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‘A Saúde para a Psicoterapia Reencarnacionista’

Por Mauro Kwitko*
(http://www.maurokwitko.com.br/site/)

Para a Psicoterapia Reencarnacionista, o conceito de Saúde é mais amplo do que foi considerado até hoje: o grau de Saúde implica no grau de obediência do nosso Ego (persona) ao nosso Espírito e aos nossos Mentores Espirituais. Então, Saúde é isso: obediência, submissão e humildade ao Superior. E Doença é o oposto: rebeldia, egocentrismo e vaidade.

A Saúde Perfeita é a completa obediência da nossa persona ao comando superior e Doença Absoluta é a total autonomia desse nosso aspecto terreno. Entre a Saúde Perfeita e a Doença Absoluta existem milhares de graduações e cada um de nós deve avaliar onde se encontra e isso passa pelo número de vezes em que falamos ou pensamos em “eu”.

Há pouco tempo atrás chamava-se de Saúde apenas à ausência de sintomas desagradáveis a nível físico, tais como dores, limitações, sensações, etc. Para a Medici­na oficial, a Medicina do corpo físico, o foco é fazer desaparecerem, da maneira mais rápida possível, os sintomas e os sinais desagradáveis do corpo do paciente pelo uso de medicamentos químicos (como os cor­ticosteróides, os antibióticos, os anti-inflamatórios, etc.), que apenas impedem os sintomas e os sinais de manifestarem-se, ou extirpando-se a parte afetada. Mais modernamente, am­pliou-se essa definição para a também ausência de sintomas desagradáveis a nível psíquico, como ansiedade, raiva, tristeza, etc. Para a Medicina Psíquica o importante é que o paciente liberte-se ou melhore da ansiedade, da tristeza, da mágoa, da raiva, etc., atualmente com o uso frequente de substâncias químicas. Ambas as maneiras de encarar e tratar os doentes, estão corretas dentro do seu ponto de vista, e são muitíssimo úteis, quando não imprescindíveis. Embora, na Medicina física, na maioria das vezes, sejam apenas ações paliativas, não se pode negar a sua eficiência nas urgências e emergências, onde ela reina soberana. Mas para curar realmente, numa ação mais profunda, ela não é apropriada, devido ao seu foco apenas físico. A Medicina Psíquica auxilia e consola as pessoas, lhes dá apoio e nutrição, muitas vezes pode fazer com que os conflitos psíquicos pessoais ou relacionais realmente melhorem. A nossa restrição a ela é que uma Terapia psíquica das personas e seus conflitos, prendendo-as ainda mais em um raciocínio limitado aos rótulos do corpo físico e das relações inter-pessoais.

A Psicoterapia Reencarnacionista é uma terapia da libertação dos rótulos, libertação do comando da persona sobre o Espírito e quer que nos aproximemos o mais possível da Saúde Perfeita, e passemos do “eu” para o “nós”, como já conseguiram e deram esse exemplo grandes Mestres e Mestras que passaram aqui pela Terra ou ainda aqui se encontram. E então, o critério de Saúde amplia-se enor­memente, pois implica no compromisso da personalidade terrena com a sua Essência, ou seja, na nossa responsabilidade em relação ao projeto en­carnatório evolutivo do nosso Eu Real.

A ausência de sinais ou sintomas físicos ou psíquicos, ou a não percepção deles, não implica em Saúde, pelos critérios da Psicoterapia Reencarnacionista. Nela, a visão do ser humano transcende a persona, aprofunda-se em seus aspectos espirituais e no grau de aproveitamento de sua encarnação, a partir dos objetivos evolucio­nistas. A visão habitual de saúde ou de doença extrapola, então, o corpo e o psiquismo, e os critérios abordados para o diagnóstico e prognóstico passam a ser as motivações existenciais, a compreensão da existência en­carnada, do retorno à vida encarnada na infância, dos gatilhos e das armadilhas.

A avaliação do grau de Saúde de uma pessoa é feita a partir da intensidade com que ela é controlada pela sua “versão persona”, ou seja, como é o seu raciocínio equivocado a respeito das coisas de sua vida. Algumas vezes, encontramos pessoas que quase não apresentam manifestações desagradáveis a nível físico, sendo aparentemente saudáveis. Vistas, porém, pela ótica da Psicoterapia Reencarnacionista, estão em um estágio em que os sinais e os sintomas ainda não apareceram mas não tardarão, pois avaliando-se pelo raciocínio espiritual, observa-se egoísmo, egolatria, uma tendência materialista, etc. É o caso, as vezes, de pessoas “bem-sucedidas” e “saudáveis”, com amplo predomínio de sua persona. Mas em breve surgirão a nível físico as manifestações de seus erros e enganos psíquicos e espirituais. E também é o caso de pessoas também egocêntricas, as magoáveis, as que sentem-se rejeitadas, as que sofrem de auto-piedade, as solitárias, etc. que em breve sofrerão disso em seu corpo físico.

