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[INTEGRANDO SAÚDE] Atos aleatórios de bondade

Por Gabriela Sencades Migge* |

É muito mais que propício, nesse mês de dezembro, nos propor a mudar nossa forma de ver o mundo (e de agir nele) tomando como norte ações positivas em relação a terceiros. Neste mês de tanta luz, em que, para o ocidente, é comemorada a chegada de seu grande mestre, por que não tomarmos seu exemplo em nossas vidas e praticarmos bondades indistintas, como Ele as praticou?

O fim de ano e as festas natalinas marcam o fechamento de um ciclo e anunciam o surgimento de outro, lançando a todos nós expectativas de paz, alegrias, união, enfim, esperanças que este novo ciclo seja melhor que o anterior. Mas, muito poucas pessoas se propõem a fazer diferente no sentido de que alguma coisa mude de verdade.

Talvez o medo da mudança seja determinante para permanecermos imóveis e, mesmo em sofrimento, tendemos a permanecer naquilo que conhecemos, pois lidar com o imprevisível pode ser assustador. Porém, e se fosse possível mudar aos poucos e ir “tateando” um terreno mesmo desconhecido, mas com segurança? Será que nos proporíamos a nos mover? Com as garantias de que as mudanças implementadas só mudariam para melhor e nunca para pior, será que seria suficiente para nos propormos a sermos o melhor que pudermos ser, tanto para nós quanto para as nossas relações?

Acredito que sim. E por isso venho aqui propor práticas simples e que ninguém vai “estranhar” se você começar a implementá-las neste mês de natal e depois seguir como um hábito positivo durante todo o ano e por que não durante todo o resto de nossas vidas? Tal prática ficou conhecida como “atos aleatórios de bondade”, mas é apenas a nossa velha conhecida bondade, que está em nossas vidas desde que o mundo é mundo e que possibilitou e sustentou a vida humana por todos esses milênios de existência, e que consiste na prática de atos de bondade de forma aleatória e desinteressada.

Mas, será possível fazer o bem sem esperar nada em troca? Nem ao menos um “obrigadinha” de nada? Mas, é claro que sim! É apenas uma questão de prática. E podemos testar a qualquer momento, sem custos, inteiramente grátis, ou a um baixíssimo custo.

Nem sempre temos condições de dar um presente comprado a todos, apesar de ser um gesto legal, uma gentileza e um carinho, é possível realizar outras coisas que podem alegrar os outros e produzir um clima de muita positividade e harmonia entre os seres. Podemos, por exemplo, agradecer a alguém da seguinte forma: imagine algo de bom que alguém fez para você. Escreva uma carta, e-mail, mensagem (privada ou publica) dizendo como isso foi importante na sua vida e como você se sente grato (a) por isso. Você pode encaminhar várias “cartinhas” dessas. Agradecer sempre faz bem a quem agradece e ao agraciado por sua gratidão. E não tem limites, quanto mais melhor! Agradeça sempre, sem limites ou censuras!

Há outras práticas que se pode fazer, umas mais simples, outras mais complexas, umas de graça, outras com algum custo, porém, não importa muito, escolha o gesto bondoso que é possível para você praticar e faça. Abaixo vou sugerir mais alguns:
1 – Doe coisas que você não usa mais
Sempre temos várias coisas que compramos e usamos muito pouco, ou nem mesmo chegamos a usar e a coisa, ainda boa para uso, fica lá parada, sem utilidade para você, acumulando poeira e espaço…
Apenas doe. Seja para alguém na rua, um asilo, orfanato, hospitais, Ongs, famílias carentes. Faça aquela boa faxina e doe roupas, sapatos, móveis e eletrônicos sem utilidade. Enfim, aqueles que precisam vão adorar, pois quando estamos em uma situação de fragilidade (seja financeira, emocional ou mental) é especialmente animador e transformador ter alguém que nos estenda a mão, mesmo que seja com um mínimo de ajuda. Então, seja essa mão que se estende, de preferencia privilegiando o anonimato. Pois a intensão é praticar o bem, sem esperar nada em troca, ou seja, sem curtidas e “coraçõezinhos” dos seus pares. Nessas horas, deixe o ego quietinho e deixe a bondade sem rosto, sem perfil, sem curtidas, dominar por inteiro todas essas ações.
Experimente por exemplo guardar sua identidade até para quem recebe o benefício, para não dar nem chance de você receber um obrigado. Apenas faça e observe o benefício, de longe, perceba como você se sente nessa hora e siga em frente.

