

{"id":44974,"date":"2024-03-11T21:18:10","date_gmt":"2024-03-12T00:18:10","guid":{"rendered":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=44974"},"modified":"2024-03-11T21:19:24","modified_gmt":"2024-03-12T00:19:24","slug":"poeta-jorge-lopes-foi-se-encontrar-com-miro-franca-erickson-luna-e-tantos-outros-saudosos-poetas-que-se-encantaram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/poeta-jorge-lopes-foi-se-encontrar-com-miro-franca-erickson-luna-e-tantos-outros-saudosos-poetas-que-se-encantaram\/","title":{"rendered":"Poeta Jorge Lopes foi se encontrar com Mir\u00f3, Fran\u00e7a, Erickson Luna e tantos outros saudosos poetas que se encantaram"},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_44975\" aria-describedby=\"caption-attachment-44975\" style=\"width: 416px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-44975\" src=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/jorge-lopes-poeta-recifense-700x653.jpeg\" alt=\"\" width=\"416\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/jorge-lopes-poeta-recifense-700x653.jpeg 700w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/jorge-lopes-poeta-recifense-300x280.jpeg 300w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/jorge-lopes-poeta-recifense.jpeg 720w\" sizes=\"(max-width: 416px) 100vw, 416px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-44975\" class=\"wp-caption-text\">[Foto reproduzida do perfil do instagram @valmir.jordao]<\/figcaption><\/figure>\u00cdcone da poesia urbana pernambucana, o poeta, desenhista, compositor e escritor Jorge Lopes faleceu no in\u00edcio de fevereiro passado, deixando o movimento po\u00e9tico recifense de luto.<\/p>\n<p>Nascido no Recife em 1951, Jorge foi um grande colaborador da cultura brasileira, com suas ideias libert\u00e1rias e engajamento pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Foi editor do fanzine \u2018Balaio de Gato\u2019, que circulou entre 1989 e 1999, sem periodicidade certa. \u201cO Balaio de Gato era lan\u00e7ado no susto, n\u00e3o tinha data anunciada. Quando chegava, era o maior desbunde na cidade\u201d, relembra o poeta, em entrevista publicada em 2020 no site da CEPE (Companhia Editora de Pernambuco).<\/p>\n<p>\u201cTenho muito orgulho de ter editado o Balaio de Gato. Hoje percebo a import\u00e2ncia que a revista teve. Foi fundamental porque a poesia estava nas ruas e n\u00e3o apenas nos livros empoeirados, n\u00f3s levamos a poesia para a praia, os mercados, todos os lugares.\u201d<\/p>\n<p>O artista tem v\u00e1rios livretos publicados, entre eles: DOSE DUPLA (com Francisco Espinhara) e CURTA POEMA (com Celso Mesquita). Na Colet\u00e2nea Po\u00e9tica Marginal Recife, publicou, al\u00e9m de seus poemas, as caricaturas de cada poeta da publica\u00e7\u00e3o. Pela CEPE, lan\u00e7ou em 2020 o livro POEMAS REUNIDOS, com poesias escritas entre os anos de 1970 a 1990.<\/p>\n<p>\u201cConheci Jorge atrav\u00e9s de minha m\u00e3e (Clene Valadares) que o conheceu na \u00e9poca da funda\u00e7\u00e3o do MNU (Movimento Negro Unificado) em Pernambuco. Mainha lhe queria muito bem, e esse bem me foi passado, sendo Jorge parte de minha hist\u00f3ria e forma\u00e7\u00e3o po\u00e9tica e art\u00edstica, importante refer\u00eancia est\u00e9tica e \u00e9tica\u201d, conta a artista Ana\u00edra Mahin.<\/p>\n<p>Em entrevista ao site Domingo com Poesia, em 2020, o tamb\u00e9m poeta Valmir Jord\u00e3o perguntou a Jorge:<br \/>\n\u2013 Como se define o cidad\u00e3o e artista Jorge Lopes?<br \/>\nE ele respondeu:<br \/>\n\u2013 O cidad\u00e3o \u00e9 o p\u00e1ssaro. O artista \u00e9 o voo.<\/p>\n<p>Voa, Jorge! Gratid\u00e3o!<\/p>\n<p><em><strong>Abaixo, compartilhamos alguns poemas de Jorge Lopes.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>G\u00eanese<\/strong><br \/>\n<em>(Jorge Lopes)<\/em><\/p>\n<p>Sou um rei sem s\u00faditos.<br \/>\nUm g\u00eanio que n\u00e3o concede desejos.<br \/>\nHomem do futuro,<br \/>\nPulsa em mim a eternidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Poema<\/strong><br \/>\n<em>(Jorge Lopes)<\/em><\/p>\n<p>Um homem se curva<br \/>\nSob o peso do sal\u00e1rio m\u00ednimo<br \/>\nNuma f\u00e1brica de Recife<br \/>\nOu de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Um garoto pobre morre<br \/>\nPor falta de atendimento m\u00e9dico<br \/>\nNum hospital qualquer deste pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas o poema n\u00e3o arqueja,<br \/>\nO poema n\u00e3o se entrega.<br \/>\nFeito uma pedra<br \/>\nNo sapato<br \/>\nO poema incomoda<br \/>\nE arde essa chama<br \/>\nDe justi\u00e7a e liberdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Poema nacional<\/strong><br \/>\n<em>(Jorge Lopes)<\/em><\/p>\n<p>Poderia dizer<br \/>\nque o poema tem pressa<br \/>\ne acalenta em mim<br \/>\nessa inquietude,<br \/>\nfervendo minhas tripas.<br \/>\nPoderia dizer<br \/>\nque o poema tem fome,<br \/>\nespetada nos olhos da balconista.<br \/>\nMas o poema \u00e9 pouco,<br \/>\npara alcan\u00e7ar os homens<br \/>\nadormecidos em seus sonhos de medo;<br \/>\no poema \u00e9 pouco,<br \/>\ncontra os militares e suas armas mortais,<br \/>\ncontra a igreja e seu deus profano,<br \/>\ncontra os s\u00f3rdidos capitalistas<br \/>\ne latifundi\u00e1rios desse meu pa\u00eds.<br \/>\nO poema \u00e9 muito pouco,<br \/>\nmastigando essa esperan\u00e7a brasileira.<\/p>\n<p><strong>Conto de foda<\/strong><br \/>\n<em>(Jorge Lopes)<\/em><\/p>\n<p>De madrugada<br \/>\nQuando as crian\u00e7as est\u00e3o dormindo<br \/>\nO soldadinho de chumbo<br \/>\nabandona o seu posto<br \/>\nE vai trepar com a bailarina<br \/>\nda caixinha de m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00cdcone da poesia urbana pernambucana, o poeta, desenhista, compositor e escritor Jorge Lopes faleceu no in\u00edcio de fevereiro passado, deixando o movimento po\u00e9tico recifense de luto. Nascido no Recife em 1951, Jorge foi um grande colaborador da cultura brasileira, com suas ideias libert\u00e1rias e engajamento pol\u00edtico. Foi editor do fanzine \u2018Balaio de Gato\u2019, que circulou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":44976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[601,69,51,1503,1332],"acf":[],"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"1969-12-31 21:00:00","action":"","terms":[],"taxonomy":"","browser_timezone_offset":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44974"}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44974"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44974\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44979,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44974\/revisions\/44979"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44974"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44974"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44974"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}