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Quando os meus queridos fazeres se integram e a vontade é de agradecer e celebrar

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Foto: Jefferson Jou

Por Lu Rabelo*

Em 2009, época em que o Gerar apareceu na minha vida, eu andava refletindo sobre meu trabalho na comunicação.

A inquietação começou em 2003. Após anos atuando como assessora de imprensa na área da saúde governamental (de 1998 a 2003), pedi demissão e fui trabalhar como voluntária na TV Comunitária Canal Capibaribe. Daí nasceu o Ventilador Cultural, com foco em ações em prol do Direito Humano à Comunicação. Época em que me engajei na Rádio Livre-Se, Centro de Mídia Independente (CMI), Fopecom (Fórum Pernambucano de Comunicação)…

Depois de uma intensa época de militância na luta pela democratização da comunicação, comecei a me questionar ‘O QUE eu queria comunicar?’ Foi quando intensifiquei meu foco de trabalho como educadora e iniciei meu engajamento nas terapias integrativas, autoconhecimento, cura.

Foi nessa época que conheci Patrícia Mello (e Janine Primo), num projeto piloto (Centro de Memória da Iputinga) que implantamos dentro do Programa Multicultural da Prefeitura do Recife, comandado por Amara Cunha e Fernando Duarte.

Patrícia então me convidou pra fazer assessoria do Espaço Gerar. Eu não queria mais fazer assessoria. Relutei. Mas ela insistiu. Acabou que aceitei.

Criei a Mídia Lunar, com o objetivo de fazer assessoria de imprensa pro Gerar e produzir vídeos e outras coisitas. Mas a mídia comercial quase não abria espaço pras notícias de práticas integrativas de saúde, o foco do meu único cliente, o Gerar.

Então criei o Flores no Ar, um blog jornalístico pra divulgar e fortalecer as ações holísticas em Pernambuco. (Nesta Primavera de 2016, o Flores no Ar, este Portal, completou o seu primeiro setênio!)

Nesse tempo a poesia já era bem presente em minha vida. A paixão pela Poesia Popular, acordada no início dos anos 2000, me fazia escrever compulsivamente. Do meu encontro com Anaíra Mahin, nasceu a dupla póetica As Cumade. E vários poemas e cordéis.

Em 2010, quando entrei na Especialização em Arteterapia, as músicas começaram a saltar de mim. Lembro que a primeira (Ode a Kairós) nasceu de um trabalho arteterapêutico sobre Chronos e Kairós.

De 2010 a 2012, durante a Formação em Arteterapia, foi um tempo intenso de mergulho e autoexpressão. Muita cura! Nessa época também comecei a atuar como aromaterapeuta e arteterapeuta. Uma das salas em que eu atendia era lá no Gerar.

No dia 1 de janeiro de 2012, diante de tantas vivências e reflexões, me pergunto: – o que eu mais gosto de fazer na vida? A resposta veio de pronto: – Cantar!

Apesar de no fundo no fundo ser uma resposta pra mim óbvia, me toquei que o que eu mais gostava de fazer na vida eu não tava fazendo, nem nunca tinha planejado fazer.

Passou-se um ano. E minha garganta inflamando. E uma vozinha dizendo: ‘- Vai cantar não? A garganta vai continuar em brasa.’

Em 2013, ano que completaria 40 anos, decidi que precisava agir. Fui atrás de um professor de violão. Conheci Rogê Victor.

O ‘problema’ é que ele vinha dar aula e eu gostava mais que ele ficasse tocando pra eu cantar do que me ensinando a tocar.

À medida que fui me sentindo mais à vontade comecei a mostrar algumas de minhas canções a ele, guardadas em arquivos de áudio. E Rogê começou a arranjá-las. Todas!

Inevitavelmente, já foi surgindo a vontade de mostrá-las. E Rogê me instigou. E meus filhos Luana e Ravi se mostraram meus maiores fãs! <3

No dia 31 de maio de 2014 fizemos a primeira apresentação do trabalho poético-musical que intitulei de ‘Ebulição’, no Sarau das Artes (Kibe Lanches, no Pina), um encontro de guerrilha cultural. Sincronicamente, este primeiro Ritual aconteceu exatamente no mesmo dia em que fui pela primeira vez constelada num trabalho de Constelação Familiar, com Ana da Fonte.

De lá pra cá foram muitos os Rituais. Shows em locais os mais diversos. Experiências que fizeram eu me reconhecer como Cantadeira, aquela que canta o que sente, o que vive.

Sábado agora, dia 8 de dezembro, estaremos comemorando os 7 anos do Flores e os 12 do Gerar. Pra mim um momento de muita importância, forte simbolismo.

E pra ser tudo ainda mais especial, Pati e Enidja me convidaram pra apresentar meu trabalho poético-musical lá no Terreiro do Gerar, durante a celebração. (Quero aqui registrar tem sido importante ao longo dessa caminhada a confiança que essas duas sempre tiveram em mim, em tudo!)

Quando ontem tava pensando no repertório pra este show, me vi incluindo as canções de ‘Ebulição’, exatamente aquelas primeiras, surgidas quando mergulhei no processo de autoconhecimento através da Arteterapia.

Meu sentimento é de Gratidão. Gratidão por sentir sentido em minha vida. Gratidão por poder estar unindo todos os meus queridos fazeres. Pela consciência de saber que sou canal, que a Comunicação, em suas várias formas, é a minha espada e o meu escudo. E que meu canto, minha poesia e o Flores no Ar possam inspirar as gentes a serem quem são. Que as Forças da Natureza continuem nos guiando!

Vamos celebrar!

*Lu Rabelo é cantadeira, arteterapeuta, jornalista e editora do Portal Flores no Ar

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