

{"id":6418,"date":"2023-11-27T05:32:28","date_gmt":"2023-11-27T08:32:28","guid":{"rendered":"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=6418"},"modified":"2023-11-27T22:32:39","modified_gmt":"2023-11-28T01:32:39","slug":"o-comprador-de-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/o-comprador-de-sonhos\/","title":{"rendered":"[CONTO] O Comprador de Sonhos"},"content":{"rendered":"<p>Agapito era um \u00edndio mexicano, campon\u00eas sem terra, pastor de ovelhas sem ovelhas. Isso fazia dele um pe\u00e3o.<\/p>\n<p>Um pe\u00e3o \u00e9 pobre no come\u00e7o e mais que pobre no final, quando a for\u00e7a para trabalhar o abandona.<\/p>\n<p>As pessoas de sua aldeia eram camponesas de fato, pois tinham uma terra para elas. Mas de que serve uma terra onde nada cresce?\u2026 Na sierra mexicana, a terra \u00e9 vermelha e bonita como a pele dos homens e das mulheres \u00edndias, mas \u00e9 \u00e1rida.<\/p>\n<p>E como nada se pode esperar de uma terra \u00e1rida, Agapito, para n\u00e3o morrer de fome, desceu a sierra e buscou trabalho como pe\u00e3o numa planta\u00e7\u00e3o de cacau.<\/p>\n<p>Durante tr\u00eas anos ele cuidou das \u00e1rvores e colheu seus frutos maduros. Com o tempo, sua pele j\u00e1 tinha o cheiro do cacau. Mas Agapito n\u00e3o gostava desse cheiro e nem do calor \u00famido da regi\u00e3o. Ele tinha muita saudade de sua sierra.<\/p>\n<p>Para ter coragem, pensava no dia em que seu trabalho terminaria na fazenda de cacau. Nesse dia, ele voltaria a sua aldeia, levando consigo uma mala enorme, cheia de presentes para todos os seus amigos. E imaginava a gritaria que seria. \u201c\u00c9 Agapito que est\u00e1 de volta! Agapito est\u00e1 de volta!\u201d\u2026 E nesse dia toda a aldeia estaria feliz, e Agapito mais que todos. Ele tinha tanta vontade de ser feliz!<\/p>\n<p>Ao final de tr\u00eas longos anos, Agapito recebeu seu sal\u00e1rio. Ele n\u00e3o compreendia muito bem as contas que fazia o capataz da planta\u00e7\u00e3o, um homem acostumado aos grandes c\u00e1lculos e que falava muito r\u00e1pido:<\/p>\n<p>\u2013 Tr\u00eas anos, a tantos por ano\u2026 Aluguel e comida a descontar\u2026 Um poncho comprado a cr\u00e9dito\u2026 a descontar\u2026 Por sua neglig\u00eancia, dez \u00e1rvores produziram menos\u2026 a descontar\u2026 Perda de uma machadinha\u2026 a descontar\u2026 Eis, ent\u00e3o, seu ganho: tr\u00eas centavos em moedas de cobre. O pr\u00f3ximo!<\/p>\n<p>Agapito afastou-se lentamente. Na sua m\u00e3o, ele tinha tr\u00eas centavos.. tres moedinhas de cobre. Era tudo!<\/p>\n<p>\u00c0 noitinha, Agapito chegou \u00e0 pequena cidade pr\u00f3xima da planta\u00e7\u00e3o. Era uma cidade alegre e iluminada. As pessoas pareciam felizes. As lojas estavam cheias de coisas maravilhosas, os mercadores ambulantes ofereciam objetos lindos, mas caros\u2026 E Agapito tinha apenas tr\u00eas moedas de cobre. E ainda precisava pensar nas despesas com a alimenta\u00e7\u00e3o durante a longa caminhada at\u00e9 sua aldeia.