

{"id":42082,"date":"2022-08-11T18:43:54","date_gmt":"2022-08-11T21:43:54","guid":{"rendered":"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=42082"},"modified":"2022-08-11T18:43:54","modified_gmt":"2022-08-11T21:43:54","slug":"noticias-projeto-rastreia-obra-do-fotografo-wilson-carneiro-da-cunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/noticias-projeto-rastreia-obra-do-fotografo-wilson-carneiro-da-cunha\/","title":{"rendered":"[NOT\u00cdCIAS] Projeto rastreia obra do fot\u00f3grafo Wilson Carneiro da Cunha"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_42084\" aria-describedby=\"caption-attachment-42084\" style=\"width: 424px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-42084\" src=\"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/kiosque-do-wilson.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/kiosque-do-wilson.jpg 611w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/kiosque-do-wilson-150x150.jpg 150w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/kiosque-do-wilson-300x300.jpg 300w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/kiosque-do-wilson-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-42084\" class=\"wp-caption-text\">Fotos: Wilson Carneiro da Cunha\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Procura-se o Recife de Wilson Carneiro da Cunha, o fot\u00f3grafo que dedicou 40 anos a registrar a vida recifense a partir do Centro da cidade, local onde montou seu est\u00fadio-escrit\u00f3rio-com\u00e9rcio, o Kiosque do Wilson, e fez da venda dos \u2018instant\u00e2neos\u2019 o seu neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Milhares de pessoas entre as d\u00e9cadas de 1950, 1960 e 1970 procuraram os servi\u00e7os oferecidos por Wilson: fotos para documentos, casamento, imagens tur\u00edsticas. Mas o posto de observa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gico do Kiosque, no oit\u00e3o da igreja de Santo Antonio, na movimentada rua Nova, rendeu ao fot\u00f3grafo flagrantes inusitados, quase imposs\u00edveis, como uma foto j\u00e1 famosa de um batedor de carteiras em a\u00e7\u00e3o e at\u00e9 um desfile de elefantes. Wilson tamb\u00e9m ficou conhecido pelos chamados instant\u00e2neos de rua, cujos protagonistas eram passantes elegantemente vestidos, fam\u00edlias em momento de lazer, um costume da \u00e9poca.<\/p>\n<p>E agora, passados mais de 30 anos do fechamento do Kiosque e da sua morte, em 1986, um projeto liderado pela arte educadora Bia Lima, neta de Wilson, procura rastrear em acervos particulares as fotos feitas pelo fot\u00f3grafo que hoje podem estar em caixas e \u00e1lbuns de fam\u00edlia, guardando as mem\u00f3rias felizes de seus milhares de clientes e, consequentemente, da vida privada no Recife do s\u00e9culo XX. \u00c9 relativamente f\u00e1cil reconhecer uma foto de Wilson. Depois de reveladas, todas eram devidamente creditadas com assinatura <em>Wilson<\/em> ou <em>Foto Instant\u00e2neo Wilson<\/em> ou ainda <em>Kiosque do Wilson<\/em> em marca d\u2019\u00e1gua no canto inferior. O fot\u00f3grafo tamb\u00e9m adotou carimbos no verso. E s\u00e3o essas marcas de assinatura ou carimbo, em v\u00e1rios modelos, que a equipe do projeto procura.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-42085 \" src=\"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_000257-700x661.jpg\" alt=\"\" width=\"403\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_000257-700x661.jpg 700w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_000257-300x283.jpg 300w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_000257-768x725.jpg 768w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_000257.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 403px) 100vw, 403px\" \/>O chamamento \u00e9 abrangente, assim como a atua\u00e7\u00e3o do fot\u00f3grafo. Wilson trabalhou para todos os jornais da \u00e9poca, revistas, fez muitos instant\u00e2neos de rua sem distin\u00e7\u00e3o de classe social, fotografou moradores de rua, trabalhadores e comerciantes ambulantes. N\u00e3o deixou de fora a arquitetura da cidade, as pontes, a destrui\u00e7\u00e3o promovida por prefeitos e os acontecimentos sociais da cidade, como concursos de misses e festas em clubes. Para os jornais, cobriu as visitas da Rainha Elizabeth II e dos presidentes Juscelino Kubitschek e Jo\u00e3o Goulart ao Recife.