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II Encontro de Contato Improvisação de Pernambuco, de 21 a 27 de setembro, no Recife

As inscrições para as oficinas são gratuitas e estão abertas até a próxima segunda, dia 24 de agosto

Foto: Ju Brainer/ Divulgação

Pela segunda vez, Recife, capital pernambucana, estará respirando a dança gerada na prática do Contato Improvisação durante uma semana com atividades diárias de manhã até a noite e a presença de nomes importantes na recente história do Contato em toda a América Latina. Para participar, basta se deixar mover pelo desejo da troca. O Contato Coletivo – II Encontro de Contato Improvisação de Pernambuco, projeto idealizado pelo Coletivo Lugar Comum com incentivo do FUNCULTURA, recria espaços de encontro, de compartilhamentos, de investigação, de convivência, de parcerias e de afetos, onde o corpo é o suporte de todos os acontecimentos. As inscrições para as oficinas foram encerradas no dia 24 de agosto. A programação acontece de 21 a 27 de setembro. 

As oficinas gratuitas trarão ao Recife os professores, pesquisadores e dançarinos Javi Sanhuez (Chile), Ana Alonso (SC), Fernando Neder (RJ) e Hugo Leonardo (BA), quatro dos mais importantes na América Latina na divulgação, realização e construção da história do Contato Improvisação. Além das oficinas, as Jams vão movimentar as noites da cidade, das 19h às 21h30, em vários espaços culturais do Recife, uns dedicados à dança, outros às artes em geral, uns públicos, outros privados, recriando parcerias e movimentos. O termo Jam vem da expressão jazz after midnight, quando os músicos de jazz americanos passaram a se encontrar depois do trabalho para improvisar livremente. Depois o termo Jam passou a ser usado também para os encontros de prática livre de Contato Improvisação. As Jams de dança são abertas ao público em geral num espaço para o livre improviso a partir do contato corporal, promovendo trocas entre criadores e proporcionando igualmente novas vivências de movimento para quem tem e para quem não tem experiência em dança. Durante o encontro haverá ainda apresentações das performances “Corpo Ambiente” (RJ) e “Feito de Nós Mesmos” (PE) e algumas das Jams da agenda terão música ao vivo em movimento e criação também improvisados pelos músicos Caio Lima, Hugo Medeiros e Mateus Alves. Os espaços parceiros são: Compassos Cia de Danças, Coletivo Sexto Andar, CAC – Centro de Artes e Comunicação da UFPE, Espaço Experimental, Torre Malakoff e Espaço Vila. Todos os eventos noturnos são gratuitos e abertos ao público, é só ficar de olho na programação e chegar, nem precisa se inscrever.

O Contato Improvisação desenvolve um trabalho corporal, a partir do diálogo físico entre duas ou mais pessoas. Consiste num trabalho em dupla, ou em grupo, em que o peso e contrapeso são a chave para o movimento acontecer, de forma improvisada, mas consciente, na relação entre corpos. Não é necessário ser bailarino ou ter experiência anterior para participar das atividades. No site www.contatocoletivo.com.br você pode conferir os dias e horários da programação completa, as sinopses de cada oficina e também o currículo completo dos professores convidados.

SOBRE O CI – Segundo a dançarina e facilitadora Ana Alonso, “o Contato Improvisação é uma prática corporal de improvisação com foco na relação. Inspira-se no encontro entre as pessoas para além das palavras, em que a lógica e o significado não estão predefinidos em termos de movimentos. O que vai defini-los são os corpos e o meio que compartilham. Jogos de equilíbrio, apoio, fluxo de movimento e colaboração para que o movimento entre os corpos aconteça são comuns. Cumplicidade, confiança e intuição são fatores importantes desenvolvidos nessa prática, porque há interesse de acessar “um outro eu mesmo”, “o outro” e “um outro acontecimento” e de nisso se revelar o inesperado, pois se busca experimentar na relação liberdade frente a certos pré-determinismos sociais. A prática do Contato Improvisação promove, em geral, transformação do uso do corpo e do fluxo do movimento, e se dá em íntima interdependência dos corpos no diálogo. Com isso, cria comunicação com a oportunidade de, ao mesmo tempo, jogar com paradigmas socioculturais e também recriar o mundo, por meio do diálogo de interações a cada encontro”.

O site Contato Improvisação Brasil (contatoimprovisacao.wix.com/cibr) traz mais detalhes sobre a presença da prática no Brasil e no mundo, o calendário dos encontros e a história do CI.

O Contato Improvisação foi proposto em sua origem por Steve Paxton, dançarino e coreógrafo americano, em 1972. Ele estava interessado em descobrir como a improvisação em dança poderia facilitar a interação entre os corpos, suas reações físicas, e em como proporcionar a participação igualitária das pessoas em um grupo, sem empregar arbitrariamente hierarquias sociais. Paxton chamou a dança de contact improvisation porque descrevia exatamente o que eles estavam fazendo. Ele buscava explorar os aspectos físicos no trabalho como valor neutro: o que era possível fazer, e não o que pareceria esteticamente. De acordo com Paxton, “a estética ideal do Contato Improvisação é um corpo totalmente integrado”. Steve Paxton nasceu e foi criado no Arizona, e trouxe muitas linhas de treinamento do movimento em sua dança. Foi atleta, ginasta, artista marcial e um dançarino moderno. No início de 1960, Steve dançou na companhia de Merce Cunningham e participou das transformações da dança nos anos 60 no mundo.

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