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Júpiter entra em Leão

Por Haroldo Barros
(http://haroldobarros.wordpress.com)

Continuando o seu caminhar pela roda do Zodíaco, o planeta Júpiter ingressa o signo de Leão, dando início a um ciclo de autoconsciência e ampliação do poder.

O signo de Leão simboliza o poder em estado absoluto, emanado diretamente das potências celestiais.

Por sua vez, o planeta Júpiter representa a dimensão humana do poder.

A palavra poder, no entanto, não é sinônimo de autoridade ou capacidade de comando. Essas são apenas algumas das manifestações do poder. Muito mais importante do que isso, Júpiter representa a nossa capacidade de interferir na realidade, interna ou externa, modificando-a para melhor, sempre que isso se faz necessário. É a faculdade ou capacidade para agir, a força e a potência para conquistar algo. É a energia vital para se fazer escolhas e tomar decisões. A isso chamamos de poder.

Ao ingressar no signo de Leão, no dia 16 de Julho de 2014, Júpiter nos convida a uma importante reflexão: o poder deriva diretamente da nossa sabedoria; e a nossa sabedoria se manifesta em função do que consideramos central em nossas vidas. O que estiver no centro de nossas vidas será a fonte de nossa segurança, orientação, sabedoria e, conseqüentemente, de nosso poder.

Talvez você possa perguntar a si mesmo: onde está o centro de sua vida? Algumas pessoas colocam o dinheiro no centro de suas vidas; outras, colocam os filhos; outras, ainda, o prazer; outras o trabalho; ou o cônjuge; ou o eu; e assim por diante. Mas a questão é que cada uma dessas coisas, ao ser colocada no centro, quase sempre cria desequilíbrios emocionais que desencadeiam, a longo prazo, resultados opostos aos desejados originariamente.

Ou quem sabe você vá perceber que o seu centro varia de acordo com o momento ou as necessidades do momento. E enquanto a pessoa oscila de um centro para outro, o resultado relativo é uma montanha russa pela vida. Em um momento, a pessoa está por cima, em outro está por baixo, esforçando-se para compensar as fraquezas e buscando força em outras fraquezas, pois o centro de nossas vidas só pode ser algo imutável e pleno: os princípios.

Ao colocar os princípios no centro, criamos a base para o desenvolvimento de uma vida eficaz a curto e a longo prazo, pois os princípios não mudam. Alinhados aos nossos valores mais significativos, traduzem-se em um sentido de orientação seguro para a nossa realização pessoal e transpessoal.

Podemos colocar no centro o princípio da realização e do serviço à comunidade; o princípio da cooperação e do companheirismo; o princípio do sacrifício pelo outro; da ética nos negócios; e assim sucessivamente. E isso nos trará uma libertadora sensação de estabilidade, imutabilidade e poder. Teremos um centro, um ponto que não muda, por mais que a nossa vida e as nossas necessidades mudem, o que possibilitará uma maior capacidade de ação, permitindo-nos focar a atenção no que podemos mudar em nossa vida, em vez de ficarmos chorando o que não podemos mudar.

Mas para isso, temos que ter consciência clara acerca de nossos próprios valores e critérios de vida.

A entrada de Júpiter em Leão, fenômeno que só ocorre a cada doze anos, impõe-nos uma reflexão séria e profunda acerca de nosso poder e o centro de nosso poder, o que equivale dizer, o centro focal de nossa vida.

Dica cinematográfica
O filme ‘Adorável Professor’ (Mr. Holland Opus, USA, 1995), dirigido por Stephen Herek e estrelado por Richard Dreyfuss, onde você vai conhecer a instigante aventura de um homem que decidiu mudar aquilo que estava colocando no centro da sua vida. E com isso, transformou a sua história. E a de muitos ao seu redor.

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