

{"id":30678,"date":"2020-08-01T07:07:05","date_gmt":"2020-08-01T10:07:05","guid":{"rendered":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=30678"},"modified":"2022-02-22T13:13:32","modified_gmt":"2022-02-22T16:13:32","slug":"meus-traumas-de-infancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/meus-traumas-de-infancia\/","title":{"rendered":"[CANTO DE LU] Meus traumas de inf\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_30681\" aria-describedby=\"caption-attachment-30681\" style=\"width: 659px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-30681\" src=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Lu-Rabelo_4-anos_Brasilia.jpg\" alt=\"\" width=\"659\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Lu-Rabelo_4-anos_Brasilia.jpg 1000w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Lu-Rabelo_4-anos_Brasilia-300x212.jpg 300w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Lu-Rabelo_4-anos_Brasilia-768x542.jpg 768w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Lu-Rabelo_4-anos_Brasilia-700x494.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 659px) 100vw, 659px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-30681\" class=\"wp-caption-text\">Lu Rabelo, aos 4 anos. Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>| <em>Por Lu Rabelo*<\/em> |<br \/>\n(Dez\/2017)<\/p>\n<p>Ultimamente tenho ouvido bastante psic\u00f3logos e coaches falarem em &#8216;cren\u00e7as limitantes&#8217;. Eles dizem que elas se instalam na primeira inf\u00e2ncia, at\u00e9 os 7 anos de idade, e s\u00e3o resultado de experi\u00eancias negativas, traum\u00e1ticas, que ocorreram nesta fase, e que marcam profundamente a nossa personalidade e a forma que agimos no mundo.<\/p>\n<p>Refletindo sobre isso recordei um fato marcante em minha vida.<\/p>\n<p>Eu tinha cinco anos quando entrei na escola. E foi nesta \u00e9poca que aconteceu minha primeira grande dor. Estava acontecendo uma festa na escola. Senti vontade de ir ao banheiro. O banheiro ficava dentro da sala de aula e a festa acontecia na \u00e1rea comum da escola. Entrei na minha sala, que estava aberta, e me dirigi ao banheiro. Lembro que uma mulher saiu do banheiro e eu entrei. Quando sa\u00ed a sala de aula estava trancada. Comecei a bater na porta e chamar para algu\u00e9m abrir, mas ningu\u00e9m me ouvia. A minha lembran\u00e7a \u00e9 que eu gritei muito, esperneei at\u00e9 ficar prostrada. Achava que nunca mais sairia dali. Que nunca mais veria minha m\u00e3e. N\u00e3o sei quanto tempo se passou, mas pra mim foi algo como uma eternidade. Acho que ali aconteceu a minha primeira morte em vida. Quando, enfim, abriram a porta, l\u00e1 estava eu desfalecida de tanto pranto.<\/p>\n<p>Dia desses perguntei a mainha se ela lembrava do epis\u00f3dio. Ela disse: \u201c- nem me lembre disso!\u201d Percebi o quanto aquilo pra ela tamb\u00e9m foi traum\u00e1tico.<\/p>\n<p>Hoje me pergunto: ser\u00e1 que aquela mulher que estava no banheiro quando entrei n\u00e3o me viu? Ser\u00e1 que a porta estava destrancada, mas eu que n\u00e3o conseguia abrir? O que de fato aconteceu?<\/p>\n<p>E como este trauma vem reverberando em minhas atitudes na vida desde ent\u00e3o?!<\/p>\n<p>Agora compreendo porque quando via uma foto minha sozinha eu chorava com pena &#8216;da menininha sozinha&#8217;. Entendo tamb\u00e9m porque chorava tanto ao ver alguns desenhos como Pin\u00f3quio e Marcos (este \u00faltimo era um menininho que nunca encontrava a m\u00e3e).<\/p>\n<p>Recentemente, participando de um encontro de <a href=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/agenda-pe-encontros-ciclicas-mulheres-em-roda-tem-inicio-dia-258-com-laura-tamiana-no-recife\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>C\u00edclicas &#8211; mulheres em roda<\/strong><\/a>, numa viv\u00eancia de Constela\u00e7\u00e3o Sist\u00eamica, Laura Tamiana, a facilitadora, prop\u00f4s que em duplas, uma fosse a crian\u00e7a da outra, antes do trauma. Me admirei que a minha crian\u00e7a era destemida, corajosa, rebelde, bem diferente da menininha medrosa que me tornei.<\/p>\n<p>Outra lembran\u00e7a traum\u00e1tica foi quando devia ter uns 6 ou 7 anos. Tamb\u00e9m na escola. J\u00e1 era outro col\u00e9gio. Era hora do recreio e eu tava brincando na gangorra no parquinho com uma coleguinha. Quando eu estava l\u00e1 em cima da gangorra ela saiu e eu despenquei sentindo uma dor imensa na regi\u00e3o do \u00e2nus\/vagina. Foi uma pancada muito forte.<\/p>\n<p>E hoje me questiono: o que, al\u00e9m daquela dor intensa, ficou registrado?<\/p>\n<p>Sinto que nos dois epis\u00f3dios se instalou uma esp\u00e9cie de desconfian\u00e7a, na mulher que me trancou e na menina que me largou na gangorra. Fui abandonada nos dois casos. Fui desconsiderada. Como isso vem refletindo, desde ent\u00e3o, nas minhas rela\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Agora \u00e9 investigar com mais consci\u00eancia que padr\u00f5es foram criados em mim a partir desses epis\u00f3dios traum\u00e1ticos e trabalh\u00e1-los para que eu flua mais leve nesta vida.<\/p>\n<p><em>* Lu Rabelo\u00a0\u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/cantadeiralu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cantadeira<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/jardimarteterapeutico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">arteterapeuta<\/a>, jornalista e editora do\u00a0<a href=\"http:\/\/portalfloresnoar.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Portal Flores no Ar.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Por Lu Rabelo* | (Dez\/2017) Ultimamente tenho ouvido bastante psic\u00f3logos e coaches falarem em &#8216;cren\u00e7as limitantes&#8217;. 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