<\/p>\n<p>Mas, quando Agapito deparou com a vitrine de um vendedor de doces, ficou deslumbrado. Havia na vitrine flores de a\u00e7\u00facar impressionantemente lindas. Um centavo de cobre cada uma\u2026 Decididamente, Agapito comprou uma charmosa rosa de a\u00e7\u00facar vermelho. A pequena Panchita, a deslumbrante filha da vizinha, teria este presente! Agapito comeria menos, e pronto!<\/p>\n<p>Pouco a pouco as luzes da cidade foram se apagando, as janelas foram se fechando\u2026 E Agapito estava fatigado. Ele tinha fome, muita fome, mas preferiu deixar para comer no dia seguinte antes de se colocar a caminho de casa.<\/p>\n<p>Um barulho de \u00e1gua levou-o at\u00e9 uma fonte p\u00fablica, e ele bebeu avidamente para distrair o est\u00f4mago. J\u00e1 ia se afastando da fonte, quando viu um homem que segurava uma tigela vazia. Como o homem n\u00e3o tinha for\u00e7as para ir at\u00e9 a fonte, Agapito aproximou-se timidamente, pegou a tigela e perguntou:<\/p>\n<p>\u2013 Quereis \u00e1gua?<\/p>\n<p>O homem levantou levemente as p\u00e1lpebras. Ele parecia muito doente\u2026<\/p>\n<p>Quando Agapito entregou-lhe a tigela cheia de \u00e1gua, o homem n\u00e3o teve for\u00e7as para segur\u00e1-la. Agapito deu-lhe ent\u00e3o de beber, como se fosse uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Embora parecesse muito doente, o homem n\u00e3o tinha febre. Agapito compreendeu: quando um homem que n\u00e3o \u00e9 velho nem tem febre est\u00e1 muito fraco para segurar uma tigela, sabe-se bem do que \u00e9 que ele sofre\u2026<\/p>\n<p>Agapito correu at\u00e9 o vendedor de tortilhas, que lhe informou:<\/p>\n<p>\u2013 Um centavo por uma farta por\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Agapito, sem hesitar, comprou uma por\u00e7\u00e3o e a levou para o homem, que, ao ver as tortilhas, sorriu e come\u00e7ou a com\u00ea-las, uma a uma, suavemente, pois todos sabem que, quando se tem muita fome, \u00e9 perigoso comer muito r\u00e1pido. Quando terminou, olhou para Agapito e perguntou:<\/p>\n<p>\u2013 Maia?<\/p>\n<p>Agapito respondeu que sim, que ele era um \u00edndio maia das altas sierras.<\/p>\n<p>\u2013 Eu sou pueblo \u2013 disse o homem, apontando para o norte. \u2013 Longe\u2026<\/p>\n<p>\u2013 Pe\u00e3o? \u2013 perguntou-lhe Agapito.<\/p>\n<p>-Sim, mas acabou.<\/p>\n<p>Agapito contou sua hist\u00f3ria ao homem pueblo. Contou-lhe tamb\u00e9m o quanto queria rever sua terra e seus amigos\u2026<\/p>\n<p>-Aqui \u2013 disse Agapito \u2013 eu n\u00e3o sou feliz\u2026 Na minha terra, n\u00e3o tenho o que comer\u2026 Como se deve fazer para ser feliz?<\/p>\n<p>O pueblo, que escutava tudo em sil\u00eancio, olhou fixamente para Agapito, tirou do bolso uma coisa muito pequena e disse:<\/p>\n<p>\u2013 D\u00ea-me sua m\u00e3o. Este \u00e9 um presente para voc\u00ea\u2026 A felicidade, talvez\u2026 mas eu n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>E entregou a Agapito uma semente redonda da cor do ouro, fazendo-lhe, em seguida, um sinal para que o deixasse s\u00f3.