

{"id":42033,"date":"2022-08-01T21:39:07","date_gmt":"2022-08-02T00:39:07","guid":{"rendered":"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=42033"},"modified":"2022-08-02T21:35:55","modified_gmt":"2022-08-03T00:35:55","slug":"noticias-miro-da-muribeca-parte-pra-outra-dimensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/noticias-miro-da-muribeca-parte-pra-outra-dimensao\/","title":{"rendered":"[NOT\u00cdCIAS] Mir\u00f3 da Muribeca parte pra outra dimens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_42035\" aria-describedby=\"caption-attachment-42035\" style=\"width: 599px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-42035\" src=\"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Mir\u00f3-da-Muribeca-foto-wesley-dalmeida-PCR-Divulgacao-700x450.jpg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Mir\u00f3-da-Muribeca-foto-wesley-dalmeida-PCR-Divulgacao.jpg 700w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Mir\u00f3-da-Muribeca-foto-wesley-dalmeida-PCR-Divulgacao-300x193.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-42035\" class=\"wp-caption-text\">Mir\u00f3 da Muribeca foi um dos maiores poetas urbanos contempor\u00e2neos. Foto: Wesley D&#8217;Almeida\/PCR\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>| <em>Da Reda\u00e7\u00e3o Flores no Ar<\/em> |<\/p>\n<p>A Poesia, a Cr\u00f4nica, a Performance est\u00e3o de luto. Na manh\u00e3 do domingo 31 de agosto de 2022, aos 61 anos, no Hotel Central, no Recife, o leonino Mir\u00f3 da Muribeca partiu pra outra dimens\u00e3o.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Fl\u00e1vio Cordeiro da Silva, conhecido mesmo como Mir\u00f3 da Muribeca, vivia de poesia. E sua poesia versava sobre o cotidiano e as injusti\u00e7as sociais. Uma poesia crua, inflamada, mas tamb\u00e9m, muitas vezes, cheia de humor. Ele, o poeta cronista, sabia bem brincar com as palavras. E ao recitar, com suas performances vitais e inigual\u00e1veis, chamava a aten\u00e7\u00e3o de qualquer pessoa. Quem teve o privil\u00e9gio de assisti-lo, ouvi-lo jamais esquecer\u00e1 aquela entona\u00e7\u00e3o e caras e gestos.<\/p>\n<p>Mir\u00f3 j\u00e1 vinha adoecido, tanto pelo alcoolismo, como por conta de um c\u00e2ncer. Pra piorar, teve ainda Covid, que o deixou ainda mais debilitado.<\/p>\n<p>O poeta recifense, nascido em 06\/08\/1960, \u00e9, sem d\u00favida, um dos maiores poetas brasileiros da contemporaneidade. Deixou cerca de 15 livros publicados, alguns traduzidos em outras l\u00ednguas.\u00a0 O artista \u00e9 um dos autores cujas obras comp\u00f5em uma exposi\u00e7\u00e3o permanente no <a href=\"https:\/\/www.museudalinguaportuguesa.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Museu da L\u00edngua Portuguesa<\/a>, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em breve ser\u00e1 publicada uma biografia de Mir\u00f3, escrita pelo poeta e escritor Wellington de Melo.<\/p>\n<p><strong>Confira abaixo algumas homenagens feitas a Mir\u00f3!<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;As ruas, esquinas e noites do Recife perdem um bocado de poesia e sentido neste domingo [&#8230;] Entre o lirismo e a periferia, escolheu os dois. Subverteu a rima e cunhou uma est\u00e9tica po\u00e9tica popular, urbana, perif\u00e9rica, negra e social.<\/em><br \/>\n<em> [&#8230;] Mir\u00f3 agora se encanta em verso e prosa, deixando muda a cidade, toda esquina e toda ponte, ainda atravessadas pela poesia que ele inscreveu para sempre na geografia que cada um carrega no peito.&#8221;<\/em><br \/>\n<strong><em> (Trecho da nota da Secretaria de Cultura e da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura do Recife)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Mir\u00f3 gigante &#8230;. cora\u00e7\u00e3o enorme, emo\u00e7\u00e3o em estado puro. Toda a complexidade e perplexidade da nossa vida cotidiana. Virado e desvirado em dor, transbordando em poesia. Preto, perif\u00e9rico, abrindo caminho com unhas e dentes, trilhando um jeito pr\u00f3prio de fazer poesia. De tomar essa poesia no pr\u00f3prio corpo, na voz, na expressividade. Poeta exu, abridor de caminhos.