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‘Recife, dádiva do Capibaribe’

Por José Alves de Oliveira*

O escritor e jornalista Francisco Cunha, da revista Algomais, é um defensor notável do rio Capibaribe. Ele tem vontade, como todos nós, de ver o rio limpo, bem tratado.

É dele a seguinte manifestação: “Assim como se diz que o Egito é uma dádiva do Nilo, não é descabido dizer, por analogia, que o Recife é uma dádiva do Capibaribe desde os remotos tempos geológicos em que o nível do mar (mais alto) fazia da hoje planície do Recife uma baía oceânica que terminava no sopé das colinas circundantes. Depois que o mar recuou, foi o rio que promoveu com sedimentos o ‘atulhamento’ da baía e formou a planície atual.”

Defender o rio Capibaribe – e os rios de modo geral – é um dever de todos.

A propósito, transcrevo dois poemas que fiz sobre o assunto:

Rios

Se eu pudesse compraria
um castelo no LOIRE,
pois assim eu sentiria
a vida como é por lá.

Podia ser mesmo rancho,
pois castelo é muito caro,
e o dinheiro que ganho
cada vez se torna raro.

Mas rio por rio vou ficando
com o Capibaribe e suas águas,
mesmo sujas e ainda quando
no povo suscitam mágoas.

Quem sabe um dia apareça
alguém com idéias sadias,
fazendo que as velhas margens
convidem pra moradias.

Aí, sim, poderei ter
uma casinha por lá,
que por pequena que seja
pode ser um bom lugar
onde se possa viver,
onde se possa estudar,
pensar um tanto na vida,
ler, refletir, meditar.

E falaremos de pontes,
verdadeira poesia,
que os mestres não esqueceram
de nelas falar um dia.

E então, sim:
Nossas pontes, nosso rio
vão orgulhar nossa gente,
suavizando suas horas,
num viver mais eloquente.

 

O rio

Era apenas um ribeiro.
Não era rio nem riacho.

Ribeiro faz-se riacho,
Riacho rio se faz.

Mas rio deve correr,
Deve ser limpo e viver.

Não pode o rio morrer
Salvem o rio para a vida florescer.

*José Alves de Oliveira pertence à Academia Serra-talhadense de Letras, Cadeira № 1.

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