2 – Deixe livros ou pequenos mimos em pontos públicos com um cartão dizendo algo do tipo: “deixei aqui para você, espero que goste.” – pontos de ônibus, bancos de praça, cadeira de ônibus etc. escolha lugares bem movimentados e deixe seus presentes.

3 – Compre alimento para alguém na rua – um sanduíche, um cachorro quente, uma refeição, compre e entregue. Moedinhas, dinheirinhos, ajudam também.

4- Faça mais gentilezas – existem muitas formas e muitos lugares que podemos praticar gentilezas
4.1 no elevador:
– Bom dia! Boa Tarde! Boa Noite! Com um sorriso simpático podem mudar o dia de alguém.
– Abrir a porta para alguém entrar.
– Dar seu lugar a uma família que chegou depois com uma feira, por exemplo. Ou alguém na cadeira de rodas, ou com dificuldades.
4.2 No trânsito
– Deixar passar.
– Não xingar de volta.
– Parar antes da faixa mesmo sem sinal.
– Parar com segurança para proteger um animal.
– Cuidar dos pedestres, passando com o carro devagar quando houver poças, por exemplo. Ou parar para o pedestre passar com segurança mesmo que ele esteja atravessando fora da faixa.
– Cuidar dos ciclistas e motos, dando espaço para eles.
– Desacelere! Chegar bem a algum lugar é bem melhor do que chegar rápido.
4.3 No trabalho
– Que tal levar um cafezinho para os colegas?
– Ou compartilhar um lanche.
– Se você está com suas atividades em dia, quem sabe ajudar alguém que está com dificuldades em alguma tarefa?
– Ser educado(a) tratando a todos com respeito e simpatia (do faxineiro ou diretor).
– Elogiar com sinceridade o trabalho de alguém.
– Observar que tipo de linguagem se está usando para se comunicar. Qual é o modo como você se expressa? Será que é mais positivo, com mais palavras motivadoras e animadoras como “legal”, “gostei”, “muito bom”, “parabéns”, “como isso foi ótimo”, “isso aqui ajuda muito”, “eficiente”, “perspicaz”, “inteligente” etc. Ou você se queixa muito e para se expressar usa palavras duras, com o sentido negativo, “cansado”, “desmotivado”, “equipe ruim”, “gente burra”, “sem paciência” etc.
Assim, ao observar a linguagem usada para se expressar é possível tomar consciência quais padrões estamos mais usando para nos comunicar e se for um padrão negativo, podemos mudar para mais positivos em busca de melhorar as nossas relações, seja no trabalho ou no âmbito familiar;
4.4 Na família
– Diga que ama. Expresse seus sentimentos positivos pelas pessoas da família, como amor, admiração, respeito, orgulho, alegria, amizade etc.
– Conecte-se com as pessoas ao seu redor. Interaja com sua família, se tem muitos afazeres escolha um horário só para fazer isso. Procure saber como elas se sentem, se estão bem, como foi o dia, o que elas acham do futuro, da felicidade, dos desejos e sonhos.
Sonhar junto com quem você ama, harmonizando desejos e expectativas nos une e nos mantém conectados em sonhos e esperanças.

