

{"id":20383,"date":"2015-03-30T21:00:41","date_gmt":"2015-03-31T00:00:41","guid":{"rendered":"http:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/?p=20383"},"modified":"2015-03-30T21:00:41","modified_gmt":"2015-03-31T00:00:41","slug":"documentario-malucos-de-estrada-ii-cultura-de-br","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalfloresnoar.com\/floresnoar\/documentario-malucos-de-estrada-ii-cultura-de-br\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio &#8216;Malucos de Estrada II &#8211; Cultura de BR&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FkNQzECkvF0\" height=\"315\" width=\"560\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Document\u00e1rio filmado em 19 estados do Brasil mostra a cultura da \u201cmalucada\u201d, onde o que importa \u00e9 ser livre<\/strong><\/em><\/p>\n<pre>Por Adriana Delorenzo\r\n<a href=\"http:\/\/www.revistaforum.com.br\/blog\/2015\/03\/malucos-de-estrada-quem-sao-esses-hippies-brasileiros\/\" target=\"_blank\">Fonte: http:\/\/www.revistaforum.com.br\/blog\/2015\/03\/malucos-de-estrada-quem-sao-esses-hippies-brasileiros\/<\/a><\/pre>\n<p><em>Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Um pano, artesanato, a p\u00e9, de bike, de carona, n\u00e3o importa como. Quando chegam a uma cidade \u00e9 para a \u201cpedra de maluco\u201d que eles v\u00e3o. Assim \u00e9 chamado o local onde os \u201chippies\u201d exp\u00f5em seus trabalhos feitos com arame, cer\u00e2mica, sementes, cascas, penas, madeira, entre outros materiais.<\/p>\n<p>Embora conhecidos como hippies, n\u00e3o \u00e9 assim que eles se reconhecem. \u201cDesfolclorizar\u201d esse \u201chippie\u201d brasileiro \u00e9 o que faz o document\u00e1rio \u201cMalucos de Estrada\u201d. \u201cO maluco \u00e9 um canibal cultural, um antrop\u00f3fago. Seu caminhar, sua rota o define. As culturas com as quais t\u00eam contato, as diferentes pessoas que atravessam seu caminho, as geografias que ele percorre, tudo isso cria um ser \u00fanico, paradoxal e multifacetado\u201d, explica o diretor do filme Rafael Lage, do coletivo Beleza da Margem.<\/p>\n<p>Os depoimentos do document\u00e1rio revelam quem s\u00e3o e o que \u00e9 a \u201ccultura da malucada\u201d. H\u00e1 relatos de quem tinha casa, fam\u00edlia, estudo, e saiu para o mundo, com a cara e a coragem. \u201cSer maluco \u00e9 tra\u00e7ar uma rota e ir.\u201d \u201cQuando voc\u00ea fica livre, voc\u00ea v\u00ea como \u00e9 oprimido\u201d. \u201cA gente vive num mundo onde tudo \u00e9 podado, n\u00e3o somos livres.\u201d Estas s\u00e3o algumas frases que indicam o que querem ao levar uma vida n\u00f4made, sem casa e trabalho tradicional.<\/p>\n<p>\u201cImportante dizer, o maluco \u00e9 um ser, mas \u00e9 tamb\u00e9m um estar. Voc\u00ea pode ter viv\u00eancias na maluqu\u00eas, sem necessariamente ter isso como uma identidade definidora. J\u00e1 alguns se definem dessa forma. Mas n\u00e3o \u00e9 a pessoa que vai dizer \u2018eu sou maluco\u2019, quem diz isso s\u00e3o as suas atitudes no dia a dia, elas falam por voc\u00ea. E a\u00ed surge essa express\u00e3o t\u00e3o comum no universo da malucada, que \u00e9 a \u2018atitude de maluco\u2019\u201d, completa Lage.