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[ATENTAMENTE] Ciência da mente no controle do estresse

Foto: Freestockcenter – Freepik.com

| Por Júlio Lins *|

A vida está cada vez mais agitada, todos sabemos disso, respostas mais rápidas, mais perguntas, mais estresse. A quantidade de evidências de que o estresse desgasta a saúde humana é enorme e ninguém tem mais dúvida disso. Como lidar com tanta pressão? Demandas, demandas, demandas… das crianças, dos chefes, dos colegas, dos funcionários, da esposa, do marido, enfim.

E se você conseguisse se sentir com 30 por cento a mais de energia física, 50 % a mais de disposição emocional, 70% a mais de foco mental e o dobro do sentido em sua vida ao acordar pela manhã e ao longo do dia? Se você não acreditasse que isso é impossível, o que faria? Nesse curto artigo vou te mostrar que é possível e como fazer isso.

Vamos começar entendendo dois conceitos rápidos para otimizar nossa compreensão do assunto. Primeiro que a palavra estresse (ou Stress) foi usada pela primeira vez em medicina em 1936, por Hans Selye, médico em Praga. Ele estudou e descreveu detalhadamente que o organismo apresentava o mesmo conjunto de reações diante de uma grande variedade de situações perturbadoras: excesso de calor, luminosidade por longas horas, frio, isolamento social etc.

Ele então trouxe da engenharia de materiais o termo stress, que lá significava o conjunto de forças que atuava contra a resistência do material. No ser humano significa todos os fatores que o perturbam, esse é o estresse que provoca o enfraquecimento da imunidade, desequilíbrio emocional, recolhimento social, inflamação etc.

O segundo conceito é o fenômeno da supercompensação. O dizer “o que não nos mata nos deixa mais fortes” está correto desde que tenhamos tempo para nos recuperar e ficarmos mais fortes. Todos reconhecem hoje que o levantamento de peso faz os músculos crescerem. O peso é um estressor intenso e o músculo é literalmente levado ao ponto de quase rasgar, depois repousa por alguns dias e ele não apenas se recupera, como fica mais forte, isso é supercompensação. Estressor de menos também é danoso ao desenvolvimento de nosso potencial, imagine por exemplo a musculatura de um braço que ficou muito tempo no gesso, ou o comportamento mimado do adolescente superprotegido que não aprendeu a lidar com a frustração.

O organismo não só se recupera, ele fica mais forte depois de um estressor intenso e de um adequado período de repouso e nutrição, ao conjunto desses dois chamo período de renovação. É assim que se controla o estresse, oferecendo ao organismo períodos de renovação. Mesmo durante uma partida intensa, os melhores atletas encontram período de 15 segundos para o organismo se renovar. Tudo isso se aplica tanto ao nosso organismo físico, como ao organismo emocional, cognitivo e espiritual. As quatro dimensões precisam de repouso e de nutrição diferentes, lembre-se que micronutrientes são importantes para todo nosso organismo, em especial nossas emoções e cognição.

Nosso organismo físico precisa de estresse na forma de exercício e renovação na forma de descanso e alimento, como sabe bem todo atleta. Cuidado com o fastfood que engana o organismo sem dar a devida nutrição, estude o que seu organismo precisa. O fato é que esporte é divertido, lúdico. Se você quer ter o máximo de energia na sua vida, escolher um esporte e incluí-lo em seu cotidiano é uma excelente ideia.

Nosso organismo emocional precisa, da mesma maneira, de desafios e renovação. Se você lida com o público, como em uma profissão de saúde, atendimento etc., você já tem uma carga enorme sobre seu organismo emocional, necessitando de repouso e nutrição. A meditação é um excelente repouso para as emoções e a conexão com pessoas queridas é um excelente alimento. Cuidado com o fastfood dos filmes enlatados, eles enganam distraindo mas não dão o verdadeiro alimento para as emoções, livros são geralmente muito mais eficientes como repouso e alimento emocional. Momento muito importante é a chegada a sua casa, a presença com seus filhos e amigos, dançar e outras artes, momentos de descontração e relaxamento também contribuem bastante.

Nosso organismo cognitivo também precisa de desafio e renovação. Para renovar sua cognição, dormir bem é fundamental, mas não é suficiente, precisamos também aprender a repousar conscientemente. Meditação e contemplação da natureza (em nós ou fora) são a base da renovação mental. Aprenda a meditar de 5 a 10 minutos duas ou três vezes ao dia. Aprenda a fazer repetições de recentramento de 15 segundos ( em torno de três respirações ) várias vezes ao dia.

Comece determinando períodos de renovação em cada uma dessas dimensões, evitando zonas cinzas. Essas zonas são quando você está meio que trabalhando e meio que descansando ou se distraindo. O poder está em separar claramente momentos que está se expondo ao estresse e momentos que está renovando.

Para saber mais como a prática de mindfulness no dia a dia pode ajudar a reduzir os índices de estresse social e no ganho de maior qualidade de vida, acesse o vídeo:  “Compreenda sua ansiedade: o que é senso de urgência”.

* Júlio Lins, após uma experiência de infarto, tem dedicado sua vida ao estudo da meditação atenção-conscientização e da ação centrada em valores. Médico, fundou o programa Atentamente, primeiro programa de Mindfulness no sistema público de saúde onde atua como facilitador e tutor. Professor da UFPE é facilitador do grupo de meditação terapêutica do Núcleo

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