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Marte em trígono com Plutão

Por Haroldo Barros
haroldobarros77@gmail.com
( publicado originalmente em: http://haroldobarros.wordpress.com)

Marte, associado ao deus da guerra na Mitologia Clássica, representa o guerreiro dentro de nós. É quem nos dá a iniciativa e a coragem para as mudanças e para o crescimento.

Plutão

Plutão, já sabemos, é o detonador de mudanças e transformações. Associado ao deus grego Hades, é o representante de nossas forças inconscientes mais profundas.

Ao se colocarem em posição de trígono (120 graus de distância entre si), esses dois planetas nos indicam a possibilidade de uma transição e recomeço, não exatamente suave (pois Marte e Plutão sempre são explosivos), porém com maiores possibilidades de encaminhamentos positivos.

Observe o amigo leitor que Marte e Plutão estiveram em um ângulo semelhante, recentemente (ver artigo de 10 de Março) . Porém, naquele momento, Marte estava em movimento retrógrado, ou seja, andava para trás.

Agora, é um momento diferente, em que Marte e Plutão se posicionam novamente de maneira favorável, porém, Marte está em seu movimento normal.

Encaremos assim: a fase em que Marte esteve retrógrado (23 de Janeiro a 14 de Abril) pode ter nos deixado mais assustados ou temerosos de dar os passos que precisamos, ou mesmo pode nos ter deixado mais prostrados e sem energia.

Qual pode ter sido a utilidade de tudo isso?

Simples: fazer-nos reconhecer a nossa própria fragilidade, a nossa vulnerabilidade.

Esses pontos fracos emocionais se manifestam externamente (por meio de situações desafiadoras e difíceis) com mais ou menos intensidade, de acordo com o tamanho de nossos próprios monstros internos.

Ao aparecer o monstro, podemos tomar consciência da existência dele e das diabruras que arma.

Essa conscientização se dá com mais ou menos facilidade, de acordo com a maior ou menor disposição que tenhamos para reconhecer esse demoninhos que todos nós temos e alimentamos.

Agora, com o trígono de Marte a Plutão, temos a possibilidade de dar um belo chega pra lá nesses demoinhos e retomar as rédeas da nossa vida, caminhando a passos largos em direção àquilo que desejamos.

Além do mais, o planeta Mercúrio também se coloca em posição de trígono tanto a Plutão quanto a Marte, formando um lindo triângulo azul (chamado Grande Trígono), uma configuração rara e extremamente benéfica. Isso reforça as possibilidades positivas do momento, trazendo uma maior compreensão e ação estruturadora mais firme, já que o triângulo acontece nos signos de terra (Touro, Virgem e Capricórnio).

Para utilizar melhor as energias desse momento, que se estenderão durante toda a semana, você pode proceder assim, :

Revisite tudo o que você passou, durante o período de retrogradação de Marte (23 de Janeiro a 14 de Abril). Reveja as crises que você viveu e analise qual o significado do monstro que teve de enfrentar. Lembre-se: o monstro é seu, não do outro. O outro foi apenas a manifestação externa de suas diabruras internas;

Já que o monstro apareceu, acalme-se e olhe bem para ele. E descubra de onde, verdadeiramente, ele vem. Ou seja, de que tipo de sentimento ele está impregnado. Inveja, ciúmes, ódio e medo são sempre bons candidatos.

Aproveite a força de ativação do trígono de Marte e direcione a ação transformadora que você quer desencadear. Afinal de contas, só vai valer a pena ter vivido a crise se tivermos a possibilidade de mudar. E só tem sentido mudar se for para melhor.

Se você perceber que não pode lidar sozinho com esses demônios interiores, busque ajuda. Pode ser de um bom amigo ou mesmo de um profissional.

E lembre-se de que, se você não mudar esse padrão interior, corre o risco de viver, outra vez, situações semelhantes. Daqui a algum tempo, Marte pode ficar retrógrado de novo ou qualquer outra configuração difícil pode acontecer e, se você não estiver resolvido, lá virá outra crise, provavelmente mais violenta, para ver se dessa vez você aprende.

Portanto, cuide-se.

E que os astros lhe sejam favoráveis.

Como reflexão, trecho de “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de Guimarães Rosa,na fala do personagem Riobaldo, ex-jagunço, meio filósofo meio sertanejo e certamente dono de um Plutão e um Marte em imorredoura ebulição:

“Viver ─ Não é? ─ é muito perigoso. Porque não se sabe, ainda. Porque aprender a viver é que é o viver mesmo.”

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