

{"id":2873,"date":"2021-09-19T12:56:50","date_gmt":"2021-09-19T15:56:50","guid":{"rendered":"http:\/\/portalfloresnoar.hospedagemdesites.ws\/floresnoar\/?p=2873"},"modified":"2021-09-21T09:09:50","modified_gmt":"2021-09-21T12:09:50","slug":"por-que-celebrarmos-a-primavera-por-deyvid-galindo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/por-que-celebrarmos-a-primavera-por-deyvid-galindo\/","title":{"rendered":"&#8216;Por que celebrarmos a Primavera?&#8217;"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_40336\" aria-describedby=\"caption-attachment-40336\" style=\"width: 621px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-40336\" src=\"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/apple-blossom-1368187_640_pixabay-free.jpg\" alt=\"\" width=\"621\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/apple-blossom-1368187_640_pixabay-free.jpg 640w, https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/apple-blossom-1368187_640_pixabay-free-300x178.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 621px) 100vw, 621px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-40336\" class=\"wp-caption-text\">Imagem de <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/kie-ker-2367988\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1368187\">kie-ker<\/a> por <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1368187\">Pixabay<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>| <em>Por Deyvid Galindo*<\/em> |<br \/>\ndeyvidgalindo@gmail.com<\/p>\n<p><em>(Texto publicado originalmente em setembro de 2012)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cQuando entrar setembro e a boa nova andar nos campos&#8230;\u201d Beto Guedes<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em> \u201cOlhai os l\u00edrios dos campos, olhai os p\u00e1ssaros do c\u00e9u&#8230;\u201d Yeshua<\/em><\/p>\n<p>Este m\u00eas entramos na primavera no hemisf\u00e9rio sul. Embora desde crian\u00e7a tenha ouvido que n\u00e3o h\u00e1 tanta diferen\u00e7a nas esta\u00e7\u00f5es em nossa regi\u00e3o, por conta da proximidade com a linha do Equador, posso ver tudo florido por aqui, os p\u00e1ssaros parecem que comemoram e onde trabalho as pessoas est\u00e3o mais abertas, alegres e entusiasmadas (n\u00e3o sei se por conta da proximidade das elei\u00e7\u00f5es municipais).<\/p>\n<p>Atualmente costumamos observar menos os sinais do tempo. Temos nos encerrado em nossos redutos, empresas, apartamentos ou casas com muros e barreiras para n\u00e3o vermos o que havia antes de nossas ocupa\u00e7\u00f5es humanas e isso nos leva a crer que estamos isolados e n\u00e3o pertencemos \u00e0 natureza. O humano \u00e9 parte de uma rede, se ele sai de cena a rede continua. Creio que necessitamos conectar melhor com o que somos, natureza da mesma natureza, animais, plantas, minerais, vento, rios, etc., somos manifesta\u00e7\u00e3o como todas essas. O mesmo princ\u00edpio anima a tudo.<\/p>\n<p>Se cultiv\u00e1ssemos melhor nossa natureza, poder\u00edamos perceber que de mar\u00e7o para c\u00e1 o sol fez um trajeto aparente no horizonte. O ponto que ele nascia se deslocou mais para norte e de junho para c\u00e1 retornou ao leste. Pois bem, esse movimento da Terra nos leva a recordar que para diversas culturas da Terra (aqui h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o com o cultivo da terra) deram fundamental import\u00e2ncia a isso em seus ritos, mitos e sistemas de cren\u00e7as. Os hebreus na lua nova desse m\u00eas comemoram o ano novo, os incas tamb\u00e9m comemoravam por essa \u00e9poca seu ano novo que coincidia com o retorno do sol ao hemisf\u00e9rio sul.<\/p>\n<p>Se observarmos algumas das datas que marcam nosso calend\u00e1rio crist\u00e3o est\u00e3o intimamente relacionadas a esses ciclos. O Natal se d\u00e1 no solst\u00edcio de dezembro, as festas juninas, com muita consagra\u00e7\u00e3o s\u00e3o no solst\u00edcio de junho e a p\u00e1scoa acontece pr\u00f3ximo ao equin\u00f3cio de mar\u00e7o. Essas rela\u00e7\u00f5es certamente n\u00e3o se deram de maneira aleat\u00f3ria, mas estabeleceram uma continuidade a partir das festividades e marca\u00e7\u00f5es pr\u00e9-crist\u00e3s, festivais de colheita, de fecundidade, etc.<\/p>\n<p>Por que celebramos e marcamos esses momentos at\u00e9 hoje? O que a sabedoria dos nativos queria representar ao nos apresentar essas viv\u00eancias? Estamos t\u00e3o isolados, t\u00e3o separados, industrializados, acondicionados, etc. que n\u00e3o temos mais rela\u00e7\u00e3o nenhuma com a \u201cnatureza\u201d? Ou n\u00e3o ser\u00edamos parte da Terra e ela parte de n\u00f3s?<\/p>\n<p>Naturalmente que essas representa\u00e7\u00f5es e marca\u00e7\u00f5es estavam muito relacionadas com o cotidiano e as atividades dos nativos de toda parte, por\u00e9m de onde vem os frutos, sementes e vegetais que nos alimentamos? Estariam eles fora desses ciclos? E a \u00e1gua que bebemos? E o ar que respiramos? E o pr\u00f3prio sol que nos d\u00e1 vida e aquece? A vida \u201cmoderna\u201d teria nos retirado a possibilidade de comunh\u00e3o com os outros seres?