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[INTEGRANDO SAÚDE] Pequenas Crueldades – O que você anda cultivando para sua vida?

Por Gabriela Sencades MIgge* |

“Existe apenas uma resposta apropriada a ser dada por uma pessoa que testemunha o sofrimento de outra pessoa: como posso ajudar?”
(Alan Wallace. Budismo com Atitude p. 61)

Ao longo dos meus 34 anos de vida tive a oportunidade de conhecer muita gente, de observar, entrar em suas vidas, alegrar-me, chorar e sempre aprender muito. Em todas as situações, cada pessoa conhecida traz um mundo de experiências e perspectivas. E, por isso, cada pessoa é um grande professor a ser apreciado e descoberto.

Apesar de cada mundo ser bem particular e não podermos nunca julgar os outros, afinal cada ser é do jeito que é e ponto final, no sentido de que não precisamos mudar ninguém ou enquadrá-lo ao que nos agrada (afinal tolerância é uma boa chave para um grande aprendizado). Podemos apenas observar, sem julgamentos, achismos ou opiniões e com isso aprendemos a aceitar, pois olhamos para os seres destituídos dos véus de nossa própria ignorância e o abraçamos com muita honestidade.

Porém, quando não percebemos o outro e toda sua “bagagem” (tudo aquilo que constitui o seu mundo), passamos a julgá-lo, não o compreendemos bem e por isso o desrespeitamos. Queremos, de forma intolerante, que o outro se adeque de qualquer modo ao nosso próprio jeito de enxergar o mundo. Nesse momento deixamos de ser humildes e curiosos alunos da nossa própria “missão” aqui nesse mundo e passamos a ser geradores de sofrimento, autoritários e controladores.

Não precisa ser nenhum Hittler para ser uma pessoa manipuladora e/ou maquiavélica, pelo contrário! Muitas vezes o controle se disfarça com uma cara meiga, ingênua, amistosa, cheias de falsa modéstia e companheirismo.

Grandes manipuladores estão mais próximos do que se imagina, estabelecendo conexões de acordo com seus próprios interesses. Tais pessoas apresentam uma cara amigável, mas são muito críticos pelas costas, chantagistas emocionais, usam de várias performances para conseguir o que querem.

Bem, se você detectou alguém assim ao seu redor… REZE por essa pessoa. Certamente esse ser não é feliz. É uma pessoa vazia de si mesma e busca um sentido em sua vida se “apropriando” da vida do outro. Reze sempre por essa pessoa. Pense que ela pode ser feliz, deseje isso para ela fortemente, mesmo que pareça meio falso no começo, vá desejando a felicidade desse ser até soar verdadeiro para você.

Porém, se você detectou tais características em você mesmo, parabéns! Temos agora muito o que contemplar e liberar com honestidade e humildade verdadeiras.

Se você já se percebeu rindo quando qualquer pessoa se dá mal, seja com as mínimas coisas, como um tropeção, por exemplo, poderíamos já começar por aí. Por que sentimos isso? Por que nosso primeiro impulso é rir ou criticar o outro ao invés de sentir verdadeiramente o que o outro está passando e partir para ajudar?

Por que elogiar algo que não gostamos? E depois, pelas costas, começarmos a rir ou criticar o outro pelo motivo do qual o elogiamos?
Por que ter certas atitudes esperando que o outro “se dê mal”? Como, por exemplo, a pessoa que oferece carne a um vegetariano dizendo que aquilo não tem carne, que ele pode comer. Ou querer humilhar o outro na frente dos demais apontando seus “defeitos”, “falhas”, “erros”, “ignorâncias”.

Por que oferecer algo que não está muito bom para o outro se nem você mesmo tem coragem de experimentar? Por que bater em alguém que escolheu algo diferente de você? Por que rir de quem apanha? Ou achar que foi bem feito?

Repare que se formos a fundo com as nossas “pequenas crueldades” podemos perceber um poço de carência e desolamento localizado em nós mesmos. Quando agimos assim, nem percebemos, mas é como se estivéssemos atordoados em nosso próprio caminho, sem saber para onde ir e nos “alegramos” de ver o outro tão mal ou pior do que nós.

Nos “nivelamos por baixo”. Como se fosse um pensamento mesquinho que reincidentemente toma conta de nós “Já que estou mal, fico feliz por você estar tão mal ou pior do que eu”.

Com tais atitudes nutrimos mesquinhez, egoísmo e crueldade. Vivemos a pequenez de uma vida isolada, limitada, mesmo tendo um potencial infinito, mesmo podendo a qualquer momento ascender a vibrações sutis, mais plenas, autoconfiantes, generosas e compassivas. E justamente por falta dessa perspectiva acabamos fadados ao confinamento de nossos egos.

