

{"id":20999,"date":"2015-05-25T17:41:59","date_gmt":"2015-05-25T20:41:59","guid":{"rendered":"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=20999"},"modified":"2015-05-25T17:46:08","modified_gmt":"2015-05-25T20:46:08","slug":"inconscieficente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/inconscieficente\/","title":{"rendered":"Inconscieficente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/maviael.melo.7?fref=ts\" target=\"_blank\">Por Maviael Melo<\/a><\/p>\n<p>Ele nem ia escrever mais nada, tinha passado da hora, tinha perdido o desejo e faltado \u00e0 escola naquele dia. Nem mesmo saberia dizer o que queria escrever. Sabia sim, falar do tempo perdido, sabia assim dizer do tempo sonhado, mas n\u00e3o queria estar sabendo. Na verdade, naquela manh\u00e3 n\u00e3o queria mesmo era saber de nada. Era uma manh\u00e3 de Sol ardente e normal, com um Sol nosso de cada dia, efervescente&#8230; E essa coisa de se dizer na verdade, \u00e9 pura literatura. Naquela manh\u00e3 de fato, reprisava na TV uma s\u00e9rie comemorativa da Paix\u00e3o de Cristo; era o per\u00edodo da quaresma: \u2013 \u201c<i>O que \u00e9 a verdade? Onde est\u00e1 a verdade&#8230;? Existem tantos homens com opini\u00f5es contradit\u00f3rias, que julgam apregoar a verdade. Onde est\u00e1 afinal a verdade?\u201d<\/i><\/p>\n<p>Essas palavras de P\u00f4ncio n\u00e3o lhe diziam nada tamb\u00e9m. Desligou a TV e foi ao quarto de sua m\u00e3e, a cama estava feita. Ou nem tinha sido desfeita.<\/p>\n<p>&#8211; <i>Havia dormido fora? <\/i><\/p>\n<p>Pensou! Ou, quem sabe, nem tivesse dormido. Estava a visitar alguma tia, quem sabe n\u00e3o havia, enfim, resolvido sair para uma balada como ele sempre insistia, cansado de v\u00ea-la ali, pensando no tempo e cuidando dele como se ainda fosse aquele menino de quatro anos, como se ainda o acompanhasse pela cal\u00e7ada, enquanto se aprendia os primeiros passos, ou tentando proteg\u00ea-lo das primeiras quedas ao andar de bicicleta, assoprando em cada raladura de joelho.<\/p>\n<p>Coisas de m\u00e3e, que havia um tempo, j\u00e1 vinha percebendo que algo mudara nos ares da casa e no menino, com seu desejo intenso de sair no mundo e flutuar, como nos momentos em que se ausentava por eternos minutos, deixando-a preocupada. Sonhava pa\u00edses distantes e povos diferentes, l\u00ednguas e h\u00e1bitos, outras culturas, fazia viagens imagin\u00e1rias e isso tamb\u00e9m a intrigava, para ela, um passado presente se mostrava nas atitudes do filho, algo ali memorava um tempo bom. Mas isso \u00e9 a hist\u00f3ria dela.<\/p>\n<p>O menino. Ganhara de Marcelo, o padrasto, uma biblioteca razo\u00e1vel para a sua idade. Duas pranchas: Portas reutilizadas de um guarda-roupa velho de seu av\u00f4, que formavam um grande L na parede do seu quarto, onde algumas veredas de Guimar\u00e3es dialogavam com capit\u00e3es, das areias de Jorge, o t\u00e3o amado, sempre a se perguntar: E Agora Drummond? Cad\u00ea Jos\u00e9? Isso em um pouco mais de 300 t\u00edtulos cuidados zelosamente por quem, al\u00e9m de gostar, se dera, e era pelas palavras, muito al\u00e9m do seu tempo. Em andamento, \u00e0 leitura de um certo Irm\u00e3o Alem\u00e3o, que Chico contava, (imaginara tamb\u00e9m ter um irm\u00e3o por a\u00ed, e n\u00e3o o queria Alem\u00e3o, nem Argentino). Visualizava em seus instantes inertes, montanhas a percorrer, em trilhas repletas de conhecimentos. Se percebia dentro de uma floresta de letras e palavras. E, em cada passada uma nova letra a se transportar e misturar-se a outras, criando ali suas palavras \u00fanicas e pessoais.