Enquanto os desequilíbrios encontram-se no nível psíquico ou dentro da­quela categoria de sintomas físicos ainda não detectáveis pelos exames diagnósticos, são de prognóstico mais favorável, desde que abordados adequadamente, ou seja, a partir da busca da causa dessas manifestações e da necessidade, por parte daquela pessoa, de uma correção na sua maneira de enxergar a sua infância e a sua vida. Quando as manifestações passam do corpo mental para o corpo emo­cional, deste para o duplo etérico e daí para o físico, ou seja, os erros e os enganos, a ignorância e a miopia existencial somatizam-se, condensam-se, fi­xam-se no corpo visível, aí então o prognóstico torna-se mais sombrio e o tratamento mais difícil. E aí pode ser necessária a Medicina oficial, do corpo físico, que lida com as consequências, não com as causas. Quando chega nesse ponto, muitas vezes, o veículo precisa ir para a oficina. E o motorista deve parar e meditar. Meditação é acalmar o pensamento e como esse é um atributo do Ego, meditar significa ir retirando o poder dessa parte infantil sobre nós e abrindo espaço para que nossa Essência possa penetrar e começar a nos dirigir.

O importante, para a Psicoterapia Reencarnacionista, é encarar e tratar as pessoas a partir dos seus aspectos mentais (pensamentos), que criam e mantém os aspectos emocionais (sentimentos), o que abrange a sua visão a respeito da vida, a sua interpretação equivocada dela, da sua própria existência e objetivos. A Psicoterapia Reencarnacionista, sendo uma terapia que tem seu foco nos pensamentos das pessoas, tem a capacidade de poder modificar o raciocínio que os doentes físicos ou psíquicos têm de sua infância, de sua vida, e dos coadjuvantes de sua atual encarnação. Por isso, ela consegue, em pouco tempo, mudar o enfoque a respeito disso e com essa mudança, diminuir naturalmente os sentimentos que estavam atrelados ao equívoco e as doenças físicas que originaram-se deles.

A maior parte das doenças físicas têm origem no nosso raciocínio (entendimento) a respeito das relações conflitantes com os pais ou outras pessoas na infância ou durante a vida, o que geralmente já vêm de encarnações passadas, e por isso veio para a Terra essa nova maneira de enxergar a realidade espiritual do ser humano (um novo entendimento), a partir da priorização da busca da verdadeira visão, a da nossa Essência, e da noção de temporalidade das nossas personas e as suas ilusões. A Psicoterapia Reencarnacionista é a terapia da libertação da visão personal, que faz parte das armadilhas da encarnação, ela é a terapia da submissão, da obediência, da humildade, da evolução espiritual, e isso só é possível se nos libertarmos do comando do nosso Ego, da nossa persona e o passarmos para o nosso Espírito.

Os membros de uma família são Espíritos reencarnantes próximos, com finalidades kármicas (lições não aprendidas) e os rótulos que assumem são apenas rótulos temporários, são apenas papéis. O mau aproveitamento da encarnação e as doenças psíquicas e físicas decorrentes, vem da não-compreensão disso. Nas terapias realizadas no pe­ríodo inter-encarnações, as frases mais comuns dos desencarnados fracassados são: “Ah, se eu tivesse me lembrado…” ou “Ah, se eu soubesse…”. Então deve­mos lembrar agora o que estamos fazendo aqui, porque viemos nessa família, com esse pai, essa mãe, porque encontramos esse marido, essa esposa, porque trouxemos do Astral esse filho, etc. Devemos lembrar que reencarnamos para evoluir, desenvolver, purificar o nosso pensamento e, por decorrência, os nossos sentimentos, e qualquer pessoa ou situação que nos faça aflorar características, senti­mentos ou pensamentos inferiores, são os gatilhos necessários para nos mostrar o que temos de melhorar ou curar em nós, e portanto benéficos. Mas a nossa personali­dade terrena geralmente as encara como injustas ou cruéis, e aí começam as doenças. Todo mundo é vítima. Onde estão os vilões? Geralmente nas vidas passadas das “vítimas”, e o que os “vilões” de hoje eram? As suas vítimas lá. É como uma perseguição sem fim, mas que pode encerrar nessa encarnação, se os Mentores resolverem mostrar essa história no Telão aqui na Terra (Regressão Terapêutica).