5 – Perdoe alguém
Imagine alguma ofensa que alguém te fez. Imagine essa pessoa na sua frente e diga “eu te perdoo.” Sinta como isso reverbera em você. Se ainda isso te estremece e não soar como verdadeiro siga lembrando e dizendo que a perdoa, até soar como verdadeiro, até se sentir aliviado e continue perdoando esse ser, essa situação. O perdão é um processo. Mesmo que sentirmos com sinceridade o perdão, nossos padrões de mágoa e raiva vão insistir em despontar e nos fazer mal, porém sempre lembre que você já perdoou e siga em frente.
Se puder escrever para essa pessoa, faça-o. Mesmo que você não mande a mensagem, escreva e, quando vier uma tristeza ou mágoa, reveja a carta. Se um dia, você se sentir a vontade você pode enviar para o destinatário da mensagem.

6 – Peça perdão
Se foi você que magoou alguém. Você pode imaginar essa pessoa em sua frente e pedir honestamente perdão por magoá-la, que não queria, ou, se queria, que está arrependido(a). Faça com sinceridade.
Se puder escreva seu pedido de perdão, diga o que sente, do seu arrependimento e que realmente não quer que a pessoa sofra através de você. Não seja responsável pelo sofrimento alheio.
Enfim, estas são algumas sugestões, mas a criatividade é ilimitada, às vezes usamos ações simples, como uma esmola ou doar sangue, às vezes mais complexas como decidir que vai começar o processo de perdão a quem te ofendeu por anos. Porém, apenas comece, envolva o seu entorno de bondade, anote suas ações e como se sente, assim quando você não estiver bem você poderá relembrar seus atos e chamar de volta essas sensações. Assim, envolvendo-se em um ciclo de bondade estamos não só transformando a nossa vida para melhor como a vida de nosso entorno.
E mesmo que você não se ache muito bondoso(a) no momento, não tem problema. Aja como se fosse bondoso, comece a agir “brincando de bondade” e observe como você se sente. Não deixe de praticar e, mais dia, menos dia você já estará a agir com a naturalidade bondosa que sempre esteve em você. Basta apenas descobri-la.

Para se inspirar!
Recentemente, na Netflix, saiu uma animação sobre a história da lenda do Papai Noel, chamada Klaus. É um filme encantador e motivador, pois retornamos a lembrar da essência do “dar”, pois hoje a gente meio que se esquece do motivo de dar um presente a alguém, focando apenas no “comprar”, muitas vezes como gesto obrigatório.
Porém, podemos sempre resgatar a nobre motivação por trás de um presente. Pois um ato positivo de bondade desinteressada, abarcam fenômenos gigantescos, como mudar todo nosso contexto, por mais duro que este seja. E é exatamente isso a que o filme se propõe, mostrando o poder super transformador da bondade.
Que este filme possa te inspirar também. Segue o trailer:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-262273/trailer-19563043/

E abaixo deixo mais links sobre a prática aleatória de bondade, de sugestões e exemplos reais que fazem a gente se emocionar e acreditar que um mundo melhor é possível.

Felicidades!

Links indicados:
https://razoesparaacreditar.com/
https://vocesabia.com/20-atos-de-bondade/
https://vocesabia.com/16-atos-aleatorios-de-bondade/
https://pro-forextradingsystem.com/historias-inspiradoras/20-atos-aleatorios-de-bondade-para-inspirar-voce/
https://lifeterapias.com.br/35-atos-aleatorios-de-bondade/
https://revistaglamour.globo.com/Beleza/Pele/noticia/2018/09/gestos-de-bondade-aleatorios-fazem-bem-para-saude-e-ate-para-pele-sabia.html

 

 

* Gabriela Sencades Migge é terapeuta integrativa, pós-graduanda em psicologia positiva, pela PUCRS e em neurociências pela FAVENE. É co-fundadora e gerente de marketing do Espaço Cuidar. Para mais informações acesse: https://espacocuidarrecife.wixsite.com/terapiasintegrativas

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