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Júpiter em quadratura com Urano

Por Haroldo Barros
(publicado originalmente em: http://haroldobarros.wordpress.com)

Conflito entre esses dois planos da alma, ficando exato no dia 21 de agosto de 2013, indica a necessidade de maior conscientização sobre as nossas idéias e seus respectivos alcances e significados.

“Nada é tão perigoso quanto uma ideia — quando você só tem uma.”

Essa frase do escritor Ignácio de Loyola Brandão pode definir bem o risco que causa o excesso de centralização em uma ideia que consideramos correta. Ou, se quisermos usar uma outra linguagem, os riscos do fanatismo.

A quadratura (ângulo de noventa graus) entre Júpiter e Urano indica um momento em que talvez tenhamos que abrir mais os olhos em relação às ideias dos outros e, sobretudo, em relação aos limites de nossas próprias ideias.

Inflamados por um ideal ou uma concepção idealista, muitas vezes deixamos de observar o mais sagrado dos deveres: o de respeitar as concepções e ideais do outro. Em um nível mais agudo, essa situação poderá acarretar uma hiper-inflação dos significados em relação aos significantes, ou seja, do ego em relação à ideia defendida, o que pode desencadear o surgimento de mosntruosidades internas, que afloram à superfície da psique e tendem a ampliar-se desmesuradamente.

Essas monstruosidades têm sido comuns ao longo da História e, em alguns casos, tomaram dimensões tenebrosas. Exemplos: Nero, Napoleão, Hitler, que se sentiram mais significativos do que seus semelhantes, a ponto de se julgarem sócios de Deus.

É preciso, portanto, perceber que, do outro lado de uma ideia, há sempre uma contra-ideia e nosso dever será sempre o de respeitar os pensamentos alheios, propondo uma ação universal de restauração do sentido mais amplo das coisas humanas, saindo do ego para a essência transumana. Exemplos: Sócrates, Gandhi, Luther King, que se sentiram tão significativos quanto seus semelhantes, a ponto de se fazerem instrumentos de Deus.

Nesse momento, portanto, cuidado: lembre-se de que todos têm a sua versão da verdade e a sua versão não necessariamente é melhor do que a versão de seu vizinho. E busque conscientizar-se dos alcances, mas também dos limites de suas ideias, a fim de que toda a Humanidade, e não apenas você e seu ego, possa beneficiar-se dela.

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