<\/p>\n<p><i>&#8211; Alguns <sup>(<b>*)<\/b><\/sup>\u201c<b>Desacebispoconstantinoplantonizadores<\/b>\u201d iluminavam o caminho, ao mesmo tempo em que agrupavam cada palavra criada, eram tamb\u00e9m instrumentos de aglomera\u00e7\u00f5es verbais. Se por alguma coisa ou momento, uma palavra se rebelava e se opunha \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de outras conjuga\u00e7\u00f5es adjetivas, eram desses instrumentos a tarefa de revis\u00e3o e reedi\u00e7\u00e3o de ora\u00e7\u00f5es postas em cada caminhada<\/i>.<\/p>\n<p>Haver\u00e1 quem afirme que tal instrumento n\u00e3o exista e nem tenha sido inventado, mas como bem foi dito, era do menino criar e inventar. Um dia, numa dessas viagens disse ter encontrado amigos liter\u00e1rios com quem manteve di\u00e1logos importantes e direcionadores para a decis\u00e3o que se precisou tomar naquela manh\u00e3.<\/p>\n<p><i>&#8211; Esse menino tem manias que me lembram um passado muito presente. <\/i>Dizia sua m\u00e3e, que via no filho a \u00fanica for\u00e7a de buscar tamb\u00e9m uma edi\u00e7\u00e3o sua, passada. E sempre que o via ali em frente \u00e0 TV, ou na mesa a olhar o prato, como se fosse um jogo de b\u00fazios, uma tela de um futuro que ningu\u00e9m saberia falar, nem em suposi\u00e7\u00f5es. Pensava ent\u00e3o nas lembran\u00e7as e no n\u00e3o mais menino que estava a criar coisas. Algo naquele espa\u00e7o era conjunto, mas somente ele poderia entender, afinal era dele, desde menino, saber de coisas que a ningu\u00e9m mais interessava. Era dele criar hist\u00f3rias, personagens e acima de tudo, palavras. Um criador delas, auto intitulado e pensante&#8230; \u2013 O Inventador de palavras!<\/p>\n<p>As deriva\u00e7\u00f5es das ideias do menino, sempre foram \u00e0 deriva. Nunca houve sistematiza\u00e7\u00e3o de nenhuma nova palavra surgida. Nem sempre saberia ou poderia, nunca teria certeza, ser ou n\u00e3o essa palavra de fato nova. Quem poderia garantir, que em outro canto qualquer, algu\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o a teria feito, ou tido a ideia? Quem saber\u00e1 falar das palavras sem d\u00favidas sobre de onde realmente vieram?<\/p>\n<p><i>&#8211; Quem nos garantir\u00e1 que de Mar, n\u00e3o saiu o Maranh\u00e3o? Ou n\u00e3o!<\/i><\/p>\n<p>Brincava sempre, pensando muito mais al\u00e9m, era a sua busca, numa leitura di\u00e1ria que aumentava ainda mais sua curiosidade, bem como todo o vocabul\u00e1rio abastecido, em cada momento, preso \u00e0s diversas palavras como sempre se dava. Foi assim desde a primeira vez que experimentou mex\u00ea-las numa aula de Fonema e Morfologia, ou outro assunto qualquer, ligado \u00e0s tantas conjun\u00e7\u00f5es alternativas dos dias que sempre lhe mostravam outras verdades. Foi sempre dele querer saber. Desde menino.<\/p>\n<p>Os olhares pequenos dos alunos se encantavam com a professora Maroquinha, que brincava com as palavras, fazendo sempre um complemento em cada interven\u00e7\u00e3o da turma. Feito uma grande repentista, improvisava dentro da l\u00edngua como se fosse a pr\u00f3pria. Nessa mulher, ele come\u00e7ou sua viagem <i>\u201cmorfol\u00f3gica e sint\u00e9tica, numa sem\u00e2ntica autodidata com o fonema hist\u00f3rico da <sup>(*)<\/sup><\/i><i> \u201c<\/i><b><i>Nauagramaficia\u201d<\/i><\/b><i> pessoal\u201d<\/i>.