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[INTEGRANDO SAÚDE] Amor como caminho direto – Amar a Deus através da Amizade

| Por Gabriela Sencades Migge* |

Amigo é a nossa primeira expansão de amor para além de nós mesmos, uma vez que, ao nascermos, vamos aprendendo a amar um núcleo muito restrito que é a nossa família. Mas, à medida que vamos crescendo e entramos na escola vamos conhecendo outras pessoas e nos abrimos para conhecer outro tipo de relação, a amizade.

Quando começamos a sair da proteção do nosso lar, vamos ao encontro deles, que tornam nossa vida mais leve e curiosa. Apresentam-nos outras culturas e modos diferentes de ver o mundo.

Vamos expandindo nosso núcleo familiar, ao passo que vamos acolhendo seres que não teriam ‘vínculos de sangue’ conosco. E, por isso, ter amigos é tão precioso, pois eles nos mostram outras possibilidades de amar. Um amor totalmente fraternal, baseado no companheirismo.

Cultivá-los é como lançar e expandir nossa capacidade de amar para fora do núcleo familiar, uma que vez que este seria uma espécie de extensão de nós mesmos. E por que não trazer esse amor para dentro desse núcleo familiar também?

Muitas vezes os laços de sangue nos impedem de nos amarmos com liberdade. Ficamos com medo de dizer não e acabamos cedendo a chantagens emocionais que os parentes, justamente por assim o serem, se tornam tão hábeis em fazer. Muitos se sentem presos a certas atitudes por conta dessas expectativas que nossos parentes têm em relação a nós mesmos.

Isso se dá porque a relação está baseada no medo. Do tipo medo de não amado. Medo de não terem orgulhos de nós, de não sermos respeitados ou acolhidos e medo de magoá-los e não honrá-los, acabamos em uma prisão que nos leva à frustração e depressão. Muitas vezes até geramos raiva, pois, por conta ‘deles’, não podemos reconhecer a nossa essência e nos sentirmos plenos, vivendo a vida com muito esforço para dar conta das nossas muitas obrigações.

Porém, não percebemos que a nossa prisão foi imposta por nós mesmos, diante desse medo que sentimos e decidimos nos prender às expectativas alheias em um ciclo sem fim entre estas e a realização destas.

A prisão é criada por nós mesmos, não precisamos obedecer às expectativas alheias, já é difícil demais equilibrar as nossas próprias emoções e tentar equilibras a dos outros acaba sendo um esforço infinito.

E aí vem esse amor fraternal dar uma grande lição dizendo ‘não importa o que fizeres, a decisão que tomares, a distancia que estiveres, o amor segue amando’. Um sentimento totalmente baseado na alegria e companheirismo, que está além dos julgamentos, baseado em aceitação e generosidade.

É claro que nem toda ‘amizade’ é assim. Temos muitas emoções que perpassam todas as relações e é claro que haverá momentos de raiva, ciúmes e competição com o amigo. E isso não quer dizer que a amizade não é verdadeira. Claro que é. Ela é tão verdadeira que se apresenta aos teus próprios obstáculos a fim de que possas ultrapassá-los. Dessa forma, o melhor amigo não é aquele subserviente, que diz tudo que você quer ouvir ou faz tudo que o outro quer. Pelo contrário.

O amigo vai te acolher quando tiver que acolher, mas vai sempre te dizer ‘a real’ a fim de que enxerguemos o que não conseguimos ver, por estarmos imersos em nossa própria ignorância. Mesmo que seu amigo não seja um poço de sabedoria, ele não entrou na sua vida por acaso, ele chega para nos ensinar o que precisamos aprender naquele momento. E a lição fica clara quando temos humildade para enxergar.

Amizades, portanto, são sagradas, pois vão além da superficialidade comum do mero coleguismo, em que se juntam pessoas segundo o interesse e/ou prazer, divertimento que cada um pode proporcionar. A amizade sagrada vem para ensinarmos valores ‘super caros’ a toda manutenção da vida como empatia, generosidade e alegria.

