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Contra o projeto “Novo Recife”

Por Aline Rattacaso
(publicado originalmente no facebook, grupo Contra o projeto Novo Recife)

Em um leilão de 2008, a Moura Dubeux comprou, por R$ 55,4 milhões, a área da antiga Rede Ferroviária Federal correspondente a 101 mil metros quadrados, com o objetivo de construir um complexo de edifícios residenciais e empresariais. Para isso, a construtora se uniu com mais outras duas: a Queiroz Galvão e a GL. A ideia desse complexo – ao qual deram o nome de projeto Novo Recife – é a construção de 13 torres ao longo do Cais José Estelita.

“Estamos desenvolvendo o masterplan e costurando o projeto com a Prefeitura do Recife. Vamos colocar um mix de produtos, uma série de torres, flats, residenciais de tamanhos vários, unidades de 100 metros quadrados a 230 m². O diferencial do nosso produto será a revitalização daquela área”, explica o superintendente de negócios da Queiroz Galvão, Múcio Souto. [Em 05.11.2009]

Já imaginaram os impactos por trás desse discurso de desenvolvimento, revitalização e valorização da área em questão bem como da cidade do Recife? Nunca achei que prédios ultramodernos contribuíssem para a beleza da cidade, principalmente quando ofuscam as construções antigas e tradicionais. Além disso, esses arranha-céus atrapalham a circulação do ar e tornam a cidade mais quente, abafada.Uma plantação de concreto só tende, a meu ver, a piorar a situação climática que já está fadada a ser mais torturante ainda em função do desequilíbrio ambiental estampado na nossa cara todos os dias.

Como se não bastasse, a Prefeitura do Recife, antes de aprovar um projeto como esse, deveria se ater a muitos outros pontos que merecem atenção primordial: pavimentação das ruas, saneamento básico, moradias para a população que (sobre)vive em condições extremas, recuperação de rios e áreas poluídas/desmatadas, enfim, uma série de negatividades espalhadas por aí. Por outro lado, isso não quer dizer que não haja cobrança para com as construtoras em relação aos efeitos da obra:

A Prefeitura do Recife prometeu para a próxima semana listar as contrapartidas sociais para que a Moura Dubeux comece a tirar do papel, finalmente, o projeto de construção de edifícios residenciais, comerciais e espaços de lazer no Cais José Estelita. Há quase dois anos a ideia começou a tomar forma do lado do empreendedor, desde que em outubro de 2008, a construtora arrematou, na área do cais, o terreno de 101 mil metros quadrados da antiga Rede Ferroviária Federal (Refesa) por um lance de R$ 55,4 milhões. O projeto entregue à prefeitura ao final daquele ano ainda não foi liberado. Depois dos ajustes feitos na concepção do desenho, falta ainda o município definir suas exigências compensatórias dos impactos previstos após a construção do complexo. As ações podem ser desde melhoria no sistema viário até edificação de casas populares. [Em 17.09.2010]

Ainda assim, há uma ligeira “impressão” de que o Governo quer passar a batata-quente para as mãos de terceiros; i. e., ao ser conivente com o projeto, ele institui às construtoras ações (como as que foram citadas anteriormente) que seriam de responsabilidade governamental. Então, querendo ou não, fica mais fácil aprovar um projeto que, para muitos, além de trazer benefícios à cidade, ainda retira certos pesos dos ombros do governo.

Na boa, minha gente, essa ideia é péssima. Não concordo com ela principalmente pelo exagero no tamanho dessas torres e pelo cenário que a cidade corre o risco de ganhar.

Há notícias por aí desde quando surgiu a ideia, mas uma, divulgada recentemente, aponta que em 60 dias o projeto Novo Recife será aprovado e seu respectivo lançamento será no meio deste ano.

Como já deixei claro, sou contra a essas ideias de progresso e desenvolvimento cada vez mais absurdas. Será que ninguém percebe que o mundo à nossa volta realmente necessita de reparos e cuidados? Para mim, isso só vem a agravar a situação caótica do meio ambiente.

À parte isso, não espero que todos tenham a mesma opinião que apresento; quero, acima de tudo, divulgar algo que vai interferir crucialmente neste lugar onde vivemos e, de modo mais amplo, no planeta em que estamos inseridos. Sem dramatizações. Ainda perguntam: “mas o que você acha que pode fazer contra isso?” Minha gente, sei lá. Eu sozinha não posso fazer nada. Mas diante de uma insatisfação geral por parte da população alguma coisa deve ser revista e repensada, mesmo que os planos sejam concretizados. A exemplo, há o Parque Dona Lindu e toda a repercussão sobre o desmatamento da área em que ele foi construído. Pois é, ele foi construído, mas não sem muitos alaridos populares. Se conseguíssemos ao menos adiar essa aprovação, prevista para daqui a dois meses, já seria algum tempo a mais sem o Recife-sauna do futuro. Espero que outras ideias surjam e que isso realmente seja levado a sério.A velha mania de achar que nossos esforços sempre serão em vão já está obsoleta, pessoal.

Numa sequência do mais recente para o mais antigo, seguem os links de onde foram retirados os trechos acima acerca do Projeto Novo Recife e alguns outros.E não deixem de assistir ao vídeo para ter noção do que esse projeto promete. ¬¬

http://jconline.ne10.uol.com.br/can…
http://blogdasppps.blogspot.com/201…
http://www.agenciasebrae.com.br/not…
http://www.skyscrapercity.com/showt…

E não sei de quando são esses aí:
http://www.glempreendimentos.com.br/…
http://www.cyberartes.com.br/artigo…

O vídeo de apresentação do Projeto:
http://www.youtube.com/watch?v=j8GU…

O primeiro passo para a conscientização é a informação!

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