<\/p>\n<p>A professora Maroquinha era uma senhora dos seus quase cinquenta, em tons de coisas boas, uma <sup>(*) \u201c<\/sup><b><i>Ontof\u00edgie<\/i><\/b>\u201d. N\u00e3o era natural dali. Tinha vindo numa dessas enchentes raras, que dispersam gentes e conjugam outras. Perdeu o marido e o filho na viagem e a \u00fanica pe\u00e7a restante do lar, era um dicion\u00e1rio velho e esfarrapado, amarelado pelo tempo e marcado pela dor da <sup>(*) <i>\u201c<\/i><\/sup><b><i>Prodoscopia<\/i><\/b><i>\u201d <\/i>dessa mulher, que viveu outras secas, que ao se encontrar em lugar alheio, sem ningu\u00e9m, abriu-se em l\u00e1grimas no desaguar de uma bela hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Soube-se tamb\u00e9m depois, que tinha fam\u00edlia nas bandas do grande vale, entre as pedras e rios dos estados de Pernambuco-Bahia-Alagoas, fala-se que por l\u00e1 morrera seu pai, um desses Ferreiras hist\u00f3ricos, desbravadores de palavras e atos, junto com a m\u00e3e, mulher forte e faceira, que largara tudo para se aventurar em conquistar palavras por a\u00ed, Marias Bonitas. Cresceu em Ato Valente, consciente de que apenas dela dependeria o caminhar na vida. Por isso, desde cedo se deu aos textos liter\u00e1rios e \u00e0 curiosidade de saber o porqu\u00ea de cada palavra dita. Tinha na carga gen\u00e9tica a quem de fato puxar. Desbravadora e Forte que era.<\/p>\n<p>Foi numa aula da professora Maroquinha que o menino se encontrou, o nosso inventador. Numa busca entre os labirintos do mundo, encabe\u00e7ado por Zaratrustas precoces, Sartres prematuros e Saramagos antecipados. Algo nela o atra\u00eda. Terminada a aula, depois de guardar o material junto com a lista de presen\u00e7a dos alunos, arquivava os planos de aulas, bebia agua e saia a fumar um cigarro (rotina di\u00e1ria, dela), catava a bolsa e se despedia um a um dos presentes, uma a uma, em g\u00eaneros, era da luta. Passava pelo p\u00e1tio da escola a falar com todos numa rotina educada e simples. Naquela manh\u00e3 alguma coisa seria diferente, e ele viu naquela mulher o caminho para saber mais, ela nem o percebia, ainda.<\/p>\n<p>O caminho de volta para casa era simples e sem muita demora, coisa das nossas cidades interioranas, tipo aqui, onde se passa essa nossa hist\u00f3ria, n\u00e3o \u00e9 diferente: Tipo assim: cidade de duas ou tr\u00eas ruas. Cabe aqui uma reflex\u00e3o filos\u00f3fica do menino:<\/p>\n<p>&#8211; \u00a0<i>Em si tratando de Cidades e Ruas apertadas, diria assim entre olhares distintos e de v\u00e1rios aspectos que uns s\u00e3o caminhos, outros diretrizes. Citaria prov\u00e9rbios e contaria palavras a decifrar c\u00f3digos, entre as ruas e as cidades, sem nem sabe-las ou precisar. \u00c0s vezes. <\/i><\/p>\n<p><i>Caberia sim uma reflex\u00e3o de tempos. N\u00e3o verbais, n\u00e3o usuais, de tempos apenas, que vos conduziria ao <b><sup>(*)<\/sup><\/b> \u201c<\/i><b><i>Propenilatifundic\u00eandio<\/i><\/b><i>\u201d das vontades de seguir sempre nessa <b><sup>(*)<\/sup><\/b> <\/i><b><i>\u201cProsodileta\u201d<\/i><\/b><i> que n\u00e3o \u00e9 <b><sup>(*)<\/sup><\/b> <\/i><b><i>\u201cRazinfazivel\u201d, <\/i><\/b><i>pois carrega em si o<b> <\/b><b><sup>(*)<\/sup><\/b><\/i><b><i> \u201cTruliel\u201d <\/i><\/b><i>dos t\u00e3o preciosos momentos das nossas diversas <b><sup>(*)<\/sup><\/b> <\/i><b><i>\u201cTap\u00edculas\u201d<\/i><\/b><i> sonhadoras\u201d e a<\/i>ssim sendo, deixo-vos com um <b><sup>(*)<\/sup><\/b><b> \u201c<\/b><b>Complescente\u201d, <\/b>e o carinho de um sereno \u00a0<b><sup>(*)<\/sup><\/b><b> <\/b><b>\u201cOfiner\u00e1rio\u201d,<\/b> atencioso e coerente em suas lembran\u00e7as entre os<b> <\/b><b><sup>(*)<\/sup><\/b><b> <\/b><b>\u201cEnteclaves\u201d, <\/b>dessas inevit\u00e1veis <b><sup>(*)<\/sup><\/b><b> \u201cEdufa\u00e7\u00f5es\u201d.