O resultado disso é ter um plexo solar super congestionado, voltado para o “eu”, “meu” “e os outros que se lixem”. O cardíaco se fecha com grandes possibilidades de desenvolver depressão, pois, quando o chacra cardíaco está fechado, não há espaço para relações sinceras em que se “veja” o outro com compassividade e amorosidade. Confesso que quando encontro alguém com o cardíaco fechado o meu próprio cardíaco tende a se abrir mais e acolher tal ser nesse estado, pois esse ser está gravemente doente, incapaz de enxergar os outros, apenas vê suas próprias necessidades. “Coração gelado!”

Pessoas assim são realmente muito sós. Mesmo que tenham uma multidão em torno delas, querendo apoiar e ajudar e que também precisam de seu apoio e de sua ajuda, elas ficam cegas demais para enxergar o que não considera bom para elas mesmas. Estas vivem em “autopiedade” reclamando e resmungando “oh mundo cruel”, “o que fiz para merecer esse castigo”. Dessa forma, cheios de amargura e “auto-vitimização” nossas vidas não terão sentido porque o outro não faz o que queremos.

Nesse sentido, eu pergunto: até quando vamos querer “puxar as rédeas” da vida dos outros se a nossa própria vida está fora de controle? Que grande necessidade é essa de ter coisas e seres sob nosso comando ou poder, se nem nossa própria mente somos capazes de olhar com coragem, amorosidade e respeito para enfim podermos nos entendermos, perdoarmos e acolhermos?

O caminho mais direto para soltarmos o controle é contemplarmos a nossa mente. Por que tais coisas e seres nos incomodam tanto? Por que precisamos nos sentir melhores, maiores e mais bonitos que os outros?

Não é um caminho muito fácil, mas se contemplado com honestidade é o mais rápido e definitivo para transmutarmos toda a nossa negatividade, que sempre fizemos questão de não enxergar, pois estamos a vida toda colocando para “baixo do tapete” aquelas “sujeirinhas” que não queremos ver, mas que afinal fazem parte do que somos também!

Tal sujeirinha mesmo debaixo do tapete ainda está lá! E enquanto não for “auto-removida” não há terapia que dê jeito, pois nós terapeutas vamos limpar sua energia, colocar os chacras para se movimentar adequadamente, descongestionar, energizar, restaurar, transmutar crenças… porém, se não houver a vontade de vasculhar seu mundo interno até que não haja mais obstáculos, aquela “sujeirinha” reincidirá e suas condições de doença e sofrimento retornarão.

O terapeuta ajuda e muito, mas nunca poderá oferecer ao cliente a “cura definitiva” se esta não for o objetivo dele também. Se não se colabora, se não se investiga, se não se procura transmutar todo obscurecimento e as causas de adoecimento e sofrimento, tais causas reincidirão, de novo e de novo. Seremos sempre marionetes de nossas emoções mais densas como orgulho, inveja, carência, medo.

Vocês já repararam como é mesquinha e carente uma competição? Queremos “brilhar” em detrimento do “apagar” dos outros. Mas, cá entre nós, o céu é mais belo quando está mais estrelado! Se considerarmos que somos pó de estrelas, entendemos que nascemos para brilhar, todos nós! O céu é infinito e sempre abrigará todas as estrelas. Há plenitude quando brilhamos e auxiliamos a brilhar. Dessa forma pergunto: o que queremos cultivar em nossas vidas?

E então? Preparados para começar a transmutar?

“Se você achar que esses ensinamentos são bem fundamentados e benéficos, então sim, por favor, coloquemos em prática. Se não, continue buscando!”
(Alan Wallace. Budismo Com Atitude. Pág72)

Bibliografia Sugerida
Correia, Ana Karina de Sousa. Chakras, A Influência dos Chakras nos aspectos emocionais e fisiológicos do ser humano. Fortaleza: Fundação Edson Queiroz, 2007
Samten, Padma. A Roda da Vida Como Caminho Para a Lucidez. São Paulo: Peirópolis, 2010
Sui, Mestre Choa Kok, Ciência da Cura Prânica: Manual Prática Na Cura da Energia, São Paulo: Ebei Editora, 2015.
Walace, Alan. Budismo com Atitude, Teresópolis: Lúcida Letra, 2017.

* Gabriela Sencades Migge é terapeuta holística, co-fundadora do Espaço Cuidar, mestra em reiki, frequenciadora de luz, aurículoterapeuta, terapeuta floral, terapeuta prânica, thetahealer, facilitadora em meditação. Realiza atendimentos presenciais no bairro das Graças, no Recife-PE, Brasil.

Marque sua consulta pelo número: (81) 9.9163-5351 (claro/whatsapp).
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Atendimentos via Skype: Gabi Sencades

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