<\/em><br \/>\n<em> O Mir\u00f3 gente t\u00e3o boa, t\u00e3o intenso, \u00e0s vezes at\u00e9 me assustava, eu que sou t\u00edmido. Mas eu gostava demais de encontr\u00e1-lo e abra\u00e7\u00e1-lo na rua. Era uma figura t\u00e3o rara, t\u00e3o verdadeira. Algu\u00e9m que estava realmente vivo, sentindo tudo, sem pudores.<\/em><br \/>\n<em> Preto, pobre, perif\u00e9rico, da Muribeca [&#8230;] Mir\u00f3 vive pra sempre. Na poesia, na lembran\u00e7a, na cidade, na janela do \u00f4nibus.&#8221;<\/em><br \/>\n<strong><em>(Trecho do texto\/homenagem escrito pelo artista <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/germanorabello\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Germano Rabello<\/a>)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Conhecia pouco Mir\u00f3, mas todas as vezes que sentei \u00e0 mesa com ele, tomava contato com a gentileza, o cuidado, a fala mansa, o carinho, que o tornavam t\u00e3o leve. Todas as vezes em que testemunhei suas performances, era invadido por sua l\u00edrica furiosa, arrebatadora.<br \/>\nDuas imagens me vem \u00e0 cabe\u00e7a quando tento traduzir como percebo o poeta e sua obra. Para mim, Mir\u00f3 era uma for\u00e7a da natureza, um fen\u00f4meno como uma erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica, um Krakatoa emoldurado pela aurora boreal. Ou, para ficar em um cen\u00e1rio mais pernambucano: uma tromba d\u2019\u00e1gua com aroma de jasmim.<br \/>\nE tal qual uma enchente ou as lavas de vulc\u00e3o, ele arrastava o p\u00fablico junto. Ningu\u00e9m ficava impune ao lirismo disruptivo dos seus versos&#8221;. <strong>(<a href=\"https:\/\/marcozero.org\/primeiro-dia-sem-miro-um-dos-maiores-poetas-da-lingua-portuguesa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Trecho do texto escrito para Marco Zero Conte\u00fado, pelo jornalista In\u00e1cio Fran\u00e7a.<\/a>)<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Mir\u00f3<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em> (Por Jorge Fil\u00f3)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Riso largo, choro f\u00e1cil<\/em><br \/>\n<em> Muito humor, pura ironia<\/em><br \/>\n<em> Uma faca entre os dentes<\/em><br \/>\n<em> Uma flor de poesia<\/em><br \/>\n<em> Lac\u00f4nico, contundente<\/em><br \/>\n<em> Verborr\u00e1gico, inclemente<\/em><br \/>\n<em> Mir\u00f3 era s\u00f3 magia.<\/em><\/p>\n<p><em>Menino amor, empatia<\/em><br \/>\n<em> Homem de forca e raz\u00e3o<\/em><br \/>\n<em> A l\u00edngua que era protesto<\/em><br \/>\n<em> Tamb\u00e9m era sedu\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em> Filho da periferia<\/em><br \/>\n<em> De onde nunca sairia<\/em><br \/>\n<em> Mir\u00f3 da imensid\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Era todo cora\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em> Agora \u00e9 eternidade<\/em><br \/>\n<em> Quem nasceu pra ser poeta<\/em><br \/>\n<em> Viveu com intensidade<\/em><br \/>\n<em> Fonte perene de afeto<\/em><br \/>\n<em> Deixou o mundo repleto<\/em><br \/>\n<em> De poesia e saudade.<\/em><\/p>\n<p><strong>Informa\u00e7\u00f5es sobre como adquirir as obras de Mir\u00f3, atrav\u00e9s do perfil do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mirodamuribeca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@mirodamuribeca<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Assista abaixo o document\u00e1rio &#8216;Mir\u00f3: Preto, Pobre, Poeta e Perif\u00e9rico&#8217; (2008), dirigido por Wilson Freire.<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fcLtIJucE90\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Da Reda\u00e7\u00e3o Flores no Ar | A Poesia, a Cr\u00f4nica, a Performance est\u00e3o de luto. 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