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Curando a nossa casa, por Malikka Fittipaldi

Uma casa pode ser um amontoado de tijolos, cimento, telhas, caibros, azulejos e outras infinidades de materiais de construção. Pode ser maravilhosamente decorada, esteticamente perfeita, mostrar o extremo bom gosto do seu construtor e “respirar” luxo e riqueza. Pode ser um pequeno chalé nas montanhas, uma mansão em Nova York, uma residência num bairro de classe média, uma morada de fundo de quintal ou mesmo um barraco em uma comunidade economicamente menos favorecida.

Todas as pessoas, com raras exceções, sentem a necessidade de ter um local que possam dizer: esta é a minha casa. Rica ou humilde, pode ser uma construção ou um lar, um refúgio ou um campo de batalha, o céu ou o inferno.

Os que habitam um mesmo espaço são responsáveis pelas condições e destino dele. Mas, em qualquer grupo existem aqueles que estão mais além. São estes que enxergam a Alma da Casa, que compreendem os caminhos e poder das energias e que buscam a paz dentro de si e nos espaços que ocupam, entre eles o lar.

O lar é o “castelo do homem”, nesse recanto “descansa o guerreiro”, junto aos que ama. Esses são ditos antigos, mas que demonstram o quanto é importante o lar para cada um de nós. No lar repomos as nossas energias e juntos com nossos companheiros mais íntimos dividimos nossas conquistas ou choramos nossas derrotas.

Um recanto de paz e sossego deve ser a nossa casa. Infelizmente nem sempre isso é possível. Algumas vezes o cônjuge está em desequilíbrio e afeta todos os membros da família, outras o filho que passa pela fase da puberdade escolhe equivocadamente suas companhias ou seus parceiros amorosos, quem sabe um dos empregados da casa termina por trazer seus problemas para dentro do nosso lar, aquele “amigo” que sempre gera uma sensação de mal estar e sempre vive a discursar sobre doenças, problemas, violência…só coisa negativa; um parente amado que doente se hospeda em nossa casa e parece que com ele veio a tristeza. E tantas outras situações desagradáveis. Como lidar com esses fatos em suas essências energéticas?

Saímos e nos deparamos com a vida “fora do mundo” do nosso lar. E ufa! Não é fácil. Medo, violência, a miséria exposta nas calçadas, crianças de ruas e mendigos nos cercam. Ficamos expostos a dores do mundo. Profissionalmente corremos de um lado para outro tentando atender as demandas da nossa profissão, pressões de todos os lados o que pode abalar nosso emocional. E isso não é tudo. Além de todo o mundo físico nos rodeia existe um mar de energia, boas e más, com as quais entramos em contato na maioria das vezes sem o perceber.

São essas energias (negativas ou positivas, benéficas ou maléficas) que temos que direcionar e modificar, transmutar em beneficio nosso e dos nossos entes queridos. Principalmente neste local muito especial, a nossa casa, nosso castelo, nosso lar.

Para completar um sapato pode trazer, para nossa casa, muito mais que um chiclete colado na sola. Uma ida ao hospital, para visitar um amigo doente, pode ser bem mais incômodo que nossos sentimentos de tristezas quanto à saúde do nosso afeto. Um chope com amigos pode resultar em muito mais que umas boas risadas.

E o que é esse “muito mais”? Energias desarmônicas! Que doentias e negativas terminam por gerar acontecimentos desagradáveis na nossa casa. Lâmpadas que pipocam, eletros domésticos que queimam. Objetos que parecem sumir repentinamente, sensações de frio inexplicável, sons estranhos, discussões familiares constantes por motivos fúteis… Tudo isso pode ser um sinal da presença de energias intrusas. Nosso lar deve ser um castelo inexpugnável, um local tranquilo e restaurador.

O que são essas tais energias desarmônicas? São todas aquelas que estão em discordância com o Plano Maior, ou seja, a evolução do Universo. Plano que estabelecido deve ser cumprindo, queira ou não,por qualquer ser ou grupo pertencente a nossa realidade ou a outras.

Essas energias desarmônicas afetam as pessoas, os animais, as plantas e os ambientes. Elas aderem aos seres e aos objetos se tornando centros de irradiações negativas, doentias e desacordes.

São as formas pensamentos, os desejos escusos, o temor, a ira, a luxuria, a falsidade, a vergonha e tantos outros que nos podem “seguir” até nosso cantinho, nosso lar, nossa casa, que repentemente é assaltada por inúmeras energias trazidas das mais variadas formas.

Há muito a se falar sobre a alma da nossa casa. Porém, como ponto de partida para melhorar, é preciso limpar, purificar as energias do nosso lar.

O conhecimento de como lidar com essas energias intrusas, purificar nosso cantinho, expurgar detritos deletérios energéticos do nosso domicílio compõe-se de variadas práticas de caminhos ditos mágicos de diversos povos em diversas épocas. Contidos em livros ou passados oralmente de mestre a discípulo, ensinados por facilitadores da New Age e presentes nos conselhos de nossas avós. Seja como for para que nossa vida seja repleta de abundância, paz, harmonia precisamos ficar atentos a quem e ao que convidamos a entrar em nosso lar. Como nos antigos filmes de terror, o vampiro só entra na casa onde é convidado.

*Mallika Fittipaldi é terapeuta Holística

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