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[MALLIKA FITTIPALDI] Todo mundo que ser feliz!

| Por Mallika Fittipaldi* |

Todo mundo quer ser feliz! Mesmo que nem se saiba o que é felicidade. Procura-se ser feliz de qualquer modo, de qualquer maneira e, que besteira, caímos na dor. Então, podemos pensar que a felicidade é a ausência da dor. Isso?! Mais ou menos…. Não conhecendo a dor não conheceríamos o estado de não dor. A dor nessa perspectiva se torna então imprescindível para que possamos vivenciar o estado de ser feliz.

Não é só isso que complica. Onde está a felicidade (além do que ela é) fora de nós ou dentro de nós? Nos outros que nos decepcionam? Em nós que falhamos com nós mesmos? Nas coisas que possuímos e que invariavelmente perdem seu brilho com o tempo e nosso interesse por elas?

Abraçando, como a porta para a felicidade, o hedonismo[1], que aponta a posse e o gozo das coisas, ou o cinismo[2] que ensina a renúncia de todos os bens externos, seremos então felizes? Essas opções têm um traço em comum: elas colocam a felicidade fora do próprio homem. Reconheçamos a felicidade não é a posse ou falta dela, não é o gozo das coisas do mundo ou a falta dele. Também não é a riqueza ou a pobreza, a beleza ou a feiura (conceitos relativos), ainda poderíamos citar diversas situações tipo isso ou aquilo. Vemos pessoas que estão num ou noutro prato da balança e não são felizes. Tanto que tantas vezes se tem tanto e todo esse tanto não nos preenche, não nos tornam tanto quanto mais felizes. Esse não é o caminho, por dedução do que foi lido e por analise dessa realidade que estamos inseridos, para sermos felizes.

E se a felicidade não se encontra nessas formas…. Onde andará essa senhora?

Que tal na subjetividade daquele que possui ou não possui? Na atitude interna frente à posse ou a escassez de bens. O modo como o ser se comporta frente a essas situações. Enfim, a maneira como o homem possui ou não é que vai determinar a sua felicidade.

Vejamos, alguns sofrem por não terem uma família, outros maldizem a sua (independe como ela seja. Sempre podemos criticar qualquer coisa). Não, não são as coisas ou falta delas que impedem o estado de felicidade. Quando escolhemos ser apegados, escravos do que possuímos nos tornamos infelizes. E não há erro em possuir, mesmo que muito. O engano é se tornar um servo dos bens (materiais ou não). Permitir que esses bens nos prendam as situações degradantes, humilhantes, a situações que nos oprimam a alma é ser um escravo das posses. Não confundir o desapego ao bem com o culto à pobreza franciscana[3], pois quando não estamos prontos para ela, também é um engodo.

Utilizar as posses para criar bem-estar e prazer para si e para outros. Permitir-se viver bem com o que se tem e o que se deixou ou nunca se teve é liberdade. E liberdade consciente é felicidade.

[1]Hedonismo. O hedonismo (do grego hedonê, “prazer”, “vontade”) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana.

[2]Cinismo. É um sistema e doutrina filosófica no qual a maior virtude para eles era a renúncia aos bens e prazeres terrenos até conseguir uma total independência das necessidades vitais e sociais. O autodomínio permitia alcançar a felicidade, entendida como o não ser afetado pelas coisas más da vida, pelas leis e convencionalismos.

[3] Pobreza franciscana, falta absoluta de meios; extrema pobreza.

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