<\/b><\/p>\n<p>Era dele sonhar, j\u00e1 foi dito. Por isso ent\u00e3o, tinha de ser dele, a forma\u00e7\u00e3o original do <b>Centro Comunit\u00e1rio de Palavras e Verbos Ainda N\u00e3o Criados \u2013 CCPVANC<\/b>. Associa\u00e7\u00e3o sem fins nenhum, nem donos, que nada devia \u00e0quelas tantas outras, com suas devidas vantagens, propor\u00e7\u00f5es e desvantagens. Enquanto algumas se faziam por outros esquecidos, essa se abastecia, por se alimentar das palavras dos futuros <b><sup>(*)<\/sup><\/b><b><i> <\/i><\/b><b>\u201cDesesquecidos\u201d<\/b>, e ainda outras mais palavras, que simplesmente sonhavam em ser palavras. E assim procedeu, criando a sonhar, se perdendo em dial\u00e9ticas constru\u00e7\u00f5es&#8230; Nada besta esse menino! Me fazendo agora ter que anexar um gloss\u00e1rio, para n\u00e3o deixar passar a inten\u00e7\u00e3o do seu ato naquela manh\u00e3 do come\u00e7o dessa hist\u00f3ria de <b><sup>(*)<\/sup><\/b><b><i> <\/i><\/b><b>\u201cInterpalavren\u00e7\u00e3o\u201d.<\/b><\/p>\n<p>Em tempo: Interpondo um pedido \u00e0 Academia Brasileira de Letras, o menino conseguiu uma autoriza\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria por tempo ainda indeterminado, para distribuir em aberto um Dicion\u00e1rio de Inven\u00e7\u00f5es Verbais &#8211; DIV, publicado pelo <b>Centro Comunit\u00e1rio de Palavras e Verbos Ainda N\u00e3o Criados \u2013 CCPVANC<\/b>, conforme Ata de Reuni\u00e3o datada de 08 de agosto do ano constitucional de 1988.<\/p>\n<p>Segue parte do dicion\u00e1rio do menino que interessa para este texto:<\/p>\n<p><b>Dicion\u00e1rio de Inven\u00e7\u00f5es Verbais &#8211; DIV<\/b><\/p>\n<p><b>Inconscieficente \u2013 <\/b>Pessoa que inventa palavras (Brincador das letras)<b><\/b><\/p>\n<p><b>Desacebispoconstantinoplantonizadores<\/b> \u2013 Iluminadores, reeditores, encaminhadores&#8230;<\/p>\n<p><b>Nauagramaficia<\/b> \u2013 Ato de escrever disfar\u00e7ando as palavras (f)<\/p>\n<p><b>Ontof\u00edgie<\/b> \u2013 Figura antiga (f)<\/p>\n<p><b>Prodoscopia<\/b> \u2013 produ\u00e7\u00e3o de copias disfar\u00e7adas (f)<\/p>\n<p><b>Propenilatifundic\u00eandio<\/b> \u2013 Combust\u00e3o muito forte (f,m)<\/p>\n<p><b>Prosodileta<\/b> \u2013 Conversa boa (f)<\/p>\n<p><b>Razinfaz\u00edvel<\/b> \u2013 Sem raz\u00e3o nenhuma (f,m)<\/p>\n<p><b>Truliel<\/b> \u2013 Bornal para coisas boas (m)<\/p>\n<p><b>Tap\u00edcula<\/b>\u00a0 &#8211; Casa de taipa pequena (f)<\/p>\n<p><b>Complescente<\/b> \u2013 Um comprimento inocente (f,m)<\/p>\n<p><b>Ofiner\u00e1rio<\/b> &#8211; Quem escreve em di\u00e1rio profissionalmente (m)<\/p>\n<p><b>Enteclaver<\/b> \u2013 Prevenir atrav\u00e9s do som (f,m)<\/p>\n<p><b>Edufa\u00e7\u00e3o<\/b> \u2013 Ato de se perder nas palavras, evaporar pensamentos (f,m)<\/p>\n<p><b>Desesquecido<\/b> \u2013 Aquele que n\u00e3o poderia esquecer nunca. (f,m)<\/p>\n<p><b>Interpalavren\u00e7\u00e3o<\/b> \u2013 (1) Rela\u00e7\u00e3o entre duas pessoas com palavras e tempos distintos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maviael Melo Ele nem ia escrever mais nada, tinha passado da hora, tinha perdido o desejo e faltado \u00e0 escola naquele dia. Nem mesmo saberia dizer o que queria escrever. Sabia sim, falar do tempo perdido, sabia assim dizer do tempo sonhado, mas n\u00e3o queria estar sabendo. 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