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[ARTIGO] Como a meditação pode nos ajudar a lidar com nossos medos

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Fonte da imagem: canva.com

| Por Adriana Mattos* |

O medo faz parte.

O medo é um sentimento que tem se mostrado bastante presente e abundante nos tempos atuais. Hipocondria, medo da situação econômica, medo nas relações, de envelhecer, da violência, ou de pensar sobre as condições climáticas… são muitas as sensações desafiadoras com as quais temos que lidar e conviver.

O Budismo nos ensina que a base do medo é a ignorância (Avidya). A ignorância não nos permite ver as coisas como elas são.

A vida é feita de luz e sombra, a natureza da existência é mutável, impermanente e, toda e qualquer situação difícil, guarda um enorme potencial de transmutação. Os desafios surgem para evoluirmos e agirmos de forma consciente, generosa e benéfica – e não para estagnarmos e vivermos reféns dos nossos medos.

De fato, esse processo nem sempre é tão simples – ele acontece, primeiramente, através do autoconhecimento. Nos observando, conhecendo nossos desejos, pensamentos e sentimentos podemos enxergar nossos medos e compreender como eles se manifestam.

O medo faz parte da existência humana, durante a nossa vida ele se apresenta de diversas formas. Lidar com ele é um treino. Muitas vezes precisamos de ajuda.

Acho interessante acrescentar aqui que segundo um estudo feito por cientistas da Pennsylvania State University (EUA), 91% das nossas preocupações mais recorrentes nunca se realizam!

Tipos de Medo

Em meus estudos budistas, aprendi que existem três tipos de medo.

O medo primário, também chamado de instinto de sobrevivência, é o que surge quando nos deparamos com um perigo real e eminente. Por exemplo, o medo que sentimos quando vemos um animal perigoso, ou quando vamos cruzar uma avenida muito movimentada. Este é um medo saudável pois ele nos mantém vivos e impede que façamos coisas perigosas.

O segundo medo pode ser descrito como um medo neurótico, baseado em percepções falsas. Neste caso, ficamos com pensamentos negativos e obsessivos sobre algo, sem termos nenhuma evidência concreta que confirme nossas ideias.

Por exemplo, podemos sentir o medo da rejeição ao ficarmos ruminando sobre algum erro que cometemos, podemos ficar imaginando que as pessoas estão falando mal de nós ou ainda ficar com medo de perder algo que temos.

O medo neurótico vem quando vemos as coisas sob uma perspectiva distorcida, irreal. Por outro lado, ele nos abre a oportunidade para observarmos e compreendermos nossos padrões habituais de pensamentos e comportamentos.

O terceiro medo é um medo existencial e, de certa maneira, todos os outros medos têm a origem neste medo. O medo existencial é o medo do envelhecimento, da doença ou da morte.

Este é também o medo de sermos responsáveis por nós mesmos ou de fazer escolhas. Em resumo, é o medo de ficarmos em sofrimento eterno, sermos anulados ou viver uma vida sem sentido.

Como o medo surge?

Nossos medos chegam até nós através de 5 estágios:
1) O objeto atinge algum dos nossos sentidos (na maioria das vezes, a visão ou audição).
2) Percebemos o objeto como um alvo que nos causa tensão. Por exemplo, alguém te olha de uma maneira um pouco diferente.
3) Criamos uma história, uma narrativa sobre nós ou sobre o mundo. Por exemplo: “- Essa pessoa me achou péssima”.
4) As histórias começam a se solidificar e formamos crenças. “Isso sempre acontece comigo, eu não sou socialmente aceita”.
5) Começamos a ver o mundo sob a perspectiva da história que construímos, baseada em medos e em distorções de percepções. Criamos ilusões que contaminam diversas áreas das nossas vidas.

A boa notícia é que a história não acaba aí, afinal, o que a mente constrói, ela pode desconstruir, e a meditação pode ajudar muito!

O poder da meditação de atenção plena

Foi comprovado cientificamente que a meditação de atenção plena – que basicamente consiste em sentarmos e observarmos nossa respiração – é capaz de nos ajudar a combater o medo, o estresse e a ansiedade.

A meditação é uma oportunidade para estarmos e respirarmos com nossos medos e todas as sensações que chegam até nós, dentro de um contexto em que cultivamos o auto acolhimento, a calma e a auto-observação.

Um dos princípios de qualquer prática de meditação é o da gentileza. Treinamos nossa mente para se abrir a tudo o que estiver presente de forma gentil, sem julgamentos ou críticas.

A concentração na respiração profunda e abdominal tira um pouco o foco mental, traz a atenção para o corpo, acalma todo o organismo e nos faz estar no momento presente.

Aprendemos a não ter medo do medo ou do que quer que surja dentro de nós. Desenvolvemos a habilidade de estarmos ali, presentes no agora, e a observar com curiosidade (e não julgamentos) nossa mente.

Ficamos ali de certa forma como observadores do que está acontecendo, sem TANTO envolvimento, afinal tudo é passageiro.

Com a prática desenvolvemos essas habilidades em nossas mentes, e aos poucos, passam a funcionar dentro e fora da meditação.

Hoje existem diversos canais que oferecem práticas gratuitas de meditação de atenção plena (também conhecida como meditação em mindfulness) e te convido a experimentar. A prática é incrivelmente benéfica a médio-longo prazo, ela nos ajuda a ter discernimento e frear a ansiedade.

A meditação é aprimoramento em nosso ser/estar.

Vamos praticar?

* Adriana Mattos iniciou o contato com temas ligados à saúde e espiritualidade em 2015, quando começou a estudar Mindfulness, Budismo e praticar Meditação. É reikiana e instrutora de Yoga (formação pela Byron Yoga Centre) e Meditação. Integra a equipe da Om Joy, loja virtual de artigos para Yoga, Meditação e Bem-estar, que visa facilitar a vivência do Yoga para todos os nossos clientes através de produtos de qualidade.

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