<\/p>\n<p>\u201cMeu av\u00f4 registrava todo seu cotidiano. At\u00e9 para ir \u00e0 padaria levava a c\u00e2mera pendurada no pesco\u00e7o. Eu n\u00e3o o conheci pessoalmente. Desde que eu tomei conhecimento do acervo, foi uma surpresa ver a import\u00e2ncia que ele tem para a hist\u00f3ria da cidade. Est\u00e1 sendo um processo bem intenso para mim, de confrontar as imagens e poder conhecer meu av\u00f4 por meio das escolhas fotogr\u00e1ficas que ele fez. Eu tamb\u00e9m trabalho com imagens e me identifico com o olhar dele, entendo os enquadramentos e as escolhas que ele fez. De certa forma me reconhe\u00e7o\u201d, destaca Bia Lima.<\/p>\n<p>Wilson Carneiro da Cunha nasceu em 1919 e come\u00e7ou a fotografar profissionalmente aos 24 anos. Trabalhou em outros servi\u00e7os, mas foi na fotografia que estabeleceu sua renda familiar. Em 1950, aproximadamente, inaugurou o Kiosque do Wilson, seu com\u00e9rcio e expositor de fotografias. A ideia de escrever Kiosque com K foi de sua esposa, Maria Concei\u00e7\u00e3o, que desde o in\u00edcio ajudava Wilson no processo de revela\u00e7\u00e3o das fotografias no quintal de casa. O Kiosque do Wilson se tornou um espa\u00e7o incomum em meio aos com\u00e9rcios populares ali encontrados. Dentro do Kiosque havia uma exposi\u00e7\u00e3o de suas fotos que chamava aten\u00e7\u00e3o das pessoas que paravam para admirar e\/ou acertar ali mesmo a contrata\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-42086 alignleft\" src=\"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_001680-300x293.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_001680-300x293.jpg 300w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_001680-768x751.jpg 768w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_001680-700x684.jpg 700w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/wcc_n_001680.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Mapeamento<\/strong> \u2013 &#8216;Wilson Carneiro da Cunha: Do Instant\u00e2neo de Rua aos Registros Caseiros&#8217; \u00e9 um projeto de pesquisa fotogr\u00e1fica que pretende mapear e sistematizar o acervo produzido durante 30 anos de profiss\u00e3o de Wilson, tamb\u00e9m conhecido como \u201co fot\u00f3grafo da cidade\u201d, e depois devolver esse material ao p\u00fablico em forma de acervo digital de acesso gratuito.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica urbana de Wilson \u00e9 grande. A maior parte, mais de 1.000 imagens, est\u00e1 dispon\u00edvel para pesquisa na Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco desde a d\u00e9cada de 1970. J\u00e1 no acervo da fam\u00edlia, sob a guarda da filha mais velha, Oleg\u00e1ria Carneiro da Cunha, est\u00e3o mais 700 imagens, entre fotografias de papel e negativos, onde s\u00e3o encontrados os registros do cotidiano dos Carneiro da Cunha, como viagens, passeios e cenas que revelam modos e lugares que hoje s\u00f3 podemos ter acesso atrav\u00e9s desses importantes fragmentos.<\/p>\n<p>\u201cO que podemos aprender sobre o campo da fotografia a partir da pr\u00e1tica singular de Wilson Carneiro da Cunha, num cruzamento entre suas fotografias de registro urbano e fotografias de um cotidiano privado?\u201d. Esta \u00e9 uma das motiva\u00e7\u00f5es da neta, Bia Lima, ao defender o projeto, que foi aprovado junto ao Fundo de Incentivo Cultural de Pernambuco, o Funcultura, na \u00e1rea de Fotografia. \u201cAo nos debru\u00e7armos sobre acervos particulares de fotografias de Wilson, seja o de sua pr\u00f3pria fam\u00edlia ou daquelas que contrataram seus servi\u00e7os, encontramos um universo imag\u00e9tico desconhecido fora de cada n\u00facleo familiar e, portanto, ainda n\u00e3o trabalhado em an\u00e1lises e estudos que referenciam o fot\u00f3grafo. Assim, uma contribui\u00e7\u00e3o das mais relevantes dessa pesquisa \u00e9 revelar um acervo in\u00e9dito e analis\u00e1-lo, frente ao universo mais amplo do acervo p\u00fablico de Wilson Carneiro da Cunha\u201d, diz Bruna Rafaella Ferrer, pesquisadora de acervo fotogr\u00e1fico, integrante do projeto. A orienta\u00e7\u00e3o da pesquisa \u00e9 da historiadora Fabiana Bruce.<\/p>\n<p><em>Para entrar em contato com o projeto e colaborar com a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do Recife, o contato \u00e9 via e-mail projetowcc@gmail.com e\/ou mensagem direta pelo perfil do Instagram <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/kiosquedowilson\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@kiosquedowilson<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Procura-se o Recife de Wilson Carneiro da Cunha, o fot\u00f3grafo que dedicou 40 anos a registrar a vida recifense a partir do Centro da cidade, local onde montou seu est\u00fadio-escrit\u00f3rio-com\u00e9rcio, o Kiosque do Wilson, e fez da venda dos \u2018instant\u00e2neos\u2019 o seu neg\u00f3cio. 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