Todo doente é egocêntrico e vive em função de seus problemas e isso reflete uma visão distorcida a respeito da encarnação e consequentemente de si próprio. O egocentrismo vem da ilusão da separatividade que, por sua vez, traz a doença. É como o mar e as gotinhas do mar, cada um de nós, uma gotinha, acha que é separada das demais gotinhas, quando, na realidade, somos todos o mar.

É importante para a pessoa e para o terapeuta que a questão do tipo de doença e o local do corpo onde ela se instala sejam levados em consideração. A visão oficial não cogita do por que da manifestação desagradável estar instalada nos pulmões, no fígado, nos rins, nos olhos, nos ouvidos, na garganta, nas articulações, etc. É casualidade? Aquela pessoa padecer de difi­culdades, carências ou hipertrofias em um certo órgão não quer dizer nada? São sempre as bactérias e os vírus? O que são as chamadas doenças auto-imunes? E as doenças de causa desconhecida? Tudo isso visto pela ótica do homem integral (corpo-mente-Espírito) tem uma correlação perfeita, a ponto do terapeuta e o doente concluírem, depois de algum tempo de abordagem diagnóstica, que a manifestação patológica só poderia instalar-se ali mesmo. Tudo é evidente, desde que pesquisado corretamente, além do corpo físico e da personalidade aparente. Mas para isso, a Medicina do corpo físico precisará libertar-se de si mesma, de seus dogmas, e evoluir. E a Medicina dos sentimentos libertar-se do dogma religioso não-reencarnacionista.

Devemos relacionar a personalidade da pessoa em tratamento com a sua vida atual, desde a infância, ou vida intra-uterina, se for o caso, com suas dificuldades, traumas, dramas antigos e atuais, suas rela­ções afetivas do passado e do presente, sua visão sobre a vida e a morte, sobre a finalidade da existência, seus planos e suas metas. E sempre encarando-a como um Espírito encarnado em busca de evolução. Devemos conversando com a pessoa, ver, escutar, e não apenas ouvir suas queixas físicas, pedir exames e dar um nome para sua “doença”. Devemos entender por que apresenta uma patologia nos olhos ou nos ouvidos ou no fígado ou no coração ou nos rins ou nas articulações ou nas mãos ou nos pés, entender a repercussão das suas questões mentais e emocionais no físico. E aí começa o tratamento. Por exemplo, é redun­dante mas devemos lembrar que os olhos servem para enxergar, os ouvidos para escutar, a garganta para engolir, etc.

Pela Medicina oriental entende-se a relação dos rins com o medo, dos pulmões com a tristeza, com o abandono, do fígado com a raiva, do coração com o desamor, da bexiga com a mágoa, etc. E para que servem as mãos se não for para fazer as coisas que se deve fazer, tocar as pessoas, endere­çar-se? E os braços, se não servirem como alavancas para a defesa de seus direitos, da manifestação da sua vontade? E as pernas, se não nos levarem para onde queremos ir? E os pés, se não nos ajudarem na sustentação diante das dificuldades da vida? Nas costas, podem esconder-se os dramas ocultos ou as cargas e as sobrecargas. As articulações endurecidas, o que são, se não o nosso endurecimento, a própria rigidez? Os problemas digestivos, como as gastrites e as úlceras começam a ser encaradas como consequência de stress, de um modo de viver equivocado, da ansiedade existencial, da dificuldade de enfren­tar as vicissitudes da vida moderna, mas, apesar dos médicos já saberem disso, os tratamentos continuam sendo para o estômago, para o intestino… E o dono do estômago e do intestino?

Um tratamento correto deve iniciar com o entendimento da pessoa no que ela está errando, no que deve mudar, corrigir-se, rever seus pontos de vista, reformular, lembrar que tudo tem uma causa e que essa causa está nas características da sua personalidade, na sua vida e na sua visão de vida, entender que a doença está nela, em algumas de suas características de personalidades, em seus pensamentos, sentimentos e atos, e que ela é responsável pela sua saúde. Tratar apenas o físico sem atentar para a causa, sem cuidar do responsável pela “doença”, é uma visão equivocada imediatista, infelizmente generalizada, mas que, agora, começa a mudar. O mais importante em um tratamento é a conscientização, porque a doença vem do equívoco, da visão errada da interpretação equivocada. A cura inicia pela mudança do raciocínio a respeito da nossa infância e da nossa vida (Raciocínio X Contra-Raciocínio ou “versão persona” X “Versão Espírito”).