Nos alegramos com a vitória do outro, isso é amor puro e sincero, pois não existe mais eu e o outro. Se somos capazes de nos alegrarmos com a alegria dos outros, isso se torna nossa vitória também, não há espaço para inveja ou ciúmes, pois se o outro está feliz, isso nos realiza também.

Aprendemos também a sofrer com o outro, isso quer dizer que nos colocamos no lugar do outro e entendemos o seu sofrimento. Mesmo sabendo que o sofrimento é ilusão. Para todo aquele que sofre, este sentimento é muito denso e real. E quando somos amigos sinceros, entramos na esfera do sofrimento do outro para acolhê-lo e aceitá-lo tal qual. E se um dia ele precisar de ajuda, ou resgate, estaremos sempre ‘por perto’, mesmo que fisicamente distantes, estamos ‘ao redor’, deixando sempre uma porta aberta para quando ele quiser entrar ou simplesmente sair.

E assim vamos construindo amizades positivas, baseadas no crescimento mútuo, pois, quando há uma amizade sagrada, os seres envolvidos florescem juntos e todo o universo se abre em bênçãos, pois todo o entorno florescerá junto também.

Um filme muito bacana sobre amizade transformadora é ‘Onde Vivem os Monstros’, baseado no livro infantil de mesmo título. No filme o pequeno e malcriado Max foge de casa para o lugar onde vivem os monstros e lá ele vai cultivando amor e companheirismo amistoso entre seres que seriam incompatível de se pensar que dali se brotaria amor, que seriam terríveis criaturas devoradoras de humanos. Da singela amizade, transmutou-se a raiva cega dos monstros e a do próprio Max, que não valorizava a sua família. Lindo filme, para crianças e adultos também.

Enfim, são tantos amigos apontando para tantos aspectos em nossa vida que nomeá-los geraria uma lista sem fim, mas aqui eu queria agradecer a alguns em especial, alguns conheço desde a mais tenra idade e volta e meia nos encontramos novamente para perceber que nosso amor é vivo, presente e que não importa o rumo que tomamos ou quanto tempo não nos vimos parece que sempre estiveram lá, mesmo que passe 20 anos parece que foi ontem que nos vimos.

Outros já chegaram tão próximo que foi impossível esconder algumas sombras. Alguns já decepcionei bastante, mas eles continuaram do meu lado, cada um a seu modo, dedicando carinho, compreensão e perdão. Principalmente a estes meu respeito é tanto que do lado de vocês me sinto ‘super pequena’, tamanho o amor que vocês dedicam aos seres.

E eu aqui venho a dedicar profundo amor, respeito e homenagem a vocês, meus queridos, dos quais queria nomear alguns: Daniela, Mariana, Kelly, Marília, Daniela R., Natalia, Thiago T. Luciana T. Rodrigo S. , Maurício C., Brenda A., Rogério S., Zéduardo, Rodrigo A., Magaly A., Fernando A., Rodrigo C., Julio K., Kau B., João A., Roberto S., Rafaela F., Lama S., Henrique L., Flori, Lia B., Reupiz, Rafaela M., Artur, Michele S, Dalila, Leonardo M, Erick.

Todos esses fizeram a minha vida cheia de cores, alegrias e, acima de tudo, um grande aprendizado. Gratidão profunda a estes e a tantos outros que não dá pra nomear um por um, mas guardo profundo carinho e admiração. Sem falar nos amigos que não conheço que me leem e que de alguma forma estamos conectados de coração e aspirações. Gratidão a todos, vocês fazem a minha vida ser mais bonita.

* Gabriela Sencades Migge é terapeuta holística, co-fundadora do Espaço Cuidar, mestra em reiki, frequenciadora de luz, aurículoterapeuta, terapeuta floral, terapeuta prânica, thetahealer, facilitadora em meditação. Realiza atendimentos presenciais no bairro das Graças, no Recife-PE, Brasil.

Marque sua consulta pelo número: (81) 9.9163-5351 (claro/whatsapp).
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