<\/p>\n<p>Agapito cainhou pela cidade at\u00e9 que encontrou um cantinho perto da porta de um albergue, e por ali dormiu profundamente. De repente, acordou sobressaltado com um pesadelo horr\u00edvel. Ele estava ainda na planta\u00e7\u00e3o e o capataz gritava:<\/p>\n<p>\u2013 Agapito deve dez ponchos! Ele perdeu mil machadinhas! Ele deixou cem mil \u00e1rvores morrer! Agapito tem de pagar suas d\u00edvidas! Ele dever\u00e1 trabalhar na planta\u00e7\u00e3o trinta vezes tr\u00eas anos e, depois, mais dez vezes tr\u00eas anos, e ainda\u2026<\/p>\n<p>J\u00e1 amanheceu e a porta do albergue estava aberta. De dentro vinha um cheiro delicioso e quente de tortilhas, enchilladas e chili com carne. Agapito tinha fome e entrou. Enquanto esperava para ser atendido pela bela servente, viu entrar um homem bem-disposto que dormira no albergue.<\/p>\n<p>\u2013 Traga-me r\u00e1pido a comida, Chica, e eu lhe contarei um belo sonho. Sonhei que uma deusa de longos cabelos negros era minha esposa. N\u00f3s mor\u00e1vamos bem no centro de uma floresta de ouro. Aquele que colhesse um galho de ouro na floresta estava livre da fome e de qualquer problema. E todas as pessoas vinham \u00e0 nossa floresta. Elas colhiam bra\u00e7adas de galhos de ouro e partiam felizes. E eu olhava toda aquela gente e me sentia ainda mais feliz. N\u00e3o \u00e9 um belo sonho?<\/p>\n<p>\u2013 O mais bonito que j\u00e1 escutei em toda a minha vida, senhor.<\/p>\n<p>Agapito ficou impressionado e pensou: \u201cEste homem tem sorte: dormiu dentro do albergue e, sem d\u00favida, come sempre que tem fome. Ele n\u00e3o tem necessidade do seu sonho para estar feliz. Se eu gastar o \u00faltimo centavo que me resta com comida, amanha ainda terei fome. Mas, se eu comprar esse sonho, serei feliz pensando nele amanh\u00e3, depois de amanh\u00e3, na pr\u00f3xima primavera\u2026\u201d<\/p>\n<p>A servente chegou com uma tigela fervendo, deliciosa. Serviu-a ao homem de sorte e j\u00e1 ia entregar outra a Agapito, quando ele se levantou, aproximou-se do homem e disse:<\/p>\n<p>\u2013 Eu n\u00e3o vou comer.<\/p>\n<p>\u2013 O que voc\u00ea quer? \u2013 perguntou-lhe o homem.<\/p>\n<p>\u2013 O seu sonho. Eu quero compr\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O homem come\u00e7ou a rir daquela id\u00e9ia t\u00e3o extravagante, mas Agapito estava s\u00e9rio.<\/p>\n<p>\u2013 Voc\u00ea quer comprar meu sonho? Mas para que ele poder\u00e1 lhe servir?<\/p>\n<p>\u2013 Ele servir\u00e1 para me fazer feliz. \u00c9 um sonho bonito\u2026 Aqui est\u00e1 o dinheiro.<\/p>\n<p>Ele colocou sua \u00faltima moeda sobre a mesa; o homem n\u00e3o podia acreditar.<\/p>\n<p>\u2013 Um centavo? \u00c9 pouco, mas ainda assim \u00e9 muito para pagar um sonho. Guarde seu dinheiro e, se o sonho lhe agrada, ele \u00e9 seu. Eu lhe dou meu sonho.<\/p>\n<p>Agapito sentiu-se ofendido.<\/p>\n<p>\u2013 Eu n\u00e3o estou mendigando.<\/p>\n<p>Pegou sua moeda e j\u00e1 estava saindo do albergue, decepcionado, quando o homem o chamou.<\/p>\n<p>\u2013 Se voc\u00ea quer mesmo comprar meu sonho, d\u00ea-me seu centavo. Eu lhe vendo meu sonho.<\/p>\n<p>Agapito, entusiasmado, entregou-lhe sua \u00faltima moeda.<\/p>\n<p>\u2013 O sonho agora \u00e9 meu?<\/p>\n<p>\u2013 Claro. \u00c9 um neg\u00f3cio honesto, completamente regular. Voc\u00ea \u00e9 testemunha, Chica!