<\/p>\n<p>Para filmar o document\u00e1rio, foram percorridos 19 estados em cinco anos e feitas aproximadamente 300 entrevistas. O projeto foi poss\u00edvel gra\u00e7as a uma campanha de financiamento colaborativo, que arrecadou cerca de 65 mil reais de 2.072 pessoas, de 26 estados do pa\u00eds. \u201cO document\u00e1rio nunca teve roteiro, foi um processo de pesquisa e auto-antropologia sobre o movimento. A p\u00e9, de bicicleta, carro, barco e avi\u00e3o, c\u00e2mera na m\u00e3o, um bom microfone e um desejo profundo de trazer \u00e0 tona algo que nunca havia sido percebido pela massa da sociedade. \u00c9 uma bomba semi\u00f3tica\u201d, diz Lage.<\/p>\n<p>Repress\u00e3o em BH: onde tudo come\u00e7ou<br \/>\nAs filmagens come\u00e7aram mais como uma arma do que com a expectativa de se tornar um document\u00e1rio. Segundo Lage, de 2009 a 2012, o foco era o midiativismo. O objetivo era denunciar a atua\u00e7\u00e3o dos fiscais da prefeitura de Belo Horizonte e da Pol\u00edcia Militar do estado de Minas Gerais. \u201cNesta \u00e9poca, era comum que as opera\u00e7\u00f5es da prefeitura acabassem com a apreens\u00e3o de bens pessoais (como mochilas, barracas de camping, roupas e material de higiene), al\u00e9m dos artesanatos e ferramentas dos artes\u00e3os. Quando o artes\u00e3o acusava o furto institucionalizado, era preso por desacato. Perante o juiz, era a palavra de um artes\u00e3o contra a de policiais e fiscais, que quase sempre combinavam suas vers\u00f5es inver\u00eddicas sobre os fatos\u201d, relata Lage.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s acompanhar 18 opera\u00e7\u00f5es da prefeitura, ele fez um document\u00e1rio, onde re\u00fane \u201cflagrantes cenas de ilegalidade dos agentes p\u00fablicos\u201d. O v\u00eddeo foi entregue ao Minist\u00e9rio P\u00fablico. \u201cForam realizadas tr\u00eas audi\u00eancias p\u00fablicas sobre o tema e o MP abriu um inqu\u00e9rito e em parceria com a Defensoria P\u00fablica de Minas Gerais, processamos a prefeitura de Belo Horizonte com uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica. Em 2012, a justi\u00e7a de Minas Gerais, proferiu uma liminar que garantiu o direito de livre express\u00e3o nas ruas da cidade e ordenou a devolu\u00e7\u00e3o de todos os artesanatos apreendidos.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m de mostrar a cultura, o filme dialoga com os problemas enfrentados por quem busca essa forma de vida, como a repress\u00e3o que os artes\u00e3os da Pra\u00e7a Sete, em BH, sofreram. \u201cCom o tempo, percebemos que n\u00e3o bastava denunciar a viol\u00eancia do Estado, pois ela, em sua raiz, era fruto do preconceito e do enorme desconhecimento da sociedade sobre quem s\u00e3o estas pessoas. Ent\u00e3o t\u00ednhamos tamb\u00e9m de mostrar a cultura, trazer \u00e0 tona a realidade desse universo cultural e foi assim que surgiu a trilogia Malucos de Estrada\u201d, conclui Lage.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Document\u00e1rio filmado em 19 estados do Brasil mostra a cultura da \u201cmalucada\u201d, onde o que importa \u00e9 ser livre Por Adriana Delorenzo Fonte: http:\/\/www.revistaforum.com.br\/blog\/2015\/03\/malucos-de-estrada-quem-sao-esses-hippies-brasileiros\/ Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o Um pano, artesanato, a p\u00e9, de bike, de carona, n\u00e3o importa como. Quando chegam a uma cidade \u00e9 para a \u201cpedra de maluco\u201d que eles v\u00e3o. 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