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‘O digital impresso na tela vai para cima do analógico impresso no papel’

Por Cristiano Jerônimo*
cjcomunicacao@gmail.com

Enquanto os principais jornais impressos em Pernambuco (Jornal do Commercio, Diario de Pernambuco e Folha de Pernambuco) sofrem com o aumento no preço dos insumos para confeccionar estes veículos (papel, tinta, manutenção e máquinas), quase sempre regulados em dólar, o vasto mundo aparentemente infinito da internet emerge com força entre os cada vez mais numerosos internautas da região metropolitana do Recife e, não se engane, de muita gente do interior do estado também.

Há cerca de seis meses, diante dos desafios de uma assessoria de imprensa considerada de médio porte, mas com todo know how que pude aprender, desde a faculdade, até as redações dos três jornais, dezenas e dezenas de assessorias empresariais e uma marca na comunicação política, me peguei pensando entre análises e busca de alternativas para o enxugamento, para a crise silenciosa dos jornais impressos, que demitiram juntos mais de três dezenas de excelentes profissionais e acabaram com as revistas e cadernos, como Turismo, para manter o jornal vivo. Cortar na carne é fato. Ninguém faz isso simplesmente por que quer. Volto a dizer: há uma grande crise no mundo impresso. Leia o “fim da Playboy” e de inúmeras outras revistas.

Nesta análise, me veio uma definição que eu considerei – pretensiosamente – de um poema haikai:

Há mais computadores ligados
do que jornais fechados
e revistas…

Há vários anos que os governos municipal, estadual e federal vêm doando de tablets a lap tops avançados para seus alunos. Eles buscam informações em meios diferentes daqueles que nós éramos restritos a ter como fonte. Eles podem escolher os blogs de sua preferência por assunto, por roteiro de baladas. Os adultos têm outra demanda e também usam tablets, Iphones, notbooks e PCs diariamente.

A quantidade de computadores em uso no Brasil – de acordo com pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) – é de 118 milhões de máquinas. No Brasil, onde já houve exclusão digital na década de 1990 e metade da de 2000, existem três computadores para cada cinco pessoas atualmente. A projeção é de que daqui a três anos, haja um computador por habitante no nosso país tropical. Imaginar que em 1988 tínhamos 1 milhão de computadores no país. Na virada do milênio o número chegou a 10 milhões. E só faz crescer, igual à população.

O próximo passo, e já existe com o You Tube, é a televisão estar conectada e rodar o Windows (ou outro sistema como o Linux) normalmente. A era digital parece infinita. Vamos seguir. Tudo isso sem falar que todo celular, atualmente, permite o acesso às redes sociais,  emails e navegação livre. Aliás, estão cada dia mais máquinas. Mais tudo. Só faltam falar em nosso lugar. A tevê digital não engrenou em sua plenitude ainda. O sinal de canais digitais é apenas uma das inúmeras possibilidades que ela permite. Tem muito mais. Tem o próprio acesso livre à internet.

Não acredito no fim dos jornais impressos. Nem tão cedo. Acredito em ajustes. Crise. Dólar flutuante (o papel vem do Canadá e outros insumos também são importados). E os próprios jornais têm seus portais on line com design cada vez mais atraentes. Taí uma sala de imprensa imensa, que ainda precisa ser explorada em versão digital, como se propôs e tem dado certo empresas como o Portal LeiaJá, entre tantos outros. Já a febre de blogs no interior do estado atinge todas as regiões e microrregiões do estado. Existe, inclusive, a Associação dos Blogueiros do Pajeú (ABP) reunindo todo o pessoal que trabalha com produção e reprodução de notícias naquela área. É um mundo, para o mundo!

*Cristiano Jerônimo é jornalista e poeta.

1 Comments

  • Lucieni (Mana) on

    Boa reflexão!! Eu não troco um livro impresso por um digital, de jeito algum. Mas confesso que leio bastante os jornais digitais.
    Só não entendi o “não se engane” do primeiro parágrafo!! Ainda existe alguém que acha que nossos interioranos vivem de agricultura somente???

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