<\/p>\n<p>Chica aprovou seriamente o neg\u00f3cio:<\/p>\n<p>\u2013 Claro, senhor. O senhor vendeu um belo sonho, ele foi pago e eu sou testemunha.<\/p>\n<p>Esquecendo sua fome, Agapito saiu do albergue. Ele queria ficar sozinho para pensar no seu belo sonho. Mas a servente veio correndo atr\u00e1s dele.<\/p>\n<p>\u2013 Voc\u00ea vai partir para a sierra? Eu queria que passasse por Achulco, a aldeia onde mora minha m\u00e3e.<\/p>\n<p>\u2013 E o que voc\u00ea quer que eu diga a ela?<\/p>\n<p>\u2013 Conte a ela seu sonho. Minha m\u00e3e \u00e9 sozinha e triste. Ela ficar\u00e1 feliz com a bela hist\u00f3ria de seu sonho.<\/p>\n<p>Agapito estava confuso.<\/p>\n<p>-Eu n\u00e3o sei contar hist\u00f3rias. Talvez o sonho n\u00e3o fique t\u00e3o bonito se eu o contar.<\/p>\n<p>E Chica respondeu:<\/p>\n<p>\u2013 Mas \u00e9 o seu sonho! Quem poderia cont\u00e1-lo melhor?<\/p>\n<p>Ela, ent\u00e3o, entregou-lhe uma sacola com tortilhas, p\u00e3o, tomate e pimenta.<\/p>\n<p>\u2013 Tome! Este \u00e9 meu presente para sua viagem.<\/p>\n<p>Agapito tinha um longo caminho a percorrer, pois Achulco era longe. Ele chegou ao vilarejo no dia seguinte, \u00e0 tarde, e pediu informa\u00e7\u00f5es a uma mulher que lavava roupas na porta de casa.<\/p>\n<p>\u2013 A Chica que trabalha na vila? Aquela \u00e9 a casa de sua m\u00e3e. Mas n\u00e3o lhe d\u00ea m\u00e1s not\u00edcias.<\/p>\n<p>\u2013 Eu trago boas not\u00edcias \u2013 disse Agapito.<\/p>\n<p>\u2013 V\u00e1 logo, ent\u00e3o!<\/p>\n<p>A mulher deixou seu servi\u00e7o e come\u00e7ou a chamar todas as outras para que tamb\u00e9m escutassem as novidades. Rapidamente a sala da casa estava cheia, e a m\u00e3e de Chica pediu sil\u00eancio:<\/p>\n<p>\u2013 Este rapaz \u2013 disse ela \u2013 teve um sonho magn\u00edfico e minha filha o mandou aqui para que me contasse. Cada palavra de Agapito \u00e9 a palavra da verdade. Chica \u00e9 testemunha.<\/p>\n<p>E Agapito come\u00e7ou a falar. Ele estava \u00e0 vontade e as palavras chegavam-lhe facilmente. Chica tinha raz\u00e3o: esse sonho era dele, pois ele o contava t\u00e3o bem!<\/p>\n<p>\u2013 Uma floresta de ouro? E todo mundo poderia colher seus troncos? Eu tamb\u00e9m? \u2013 perguntou um velho, pensativo.<\/p>\n<p>\u2013 Sim \u2013 disse Agapito. \u2013 Voc\u00ea e todos os outros.<\/p>\n<p>\u2013 Ent\u00e3o ningu\u00e9m mais teria fome\u2026 \u00c9 um belo sonho. Estamos felizes por ter escutado seu sonho.<\/p>\n<p>A m\u00e3e de Chica estava orgulhosa de sua filha, que enviara aquele mensageiro a todos do vilarejo.<\/p>\n<p>Agapito passou a noite ali e, quando partia, na manh\u00e3 seguinte, um homem veio procur\u00e1-lo.<\/p>\n<p>\u2013 Minha mulher e meus filhos moram num vilarejo a um dia de caminhada daqui. Se voc\u00ea passar por l\u00e1, poderia contar-lhes seu sonho?<\/p>\n<p>Agapito consentiu e continuou seu caminho. O homem decidiu segui-lo, para ouvir mais uma vez o sonho.<\/p>\n<p>A not\u00edcia corria de boca em boca, e Agapito precisou sair v\u00e1rias vezes de sua rota para contar seu sonho por encomenda de algu\u00e9m. Mas o que fazer? S\u00f3 um louco se recusaria a dar tanta alegria aos outros.