

{"id":36505,"date":"2019-07-29T21:52:01","date_gmt":"2019-07-30T00:52:01","guid":{"rendered":"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=36505"},"modified":"2019-07-29T21:52:01","modified_gmt":"2019-07-30T00:52:01","slug":"isadora-zamarque-mateadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/isadora-zamarque-mateadas\/","title":{"rendered":"[ISADORA ZAMARQUE] Mateadas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_36506\" aria-describedby=\"caption-attachment-36506\" style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-36506\" src=\"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/chimontanha_isadora-zamarque.jpeg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/chimontanha_isadora-zamarque.jpeg 690w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/chimontanha_isadora-zamarque-300x150.jpeg 300w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/chimontanha_isadora-zamarque-400x200.jpeg 400w\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-36506\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo pessoal. Praia de Ipanema &#8211; Litoral paranaense.<\/figcaption><\/figure>\n<p>| Por<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/isadora.zamarque.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0Isadora Zamarque\u00a0\u00a0<\/a>|<\/p>\n<p>Tem sido um inverno quente, agora que busco no mate todos os aquecimentos que preciso. N\u00e3o \u00e9 de polaina, cachec\u00f3is e jaquetas que menciono, at\u00e9 porque esses itens nunca parecem, efetivamente, cumprir com a fun\u00e7\u00e3o de aquecer (meu corpo corresponde com dificuldade ao frio). Entretanto, o matear cumpre com uma fun\u00e7\u00e3o muito mais potente, a fun\u00e7\u00e3o de descongelar as ideias.<\/p>\n<p>As sinapses ficam mais soltas e livres para se movimentarem no fluxo de que necessitam naquele momento. Se o caso \u00e9 chorar, aque\u00e7o a faringe cheia de n\u00f3s. Se o caso \u00e9 observar, mateio. Se o caso \u00e9 limpar a casa, mateio. Se o caso \u00e9 ir \u00e0 praia, mateio. S\u00f3 n\u00e3o mateio quando viajo, porque o xixi fica apressado demais.<\/p>\n<p>Assim os dias invernais tomam nova textura, o ritual de preparar, cevar a ervinha, beber e, finalmente, limpar a cuia e a bomba s\u00e3o produ\u00e7\u00f5es que me conectam com algo forte, amargo e belo. As minhas entranhas amadurecem amargamente.<\/p>\n<p>Poros e p\u00ealos reagem harmoniosamente ao corpo que movimenta o que quer que seja e que s\u00f3 carrega aquilo que movimenta. Esse talvez seja o meu inverno mais quente. O mate se tornou uma companhia daquelas que voc\u00ea faz quest\u00e3o de ter por perto, at\u00e9 chegar ao ponto de voc\u00ea inventar movimentos para lev\u00e1-lo junto \u00e0 voc\u00ea. Voc\u00ea nem vai tanto ao parque, mas inventa que precisa ir (e talvez, voc\u00ea, realmente, precise), s\u00f3 para levar o chimarr\u00e3o pra poder pensar melhor na vida.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, essa tem sido a minha maior proposta nesse inverno, encontrar acompanhamentos l\u00edquidos para pensar na vida, e o mate \u00e9 o que mais coroa esse momento. Ali\u00e1s, a maior proposta do inverno \u00e9, aquecer e guardar os pensamentos mais encaracolados dos nossos neurotransmissores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Por\u00a0Isadora Zamarque\u00a0\u00a0| Tem sido um inverno quente, agora que busco no mate todos os aquecimentos que preciso. N\u00e3o \u00e9 de polaina, cachec\u00f3is e jaquetas que menciono, at\u00e9 porque esses itens nunca parecem, efetivamente, cumprir com a fun\u00e7\u00e3o de aquecer (meu corpo corresponde com dificuldade ao frio). Entretanto, o matear cumpre com uma fun\u00e7\u00e3o muito [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36506,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[220,311,88],"tags":[19,556],"acf":[],"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"1969-12-31 21:00:00","action":"","terms":[],"taxonomy":"","browser_timezone_offset":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36505"}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36505"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36505\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36506"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}