

{"id":35803,"date":"2023-06-28T05:52:55","date_gmt":"2023-06-28T08:52:55","guid":{"rendered":"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=35803"},"modified":"2023-06-28T13:03:21","modified_gmt":"2023-06-28T16:03:21","slug":"entrevista-euritmia-e-a-expressao-visivel-do-som-confira-entrevista-com-ananda-wanderley","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/entrevista-euritmia-e-a-expressao-visivel-do-som-confira-entrevista-com-ananda-wanderley\/","title":{"rendered":"[ENTREVISTA] &#8220;Euritmia \u00e9 a express\u00e3o vis\u00edvel do som&#8221;. Confira entrevista com Ananda Wanderley!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-35812\" src=\"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/euritmia-recife-1.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/euritmia-recife-1.jpg 700w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/euritmia-recife-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/p>\n<p>| <em>Por Maria J\u00falia Sette<\/em> |<\/p>\n<pre><em>(Entrevista publicada no Portal Flores no Ar em abril de 2019)<\/em><\/pre>\n<p><em>\u201cA escola em que a crian\u00e7a dan\u00e7a o seu nome\u201d. Assim s\u00e3o conhecidas as escolas Waldorf em diversos pa\u00edses da Europa. \u201cDan\u00e7ar o nome \u00e9 uma das possibilidades da Euritmia\u201d, conta-nos a euritmista pernambucana, formada no Eurythmeum Stuttgart, na Alemanha, Ananda Wanderley.<\/em><\/p>\n<p><em>Nascida antes mesmo da Pedagogia Waldorf (1919), a Euritmia (1912) tem um lugar essencial nas escolas idealizadas por Rudolf Steiner. Deve fazer parte do curr\u00edculo da educa\u00e7\u00e3o infantil at\u00e9 o ensino m\u00e9dio. No entanto, uma s\u00e9rie de dificuldades em viabilizar as forma\u00e7\u00f5es impossibilitaram a presen\u00e7a organizada de tais movimentos no cotidiano de muitas iniciativas antropos\u00f3ficas no Nordeste e em muitos lugares do Brasil.<\/em><\/p>\n<p><em>Ananda precisou se deslocar para longe em busca de aprofundar-se nesta arte plena de sentido.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Mas o que \u00e9 afinal dan\u00e7ar o nome?<\/strong><br \/>\n\u00c9 tornar vis\u00edvel o som da palavra, realizar movimentos com a gestualidade do som. Estudamos a fundo todas as leis gramaticais, as rela\u00e7\u00f5es do som com os planetas, com o zod\u00edaco. Entramos em contato com a nossa origem, com o que n\u00e3o \u00e9 material, e na Euritmia isso ganha corpo. Ent\u00e3o, cada vogal, cada consoante tem um gesto e o mesmo \u00e9 vivenciado, dan\u00e7ado. N\u00e3o \u00e9 algo para conhecer ou elaborar intelectualmente, mas para gerar um novo relacionamento com nossa ess\u00eancia. Movemo-nos conscientemente com essas for\u00e7as. Em um mundo onde h\u00e1 cada vez mais desconex\u00e3o, crises de identidade e falta de relacionamento com nossa ess\u00eancia primordial, realizar esse encontro com nossa origem \u00e9 algo bastante salutar.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m m\u00fasica em nosso corpo, em nossos \u00f3rg\u00e3os, em toda nossa composi\u00e7\u00e3o, de modo que a Euritmia \u00e9 a express\u00e3o vis\u00edvel do som, como se fosse a pele do som (m\u00fasica e palavra).<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea v\u00ea o lugar que a Euritmia ocupa ao longo desses 107 anos de exist\u00eancia?<\/strong><br \/>\nS\u00e3o cinco mil euritmistas no mundo todo. Isso n\u00e3o \u00e9 nada. Estamos buscando encontrar o nosso lugar e ir al\u00e9m dos muros das escolas e institui\u00e7\u00f5es antropos\u00f3ficas. O desafio \u00e9 que a Euritmia \u00e9 uma arte \u201cjovem\u201d e aponta para um caminho bem diferente do que se valoriza atualmente no mundo. \u00c9 um nadar contra a corrente. O materialismo em si \u00e9 uma amea\u00e7a aos movimentos que abarcam o que n\u00e3o podemos ver, ao espiritual. Nosso desafio \u00e9 colocar no mundo nossa linguagem art\u00edstica.