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Sol em trígono com Urano, por Haroldo Barros

(texto publicado originalmente em http://haroldobarros.wordpress.com/)

Há uma interessante história que vale a pena conhecer.

Na década de 70, um grupo de pesquisadores liderado pelo biólogo Lyall Watson realizou uma interessante experiência, com resultados científicos, no mínimo, significativos. Em um pequeno arquipélago do Pacífico, habitavam inúmeras tribos de macacos espalhados por dezenas de ilhotas. Esses primatas dispunham de dois alimentos: bananas, que colhiam nas bananeiras espalhadas pelas ilhas ou batatas doces, que não consumiam porque não sabiam como limpá-las da terra que as cobria, ao serem arrancadas do solo. Os pesquisadores experimentaram ensinar alguns dos macacos a limpar as batatas doces, treinando-os a lavá-las nas águas de um riacho, o que fez com que passassem a consumir prazerosamente as batatas. Ao observar o comportamento dos companheiros, os outros macacos igualmente aprenderam a limpar as batatas e esse aprendizado foi sendo repassado de indivíduo para indivíduo do grupo. Quando um determinado número de macacos (aproximadamente cem) conhecia a técnica de lavar as batatas, subitamente todos os outros macacos da ilha e, mais surpreendente, todos os macacos das outras ilhas passaram a fazer a mesma coisa.

De alguma maneira, até hoje não explicada, a informação foi transmitida para todos os indivíduos que tinham a mesma necessidade.

Esse fenômeno ficou conhecido como a Síndrome do Centésimo Macaco.

Lyall Watson relatou suas experiências no livro Lifetide: a Biology of the Unconscious, publicado em 1979.

Há uma possível relação entre as pesquisas de Watson com as proposições de Rupert Sheldrake, sobre os campos de ressonância mórfica, e com as teorias de Carl Jung, sobre o inconsciente coletivo.

Talvez isso nos possa servir de reflexão, independentemente das possíveis explicações (científicas, místicas ou parapsicológicas) para o evento.

Muitas vezes desistimos de nossos sonhos e nossos objetivos, mesmo acreditando neles, por imaginar que outros não lhe darão o mesmo crédito; esquecemos que, assim como no caso dos cem macacos, a Verdade irá se impor às mentes e aos corações dos Homens, sempre que você estiver disposto a acreditar nisso.

Neste dia 31 de Julho, ocorre um importante evento astrológico: o trígono (ângulo de cento e vinte graus) entre o planeta Urano, aos oito graus do signo de Áries, e o Sol (aos oito graus do signo de Leão), indicando a possibilidade de acionar a nossa própria capacidade de sonhar e acreditar, fazendo reativar idealismos adormecidos e o sentimento de humanitarismo. Será possível o resgate da conexão entre os homens, de coração para coração, de mente para mente.

Se você tem um daqueles sonhos malucos, que parecem inverossímeis, impossíveis, o verdadeiro delírio de um visionário, mas que é aquilo em que você acredita, embora às vezes até finja não acreditar, aproveite o momento para expressá-lo para o mundo inteiro. Por incrível que pareça, toda a Humanidade vai estar interessada em ouvi-lo. E aí, de repente, você talvez venha a perceber que aquele sonho, tão maluco, não era exclusividade sua: outros loucos, ao redor do planeta, também o nutriam, secretamente, sem coragem para abrir o coração e revelá-lo.

Muitas vezes foi assim que as grandes idéias puderam se concretizar, ao longo da História, com a coragem de um doido que teve a visão mais ampla do que o comum dos mortais e, mesmo tachado de louco, sem juízo ou insano, teve a determinação de ir adiante, desencadeando forças em seu interior de cuja existência nem suspeitava, até perceber que outros loucos (outros macacos?) o seguiam. E lembre-se: diante da realização de qualquer projeto, há sempre um preço a pagar e um trabalho árduo a ser realizado.

E não tenha medo de frustrar suas esperanças, pois o frustrado não é aquele que não consegue, mas sim aquele que não esgotou as possibilidades para conseguir.

A revolução para a Consciência Planetária se dará em revoluções individuais que, aos poucos, irão contagiando as outras individualidades. Portanto, não fuja do campo antes do fim do jogo e lembre-se do que nos ensinou o grande cineasta Akira Kurosawa: “Num mundo louco, só os loucos podem ser considerados sãos”.

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