcânica.

*Mallika Fittipaldi - Trabalha com Florais de Bach, Hipnoterapia Clínica, Escuta Empática, 
Relaxamento com Reprogramação Positiva Mental, Orientação Energética, Reiki e Runas.

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