<\/p>\n<p>Acredito que estamos fazendo um caminho de retorno. Na busca por um reequil\u00edbrio humano com a Terra e de transforma\u00e7\u00e3o espiritual e social por que estamos passando. Reconectar com os ciclos de tudo \u00e9 parte desse caminho.<\/p>\n<p>Tudo obedece a um ciclo no Universo. Esse \u00e9 o pr\u00f3prio movimento da vida. O ritmo de inspira\u00e7\u00e3o e expira\u00e7\u00e3o, expans\u00e3o e retra\u00e7\u00e3o, fluxo e refluxo. Assim \u00e9 nos organismos mais simples aos mais complexos. Os movimentos micro e macro obedecem a essa mesma correspond\u00eancia. O ciclo de transla\u00e7\u00e3o de planetas e estrelas, as fases da lua, os ritmos das mar\u00e9s, e assim uma lista intermin\u00e1vel que costumeiramente n\u00e3o damos muita aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Celebrar os ciclos \u00e9 perceber o nosso estar no mundo, no universo. \u00c9 nos colocarmos numa posi\u00e7\u00e3o de rever\u00eancia e conflu\u00eancia onde passamos a assumir nossa unicidade com tudo que h\u00e1, mesmo em nossa aparente separatividade. Tornamo-nos assim mais conscientes de n\u00f3s mesmos e de nossos pr\u00f3prios ciclos internos, dos ritmos de nossa intera\u00e7\u00e3o com tudo e todos. Reverenciamos e honramos a vida em todos os nossos semelhantes, desde a Terra com seus movimentos, at\u00e9 uma plantinha que nasce no nosso quintal.<\/p>\n<p>Quando olhamos para a manifesta\u00e7\u00e3o da forma na natureza podemos conectar imanentemente com o que \u00e9 imanifesto. No que existe percebemos o que \u00c9 verdadeiramente. Na realidade, temos uma p\u00e1lida intui\u00e7\u00e3o, mas nos enchemos com essa presen\u00e7a desde nosso interior e passamos a expressar isso em todas as nossas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Equin\u00f3cio da Primavera nos faz entrar em contato com essa por\u00e7\u00e3o de abertura e fecundidade, trazendo para fora o broto da semente que estava aquecida dentro da terra, recebendo a umidade e se preparando para a chegada da luz que a guiar\u00e1 para seu prop\u00f3sito mais alto. As flores s\u00e3o a manifesta\u00e7\u00e3o da ilumina\u00e7\u00e3o das plantas e de sua rever\u00eancia pelo retorno do Sol, \u00e9 uma oferenda da vida para o Grande Doador de Vida, que representa o Princ\u00edpio de Vida na M\u00e3e Terra, nosso querido Av\u00f4 Sol (como dizem as tradi\u00e7\u00f5es nativas).<\/p>\n<p>Nos abrimos \u00e0 vida e \u00e0 abund\u00e2ncia da luz novamente, como p\u00e1ssaros mitol\u00f3gicos que sa\u00edmos da escurid\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de caverna fria contra as intemp\u00e9ries do tempo de fora. Ap\u00f3s um per\u00edodo de internamento, recolhimento, hiberna\u00e7\u00e3o, em que tivemos a oportunidade de encontrar com nossos aspectos que precisam ser iluminados; ap\u00f3s um per\u00edodo em que precisamos vivenciar mortes e estagna\u00e7\u00f5es, ver as coisas mais lentas, aguardar um pouco, colocar na gaveta projetos e deixar que alguns de seus aspectos sigam com o vento, com as \u00e1guas; recome\u00e7amos agora, no momento de reequil\u00edbrio, de luz e sombra, for\u00e7a e delicadeza, criatividade e temperan\u00e7a. A crian\u00e7a est\u00e1 de volta. Pode correr pular e dan\u00e7ar, rodopiando com o sol e a lua, em paz com os opostos, se compreendendo melhor.<\/p>\n<p>Celebrar solst\u00edcios e equin\u00f3cios, pois, nessa perspectiva \u00e9 entrar em sintonia com a harmonia da natureza, que tem um tempo para tudo, lembrando-nos a Grande Lei, lembrando-nos o Princ\u00edpio, Grande M\u00e3e, Grande Pai, Aquele que \u00c9 o que \u00c9 (YHVH), o Sim e o N\u00e3o, o Alfa e o \u00d4mega, A Grande Alma, da qual tomamos parte e somos constitu\u00eddos.<\/p>\n<p>Nessa epifania de s\u00edmbolos e \u00edcones, as esta\u00e7\u00f5es, as fases da lua, os ritmos internos e externos s\u00e3o versos da Grande Poesia C\u00f3smica ou acordes da Grande Harmonia Celestial, da qual fazemos parte. Somos atuantes e atuados por essas mesmas for\u00e7as e trazendo-nos \u00e0 consci\u00eancia dessa Dan\u00e7a da Vida podemos bailar com mais leveza em meio \u00e0s intemp\u00e9ries, sem perder nosso centro e prop\u00f3sito, levando amor, pureza e harmonia para os semelhantes, cuidando melhor da nossa Casa Terra, de nossa Casa interna e da nossa crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Compreendendo-nos melhor podemos viver melhor e equilibrar o que precisa.<br \/>\nCelebremos, cantemos, dancemos a Vida! Abund\u00e2ncia de amor e luz para todos!<br \/>\nBem-vinda primavera! Yah\u00f4!<\/p>\n<p><em>*Deyvid Galindo Santos \u00e9 terapeuta hol\u00edstico, funcion\u00e1rio p\u00fablico e poeta. <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Por Deyvid Galindo* | deyvidgalindo@gmail.com (Texto publicado originalmente em setembro de 2012) \u201cQuando entrar setembro e a boa nova andar nos campos&#8230;\u201d Beto Guedes \u201cOlhai os l\u00edrios dos campos, olhai os p\u00e1ssaros do c\u00e9u&#8230;\u201d Yeshua Este m\u00eas entramos na primavera no hemisf\u00e9rio sul. 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