O autoconhecimento, a compreensão de nossa estrutura psíqui­ca, a releitura da nossa infância a partir da visão reencarnacionista, o entendimento da Perso­nalidade Congênita, a correlação disso com os traumas e desgostos da infância, a compreensão de que, na verdade, o que nos adoece, o que nos conflita, o que prejudica a nossa busca de felicidade e saúde é a permanência, em nosso raciocínio, do raciocínio da nossa criança biológica, quando passamos por aque­les dramas e desgostos.

Quando crianças, enxergamos a nossa vida, os nossos pais, os familiares, as situações do nosso entorno, da maneira como uma criança enxerga: gosto ou não gosto, é bom ou é ruim. Quando crescemos levamos conosco essa interpretação daqueles fatos, e essa maneira de interpretar a nossa infância (e os fatos da vida) geralmente agravam os sentimentos que vieram para serem melhorados ou curados nessa atual encarnação. Se não mudarmos essa interpretação, baseada no “Por quê?” e no “Para quê?” passaremos toda a nossa vida acreditando na nossa versão da história da nossa infância (e dos fatos da vida) e os sentimentos que vieram melhorar, pelo contrário, piorarão e daí virão as doenças físicas para nos mostrar que estamos errados, como uma Mensagem do nosso Eu Superior, como dizia o Dr. Bach.

A Psicoterapia Reencarnacionista veio para recordar que nós nascemos com uma personalidade formada, que é a continuação da encarnação passada, e que vem sob a forma de tendências para agir e reagir de um certo modo, um padrão comportamental. Daí a constatação de que alguns reagem com raiva, outros com tristeza, outros com submissão, outros com re­jeição e abandono, etc., a fatos e situações similares. A maneira de cada um de nós reagir afetivamen­te aos fatos desagradáveis do período intra-uterino e da infância já vem em nós, é o que trazemos conosco e é o que viemos melhorar nessa encarnação.

Nós não nos tornamos tristes ou medrosos ou tími­dos ou raivosos ou ególatras ou vaidosos ou materialistas ou espiritualizados, etc., nós já encarnamos com essas características. E então nin­guém foi culpado de nada, nem nós, e torna-se mais fácil lidar com essas questões, pois nada nem ninguém originou essas imperfeições, isso é nosso, provavelmente há muito tempo, e é o que viemos curar em nós. Essa é a nossa Missão. Ajudar a todos nós a sairmos do lugar de vítima e passarmos para o de co-criador é a função do psicoterapeuta reencarnacionista.

É chegada a hora de todos nós, pessoas interessadas em nossos semelhantes, abrirmos os nossos olhos e as nossas percepções para a realidade que se avizinha, que se chama Holismo, ou seja, encarar o ser humano como um todo. Holismo quer dizer Todo, não é algo contra algo, oficial versus alternativo, alternativo versus oficial. Podemos antever um tempo em que o médico não será mais alopata ou homeopata, em que não se submeterá mais a nenhum rótulo paralisan­te, os psicoterapeutas dialogando entre si, cada qual transmitindo os seus conhecimentos e suas novas descobertas a seus colegas, sem mais preconceitos ou ironias, os doentes recebendo atenções conjuntas para os seus dife­rentes corpos, seus diversos aspectos patológicos, equipes tratando do corpo físico, das emoções, dos pensamentos, dos aspectos espirituais dos pacientes, as clínicas e os hospitais contando com o auxílio dos médicos e dos curadores desencarnados, todos nós trabalhando, lado a lado, ombro a ombro, fraternalmente, amorosamente, em beneficio daqueles que sofrem, daqueles que são o motivo do nosso exercício profissional de amor e doação. Imaginamos os terapeutas do futuro conhecendo as mais variadas formas de tratar os doentes e suas doenças, através de uma visão bioenergética e integral, cada sofredor recebendo o que necessita naquele momento, sejam medicamentos químicos, sejam substâncias energéticas, seja um carinho, seja um conselho, seja um passe. Podemos imaginar o fim das disputas, das descrenças, das ironias, da ilusões limitantes, entre todos nós, curadores, em beneficio de quem não tem nada a ver com isso: os doentes.

E aí, nesse tempo, poderemos dizer que nosso planeta e a humanidade estão se curando e será um tempo de bonança e prosperidade, com o fim das disputas e das competições e com a generalização da fraternidade entre as pessoas. Aproxima-se o tempo em que o Reino dos Céus descerá para a Terra, trazendo consigo o Amor.

* Mauro Kwitko é presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista (ABPR)

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