

{"id":41394,"date":"2022-03-31T14:14:27","date_gmt":"2022-03-31T17:14:27","guid":{"rendered":"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=41394"},"modified":"2024-09-23T20:17:25","modified_gmt":"2024-09-23T23:17:25","slug":"sexo-amor-e-terapia-um-corpo-no-mundo-corpo-e-negritude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/sexo-amor-e-terapia-um-corpo-no-mundo-corpo-e-negritude\/","title":{"rendered":"[SEXO, AMOR E TERAPIA] Um corpo no mundo: corpo e negritude"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_41396\" aria-describedby=\"caption-attachment-41396\" style=\"width: 364px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-41396\" src=\"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Raphaella-Maia_foto-Sandra-Soares-467x700.jpg\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"546\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Raphaella-Maia_foto-Sandra-Soares-467x700.jpg 467w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Raphaella-Maia_foto-Sandra-Soares-200x300.jpg 200w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Raphaella-Maia_foto-Sandra-Soares-768x1152.jpg 768w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Raphaella-Maia_foto-Sandra-Soares.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-41396\" class=\"wp-caption-text\">Raphaella Maia pelo olhar da fot\u00f3grafa Sandra Soares.<\/figcaption><\/figure>\n<p>| <em>Por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/falaprettaapsi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Raphaella Maia<\/a><\/em>* |<\/p>\n<p>Partimos do principio onde todos somos seres humanos, sendo assim, origin\u00e1rios de um mesmo \u00fatero, n\u00e3o id\u00eanticos, por\u00e9m iguais. O corpo que aqui escreve \u00e9 igual ao corpo que do lado da\u00ed l\u00ea, as sensa\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas. Nesse meio onde todos parecemos homogeneizados por tantos processos, parecemos n\u00e3o compreender o b\u00e1sico e fundamental para nos relacionar com n\u00f3s mesmos e com o mundo que nos cerca: nossas diferen\u00e7as s\u00e3o essenciais para nossa forma de compreender nossas rela\u00e7\u00f5es com o corpo e com nossa intimidade.<\/p>\n<p>O corpo que aqui hoje escreve \u00e9 um corpo negro e lido socialmente na sua cisgeneridade, identificado com o sexo feminino, de desejo fluido. Demarco esse corpo no mundo a partir dessa e de outras caracter\u00edsticas que o comp\u00f5em. Em meio a todas as viv\u00eancias do viver-aqui-com-o-outro, necessitei reconhecer meus limites de pele para compreender como as experi\u00eancias atravessavam a mim e minha pessoalidade.<\/p>\n<p>\u00c9 vital para a compreens\u00e3o dos processos \u00edntimos, afetivos e sexuais a nossa auto-identifica\u00e7\u00e3o corporal, racial e social. O corpo que est\u00e1 no mundo \u00e9 atravessado por uma psique, por um mental e tamb\u00e9m por demandas sociais e pol\u00edticas. Ao pensar a vida intima de casa sujeito, e tamb\u00e9m de casais, \u00e9 inevit\u00e1vel o confronto com o espelho e o reconhecimento do que se reflete. Como compreender que corpos negros que buscam afeto e dengo, sem fazer a leitura do modo como esses corpos s\u00e3o lidos socialmente? Relegados sempre \u00e0 conota\u00e7\u00e3o hiperssexualidazada, do fetiche, da objetifica\u00e7\u00e3o, esses corpos s\u00e3o atravessados por viol\u00eancias e viv\u00eancias especificas que se traduzem de maneira peculiar e singular.<\/p>\n<p>A proposta que venho trazer nessa escrita de hoje \u00e9 a seguinte: nossas corporeidades, nossas necessidades emocionais, passam por lugares diversos. Somos, sim, seres humanos dignos de felicidade, gozo pleno e liberdade, por\u00e9m a maneira pela qual iremos internalizar e buscar nos lan\u00e7ar ao universo de possibilidades que a vida oferece, nos levar\u00e1 a caminhos e trilhagens outras, que n\u00e3o cabem no julgo social do menor ou maior, do melhor ou do pior. As dosagens binaristas aqui n\u00e3o dar\u00e3o conta de suprir todo o potencial vital que cada corpo-pele anseie. Atravessamos mares de dist\u00e2ncias entre nossas intimidades. Nossos corpos carregam em si embarca\u00e7\u00f5es de sentimentos, sensa\u00e7\u00f5es e pensamentos \u00fanicos, com sentidos individuais e sociais.<\/p>\n<p>Deixo o convite a voc\u00ea, caro leitor, que encontre teu corpo hoje e se proponha a reconhecer teus limites corporais, a sentir tua pele, e se indagar em como vem sendo habitar tua primeira morada chamada corpo, onde essa morada se encontra e quais as viv\u00eancias que a atravessam.<\/p>\n<p>Finalizo por hoje, deixando um fragmento da m\u00fasica de Luedji Luna, chamada &#8216;Corpo no Mundo&#8217;:<\/p>\n<p><em>\u201cEu sou um corpo<\/em><br \/>\n<em> Um ser<\/em><br \/>\n<em> Um corpo s\u00f3<\/em><br \/>\n<em> Tem cor, tem corte<\/em><br \/>\n<em> E a hist\u00f3ria do meu lugar<\/em><br \/>\n<em> Eu sou a minha pr\u00f3pria embarca\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em> Sou minha pr\u00f3pria sorte.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>* Raphaella Maia \u00e9 psic\u00f3loga cl\u00ednica, sex\u00f3loga, terapeuta sexual t\u00e2ntrica (M\u00e9todo Mahadevi), pesquisadora das Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico Raciais e Efeitos Psicossoiais do Racismo na Sa\u00fade Mental da Popula\u00e7\u00e3o Negra.<\/em><br \/>\n<em>Instagram: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/falaprettaapsi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@falaprettaapsi\u00a0<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Por Raphaella Maia* | Partimos do principio onde todos somos seres humanos, sendo assim, origin\u00e1rios de um mesmo \u00fatero, n\u00e3o id\u00eanticos, por\u00e9m iguais. 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