<\/p>\n<p>Um dia, finalmente, Agapito chegou ao seu pr\u00f3prio vilarejo. Logo na entrada, viu uma bela jovem com vestido vermelho e seu cora\u00e7\u00e3o palpitou forte. Era Panchita, a filha da vizinha. Como se tornara linda!<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 voc\u00ea, Agapito? Como demorou a voltar!<\/p>\n<p>\u2013 Eu lhe trouxe um presente.<\/p>\n<p>Todas as crian\u00e7as corriam pelas ruas para anunciar a chegada de Agapito. E \u00e0 noite, em torno da fogueira, Agapito contou seu sonho a todos. Panchita, a seu lado, segurava com orgulho a rosa de a\u00e7\u00facar. Ela parecia uma rainha e , com os olhos brilhantes, disse:<\/p>\n<p>\u2013 Voc\u00ea trouxe as sementes das quais nascer\u00e1 a floresta?<\/p>\n<p>\u2013 Eu tenho uma semente.<\/p>\n<p>E todos viram aquela semente cor de ouro. Agapito contou como a ganhara e o que lhe dissera o pueblo.<\/p>\n<p>Uma senhora idosa abaixou-se e examinou a semente.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 um gr\u00e3o d\u2019ixium, o milho. Mas essa felicidade n\u00e3o \u00e9 para n\u00f3s. H\u00e1 muito tempo, um homem do vilarejo matou um ganso selvagem que era mensageiro da grande deusa do milho. Ela se irritou e proibiu o milho de brotar em nossas terras.<\/p>\n<p>\u2013 E foi h\u00e1 muito tempo? \u2013 perguntou Panchita.<\/p>\n<p>\u2013 H\u00e1 muito tempo \u2013 confirmou a senhora.<\/p>\n<p>\u2013 Talvez as coisas tenham mudado\u2026 Vamos plant\u00e1-lo! \u2013 sugeriu Agapito.<\/p>\n<p>\u2013 Sim, vamos plant\u00e1-lo, Agapito! \u2013 disseram todos.<\/p>\n<p>Agapito plantou o gr\u00e3o de milho imediatamente.<\/p>\n<p>Numa manh\u00e3 de outono, quando Agapito saiu de casa, viu gansos selvagens voando bem alto no c\u00e9u. Era sinal de boa colheita. Agapito correu at\u00e9 os campos e l\u00e1 havia uma bela floresta: o milho amadurecera e, de t\u00e3o bonito, de t\u00e3o maduro, parecia de ouro. E, no meio daquela floresta dourada, Panchita dan\u00e7ava com os cabelos soltos ao vento. E, de t\u00e3o bela, parecia uma deusa!<\/p>\n<p><em>(do livro \u2013 O Of\u00edcio do contador de hist\u00f3rias \u2013 Gislayne Avelar Matos e Inno Sorsy).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agapito era um \u00edndio mexicano, campon\u00eas sem terra, pastor de ovelhas sem ovelhas. Isso fazia dele um pe\u00e3o. Um pe\u00e3o \u00e9 pobre no come\u00e7o e mais que pobre no final, quando a for\u00e7a para trabalhar o abandona. As pessoas de sua aldeia eram camponesas de fato, pois tinham uma terra para elas. Mas de que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32947,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[110],"tags":[79,343,111],"acf":[],"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"1969-12-31 21:00:00","action":"","terms":[],"taxonomy":"","browser_timezone_offset":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6418"}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6418"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44504,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6418\/revisions\/44504"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}