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, os movimentos eur\u00edtmicos s\u00e3o alguns dos gestos realizados nas antigas escolas de mist\u00e9rio. As inicia\u00e7\u00f5es aconteciam tamb\u00e9m atrav\u00e9s do movimento. Steiner trouxe a proposta de lev\u00e1-los para o palco, para que o mundo pudesse acessar.<\/p>\n<p><strong>A Euritmia tem uma for\u00e7a grande na Europa, de onde originou-se. Mas como podemos traduzir esta arte em nosso pa\u00eds, cidade, para que fa\u00e7a sentido e relacione-se com a alma da nossa gente?<\/strong><br \/>\nSim! Precisa muito ser assim. Fiz meu trabalho de conclus\u00e3o de curso com um cordel. Falei de Euritmia brasileira na Europa, depois de quatro anos vivendo intensamente o alem\u00e3o e toda m\u00fasica e cultura de l\u00e1. Foi um desafio.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, onde h\u00e1 um movimento bem interessante, j\u00e1 aconteceram trabalhos lindos com trechos de obras como Grande Sert\u00e3o \u2013 Veredas, Vidas Secas e textos de Clarice Lispector, por exemplo. Nosso povo \u00e9 cheio de ritmo, gingado e leveza, precisamos muito aproveitar essa riqueza. Realizar pesquisas e experimentos. Tenho planos de voltar ao Brasil, futuramente, e trabalhar efetivamente nesse sentido, de fortalecer a Euritmia aqui, incluindo a nossa identidade.<\/p>\n<p><strong>A Forma\u00e7\u00e3o em Pedagogia Waldorf em Pernambuco est\u00e1 crescendo e, cada dia mais, recebendo alunos de v\u00e1rias partes do Brasil. H\u00e1 planos de ter forma\u00e7\u00e3o em Euritmia tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 uma grande vontade. No entanto, esbarramos em algumas dificuldades da pr\u00f3pria natureza do curso que exige muita disponibilidade interna e dedica\u00e7\u00e3o dos participantes. Para voc\u00ea ter uma ideia, em S\u00e3o Paulo, est\u00e1 acontecendo uma forma\u00e7\u00e3o com um bom n\u00famero de pessoas, mas passou dez anos sem conseguir ter turma. \u00c9 necess\u00e1rio treinar muitos dias, com grande const\u00e2ncia. \u00c9 preciso de fato desenvolver nossas for\u00e7as vitais e s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel por meio de disciplina e exerc\u00edcios. S\u00e3o quatro anos de curso, com intenso compromisso.<\/p>\n<p>Como a Euritmia n\u00e3o \u00e9 muito conhecida, tamb\u00e9m esbarramos na dificuldade em conseguir financiamento. N\u00e3o podemos depender apenas dos alunos, pois h\u00e1 desist\u00eancias ao longo da forma\u00e7\u00e3o. Nossa ideia \u00e9 iniciar oficinas, ver quantas pessoas se interessam, quantas permanecem, para formar um grupo, dar um passo seguro e iniciar a forma\u00e7\u00e3o. No Recife, temos a euritmista Raissa Sarmento que poder\u00e1 tutorar as oficinas. H\u00e1 uma estrutura b\u00e1sica que envolve a disponibilidade de um m\u00fasico, local adequado e os professores para das os m\u00f3dulos. \u00c9 muito importante construir esse caminho aqui, beneficiar mais pessoas com a Euritmia, fazer com que experimentem.\u00a0Tornar a Euritmia conhecida e ocupando o lugar que ela deve ocupar na arte, na educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Por Maria J\u00falia Sette | (Entrevista publicada no Portal Flores no Ar em abril de 2019) \u201cA escola em que a crian\u00e7a dan\u00e7a o seu nome\u201d. 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