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Eclipse Solar neste domingo de Carnaval

Por Haroldo Barros
https://haroldobarros.wordpress.com/

Um dos mais belos fenômenos da natureza – o eclipse solar total – ocorre nesse dia 26 de Fevereiro, trazendo uma grande carga de significados para a Humanidade.

Sempre que ocorre um eclipse, mil e uma histórias são contadas e recontadas, evocadas de um passado distante, cujos conceitos teimam em assombrar o imaginário do homem moderno com prenúncios de catástrofes ou de espíritos agourentos.

Folclores à parte, as grandes questões que se propõem são as seguintes: qual o significado de um eclipse e como se verificam os seus efeitos em nossa vida cotidiana?

A palavra eclipse vem do grego ekleipsis, que significa, em uma tradução livre, desmaio. Do ponto de vista astronômico, um eclipse ocorre quando a luz de um astro é ocultada por outro ou pela sombra de outro. No caso presente, o Sol é ocultado, pois ficará, no momento da Lua Nova, “por detrás” do disco lunar. Ou seja, a Lua, entre o Sol e a Terra, impede que a luz solar chegue até nós, causando uma inesperada e momentânea noite, quando já é dia.

Do ponto de vista astrológico, um eclipse significa um desmaio, uma falência de uma das luzes celestes que compõem a totalidade da psique. Afinal, é isso o que os astros representam: partes da alma. E já que tudo está relacionado entre si, quando uma dessas luzes se apaga, no céu, apaga-se também a correspondente luz dentro de nós.

Um eclipse, portanto, representa um desmaio que ocorre dentro de nossa psique, um apagão emocional que desencadeia uma espécie de black-out daquela parcela de nossa alma.

Um detalhe: após a escuridão, a luz ressurge, após o desmaio, retorna a consciência. Ao retornar a luz, porém, não somos mais os mesmos. Algo foi reformulado, inapelável e inevitavelmente, pela escuridão do eclipse. Ou seja, o pós-eclipse enseja um renascimento e uma transformação.

O eclipse ocorre aos oito graus do signo de Peixes, signo das dimensões coletivas, da contemplatividade, da espiritualidade. Se você já tem o seu mapa astrológico, poderá avaliar que área da vida (que Casa astrológica) ou que planetas serão mais afetados pelo fenômeno.

Lembramos que Peixes está associado aos conceitos de dissolvência e renúncia. O eclipse é um convite a uma reflexão acerca daquilo a que precisamos renunciar em nossa vida; assim como, aquilo que precisamos dissolver, destruir, desconstruir em nossa vida e nossos comportamentos.

Ao ressurgir do black-out, o Sol nos traz a possibilidade de ir além da forma de nossa própria estrutura egóica, a fim de redefinir a nossa identidade, especialmente no que diz respeito aos nossos desejos e nossas paixões.

Como disse Chaplin, aquilo que é mais profundo em teu ser, daí emergem os teus mais verdadeiros desejos; e dos teus mais verdadeiros desejos, daí emerge a tua mais inabalável vontade.

E essa vontade será capaz de construir o nosso destino.

Porém, às vezes é preciso demolir para depois reconstruir. E se não demolimos o que precisa der demolido, o destino se encarrega de ajustar as coisas para nós, mesmo que de maneiras nem sempre suaves.

Nós, seres humanos vivemos ofuscados pelo nosso próprio brilho e exuberância ou pela iridiscência da insana sociedade que construímos. Às vezes, é preciso que um pouco dessa luz se apague para que, na suave penumbra de nossa alma, possamos contemplar a inteireza de nossa essência.

Durante os dias seguintes ao fenômeno, sob impacto do eclipse, você pode aproveitar a oportunidade para refletir sobre a sua necessidade de ação e impulso. E começar a agir de acordo.

Uma sugestão: o eclipse terá seu ponto máximo às 11h58 (hora de Brasília).

Procure acompanhá-lo. Se você não reside na zona que será sombreada, pode assistir a alguma transmissão ao vivo pela internet.

Além de ser um belíssimo espetáculo celeste (e inteiramente gratuito, diga-se de passagem), o fato de contemplar, do lado de fora, o apagar da luz do Sol, poderá ajudar a compreender, do lado de dentro, o desmaio de nosso Sol interno.

O fenômeno poderá ser visto na maior parte do território brasileiro, mas apenas parcialmente. Ou seja, para os brasileiros, o eclipse será parcial e não total.

Para maiores informações de caráter astronômico, consulte o site Astronomia no Zênite (www.zenite.nu) ou o Momento Astronômico do site Climatempo (www.momentoastronomico.com.br).

Dica Cinematográfica

O filme Eclipse Mortal (Pitch Black, USA, 2000), dirigido por David Twohy e estrelado pelo fortão Vin Diesel. Aparentemente, um filme de ficção científica de aventura, com um toque de terror, sem maiores pretensões. Mas ilustra muito bem o conceito do que acontece com a alma humana após o “desmaio”. Vale a pena conferir. Mas só para quem estiver a fim de olhar bem de perto a cara de seus demoninhos interiores, que o apagar das luzes às vezes mostra!

Observando um Eclipse

A observação do Sol exige cuidados especiais, que no entanto são simples e eficientes, se seguidos corretamente. Danos permanentes à visão podem ocorrer a quem tentar observar o Sol diretamente, usando câmeras, binóculos ou a olho nu. Ainda que apenas 1% da superfície solar esteja visível, o brilho será cerca de 10.000 vezes superior ao da Lua Cheia.

Um dos métodos mais seguros e práticos para observação é a projeção da imagem do Sol num anteparo, através de um binóculo ou uma luneta. A proteção de um dos lados do binóculo deve ser mantida e, no caso do uso de um telescópio, lembre-se de proteger a buscadora.

Procure a melhor distância entre a tela e o binóculo. Um tripé para o instrumento com certeza será útil. Talvez também seja necessário ajustar o foco para que a imagem fique nítida. Além disso é conveniente usar um anteparo para produzir sombra e realçar a imagem, no caso de observações prolongadas (veja foto à direita).

Nunca olhe através do binóculo ou do telescópio afim de apontá-los para o Sol. Faça isso por simples tentativa e erro – jamais olhando diretamente. O uso de radiografias antigas para observação direta do Sol é igualmente desaconselhável.

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